Atualidade
Liga MEO Surf: Definidos os finalistas do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro
A Praia de Leça da Palmeira voltou a oferecer, este domingo, condições exigentes, no segundo dia de ação do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro, segunda etapa da Liga MEO Surf 2022, a primeira divisão do surf nacional. Uma jornada em que os melhores surfistas nacionais responderam, novamente, com algumas ondas na casa da excelência durante as duas rondas masculinas e femininas realizadas, que ajudaram a definir os finalistas da etapa nortenha.
A competição retomou ainda antes das 8 horas, com a ronda 2 masculina e logo com várias surpresas a animar a manhã. No primeiro heat do dia, Francisco Alves e Pedro Coelho ficaram pelo caminho, numa disputa que foi vencida por Guilherme Fonseca e com o jovem José Maria Ribeiro a também seguir em frente. Santiago Graça e Guilherme Costa foram os outros jovens surfistas a darem nas vistas nesta fase da prova e a conseguirem vaga na ronda 3. Em sentido inverso, a derrota de Marlon Lipke foi o outro resultado inesperado da ronda.

Nesta fase, e tal como na véspera, o campeão nacional Vasco Ribeiro voltou a exibir-se em grande nível, ao somar mais uma onda excelente, com 8,50 pontos, e o melhor score do dia, com 16,25 pontos, num heat em que ainda se deu ao luxo de descartar uma onda de 7,50 pontos. Destaque, ainda, para as performances de Francisco Almeida, Eduardo Fernandes, Guilherme Ribeiro e Afonso Antunes, que venceram as respetivas baterias com scores sólidos.
A ação prosseguiu com a ronda 2 feminina e com um primeiro heat em que Carolina Santos começou a dar os primeiros sinais daquilo que seria a restante prestação ao longo do dia. A jovem surfista do Oeste deixou Mafalda Lopes no 2º posto e avançou, sem percalços, para a ronda 3. Carolina Mendes também esteve em destaque nesta fase, mas acabou por ser Teresa Bonvalot [Ndr: foto de destaque] a fechar a ronda com o melhor score, depois de somar um total de 13 pontos. A campeã nacional Kika Veselka foi a outra vencedora da ronda.
A prova avançou rapidamente para a ronda 3 masculina, com grandes duelos em perspetiva. No primeiro deles, Guilherme Fonseca voltou a vencer, alcançando, ainda, o melhor score da ronda, com um total de 15 pontos e uma onda de 8 pontos pelo meio. Gui deixou Tomás Fernandes no 2º posto, enquanto João Kopke e Francisco Almeida ficaram pelo caminho. No heat seguinte, Vasco Ribeiro também segurou novo triunfo, ainda que pressionado por Eduardo Fernandes.
Na segunda metade do quadro, Guilherme Ribeiro venceu o heat 3, com Luís Perloiro muito próximo, dando, assim, sequência ao excelente começo de temporada, depois de ter sido finalista na Figueira da Foz. No último heat da ronda, Afonso Antunes esteve mais forte que toda a concorrência, somando 12,75 pontos. Na renhida luta pelo segundo lugar, Halley Batista acabou por ser mais forte que Joaquim Chaves e Zé Ferreira, ficando, assim, definidos os oitos surfistas que seguem na luta pelo triunfo na prova masculina do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro.
Quartos de final masculinos
H1: Guilherme Fonseca vs. Eduardo Fernandes
H2: Vasco Ribeiro vs. Tomás Fernandes
H3: Guilherme Ribeiro vs. Halley Batista
H4: Afonso Antunes vs. Luís Perloiro
Depois, foi a vez de serem definidas as quatro finalistas da etapa, com o primeiro heat da ronda 3 a oferecer uma apertada disputa, que resultou na eliminação de Mafalda Lopes e, também, Gabriela Dinis. O triunfo foi de Carolina Mendes, com 11,25 pontos, enquanto Carolina Santos segurou a segunda posição. Na segunda bateria, Teresa Bonvalot isolou-se rapidamente na liderança e venceu a disputa, com 13,75 pontos, naquele que foi o melhor score feminino do dia. A outra vaga na meia-final foi conquistada por Kika Veselko, já na última onda da bateria, após uma renhida disputa com Carina Duarte e Camill Kemp.

Meias-finais femininas
H1: Carolina Mendes vs. Kika Veselko
H2: Teresa Bonvalot vs. Carolina Santos
Ao final da tarde, realizaram-se, ainda, as Go Chill Expression Sessions. Do lado masculino, João Moreira voou mais alto que a concorrência, conseguindo a melhor manobra durante os 25 minutos de competição. Já a disputa feminina foi vencida por Carolina Mendes.

A chamada para o dia final do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro está marcada paras as 8 horas desta segunda-feira, para possível recomeço da prova assim que as condições ideais do mar estiverem reunidas. Isto, numa altura em que faltam apenas 10 heats e cerca de 5 horas de ação para encontrar os campeões da etapa nortenha.
Agenda para segunda-feira (25 de abril)
08h00 – Call terceiro dia de competição
12h00 – Happy Hour Jerónimo Martins
13h00 – Finais do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro (por confirmar)
14h00 – Entrega de prémios do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro (por confirmar)
A nível televisivo, o Joaquim Chaves Saúde Porto Pro poderá ser acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do MEO, app do MEO – disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, e em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.
A Liga MEO Surf 2022 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Joaquim Chaves Saúde, Allianz Seguros, Bom Petisco, Go Chill, Somersby, Corona e Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal do Porto e da Câmara Municipal de Matosinhos, e o apoio técnico da Onda Pura e da Federação Portuguesa de Surf.
Fotos: Francisco Antunes/ANSurfistas.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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