Atualidade
Surf: Projunior Viana do Castelo realiza-se a 18 e 19 de maio
Os melhores surfistas juniores portugueses rumam a Viana do Castelo a 18 e 19 de maio, para a segunda de quarto etapas do Junior Tour 2024, circuito que define os campeões nacionais Sub-20 e que reúne os talentos emergentes do surf nacional
O quadro de competição das rondas iniciais já se encontra disponível, sendo que a chamada para o primeiro dia de prova encontra-se planeada para as 8 horas na praia da Arda, em Viana do Castelo.
Destaques Round 1 – Masculino
Heat 7: Martim Nunes vs. Matias Lopes vs. Francisco Santos vs. Baltazar Pinto
Heat 11: Francisco Ordonhas vs. Diogo Horta vs. Tiago Stock vs. Afonso Alcaide
Destaques Round 1 – Feminino
Heat 1: Maria Salgado vs. Miriam Julião vs. Maria Dias
Heat 3: Gabriela Dinis vs. Maria Dias vs. Núria Maganinho
Martim Nunes e Maria Salgado chegam a esta etapa na liderança do ranking masculino e feminino, respetivamente, depois dos triunfos conseguidos na etapa inaugural.
Martim Nunes, líder do ranking masculino e campeão nacional Sub-20 em título, sublinha que vai “abordar este campeonato da mesma forma que abordei o primeiro, onde as coisas correram bem. Quero continuar a mostrar bom surf, fazer bons scores e competir bem. Acima de tudo, quero preparar o próximo campeonato internacional que vou ter e divertir-me ao máximo. Só surfei em Viana do Castelo uma vez. Gostei das ondas e espero que desta vez as ondas voltem a estar boas.”
Maria Salgado, líder do ranking feminino do Junior Tour, refere que “depois da vitória no ProJunior do Porto e Matosinhos, vou abordar a etapa de Viana do Castelo de forma muito entusiasmada. Vou querer mostrar o meu surf e, acima de tudo, divertir-me ao máximo com os meus amigos. Pessoalmente, gosto das ondas de Viana, pois trata-se de um beachbreak idêntico à praia em que costumo surfar, em Santa Cruz.”
Os surfistas da nova geração do Minho vão ter oportunidade de competir diante do seu público e procurar tirar vantagem do conhecimento local das ondas de Viana do Castelo, um dos polos de surf em Portugal com maior dinamismo.
Ricardo Rego, Vereador do Desporto do Município de Viana do Castelo, afirma que “receber mais uma etapa do Circuito Nacional Projunior, significa que a cidade de Viana do Castelo foi a escolhida para, mais uma vez, protagonizar o melhor surf nacional em atletas sub-20 masculinos e femininos. Significa também que a aposta do município nos desportos náuticos, a par da história e tradição do Surf Clube de Viana como um dos clubes mais antigos de Portugal e coorganizador da etapa, se traduzem na reafirmação da modalidade nas ondas vianenses. É denotado privilégio podermos assistir ao desempenho de atletas de elevado nível, estes que confiamos serem os próximos campeões na mais alta instância competitiva mundial, os Jogos Olímpicos!”
Ana Lima e Tomás Carvalho são representantes desse talento emergente na região e prometem dar o seu melhor para conseguirem um bom resultado em “casa”.
Ana Lima, surfista local, diz que gosta “muito de competir em Viana do Castelo. É algo que dá sempre uma confiança extra, poder surfar heats nas praias onde treino. Estou motivada para competir e representar o meu clube nesta próxima etapa do Junior Tour. Penso que é sempre bom para os surfistas locais competirem em praias familiares, onde conseguem ler bem o pico e onde já conhecem bem as características da onda.”
Tomás Carvalho, surfista local, afirma que “as expectativas que tenho para este Pro Junior são boas. Quero passar as primeiras duas rondas, ganhar mais rotina de competição e divertir-me ao máximo com os outros competidores. O facto de estar na minha praia dá-me mais garra e vontade para obter os resultados pretendidos.”
Toda a ação do Projunior Viana do Castelo poderá ser acompanhada em direto através de sistema de livescores em ansurfistas.com, assim como nas demais plataformas institucionais da Associação Nacional de Surfistas.
A segunda etapa do Junior Tour é uma prova organizada pelo Surf Clube de Viana e pela Associação Nacional de Surfistas, com a colaboração da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Instituto Português da Juventude, Fundação do Desporto e o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf. Esta prova tem o patrocínio da Quiksilver e da Roxy e conta com os media partners Surftotal, Beachcam e ONFIRE Surf Mag.
Imagem: ANS.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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