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Voleibol: Sorteio das Competições Europeias 2022/2023 para as equipas portuguesas

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O SL Benfica vai disputar a 2ª Ronda da Liga dos Campeões 2023, defrontando, nas primeiras semanas de outubro – nos dias 4, 5 ou 6 fora e 11, 12 ou 13 na Luz –, o vencedor da eliminatória da 1ª Ronda entre o Strumica (Macedónia) e o Dynamo Apeldoorn (Países Baixos), segundo ditou, ontem, o sorteio realizado pela Confederação Europeia de Voleibol (CEV).

Em 2022, saldou-se por um 9º lugar a participação dos encarnados da Luz na Liga dos Campeões, que não teve campeão na edição de 2020 devido à pandemia de COVID-19 e foi vencida, sensacionalmente, em 2021 e 2022 pelos polacos do Grupa Azoty Kedzierzyn Kozle.

O regresso à Champions segue-se a várias participações na Challenge Cup, onde chegaram a ser vice-campeões em 2014/2015 e 3ºs classificados na época seguinte.

Em 2019/2020, época em que não foi atribuído o título de campeão europeu, o SL Benfica defrontou, na fase de grupos da Liga dos Campeões, os italianos do Sir Sicoma Monini Perugia, os franceses do Tours VB e os polacos do Verva Warszawa Orlen, tendo averbado apenas um triunfo, em casa, diante dos polacos.

As equipas de seniores masculinos da AJ Fonte do Bastardo e do Sporting CP disputam a Challenge Cup.

Nos 32 avos-de-final da Challenge Cup, os açorianos visitam o vencedor da WEVZA, no dia 11, 12 ou 13 de outubro, jogando em casa no dia 18, 19 ou 20 de outubro.

Nos 16 avos-de-final, os leões de Alvalade visitam, primeiro, os estónios do Parnu VC (8, 9 ou 10 de novembro), deslocando-se à Estónia no dia 15, 16 ou 17 de novembro.

Em 2019, o Sporting CP foi 3º classificado, após ter sido afastado da final pelos italianos do Vero Volley Monza, e em 2020 atingiu novamente as meias-finais, antes da prova ter sido interrompida pela pandemia.

Na Challenge Cup – femininos, a AJM/FC Porto, campeã portuguesa, recebe o Apollo 8 Borne, dos Países Baixos, no 22, 23 ou 24 de novembro, visitando as suas adversárias no dia 29, 30 de novembro ou 1 de dezembro nos 32 avos-de-final.

Em 2021, a AJM/FC Porto foi 9ª classificada na Challenge Cup, alcançando a mesma classificação na Taça CEV, em 2022.

Por seu turno, as açorianas do Clube Kairós vão defrontar, nos 32 avos-de-final, as suíças do TS Volley Dudingen, primeiro extramuros e depois em casa.

Em 2021, o Clube K passou pela, primeira vez, da 2ª ronda e só seria eliminado nos quartos de final pelas turcas do Sistem9 Yesilyurt Istanbul, que se sagrariam vencedoras da prova.

Os vencedores das 1ª, 2ª e 3ª rondas da Liga dos Campeões passam, sucessivamente, à fase seguinte, enquanto os derrotados nessas fases descem à Taça CEV, onde irão disputar os 32-avos-de-final ou os 16-avos-de-final.

Na 3ª ronda, passam duas equipas à fase de grupos, que será disputada por 20 equipas.

O vencedor da Liga dos Campeões (masculinos ou femininos) receberá 500 mil euros de prémio, o 2º classificado 250 mil euros e o 3º classificado 125 mil euros.

Na Taça CEV, o vencedor (masculinos ou femininos) receberá 80 mil euros de prémio, o 2º classificado 60 mil euros e os 3ºs classificados 30 mil euros.

Na Challenge CEV, o vencedor (masculinos ou femininos) receberá 50 mil euros de prémio, o 2º classificado 30 mil euros e os 3ºs classificados 15 mil euros.

Os sorteios das competições europeias de clubes da época de 2022/2023 realizaram-se ontem (em direto no Facebook da CEV), no Luxemburgo, na sede da Confederação Europeia de Voleibol (CEV).

Foto: DR.

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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Associação de Futebol de Viseu distingue jornalista José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”

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A Associação de Futebol de Viseu (AFV) distinguiu, no passado dia 4 de julho, o jornalista português José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”, numa homenagem ao seu percurso profissional de mais de 40 anos dedicado ao jornalismo desportivo, durante uma cerimónia em que o profissional destacou a responsabilidade que acompanha este reconhecimento e reafirmou o compromisso com a isenção e a verdade dos factos.

Ao receber a distinção, José Luís Araújo agradeceu à AFV e ao seu presidente, José Carlos Lopes, pelo reconhecimento agora atribuído e afirmou que partilha o galardão com todas as pessoas que marcaram o seu percurso profissional ao longo de várias décadas de atividade, considerando que cada uma contribuiu para o seu crescimento enquanto jornalista e enquanto pessoa.

“Este galardão é o reconhecimento de uma atividade que abracei, com dedicação e profissionalismo, há 40 anos, na área do desporto, sendo que o jornalismo começou cedo na minha vida, quando o meu avô, em 1971, me indicou para lhe suceder como correspondente do Diário de Notícias”, frisou.

Apesar da distinção recebida, José Luís Araújo sustentou que a sua carreira continua longe de terminar, deixando uma nota de humor ao afirmar que a sua “reforma jornalística” ainda está distante.

Este profissional recordou ainda outras distinções atribuídas ao longo do seu percurso, entre as quais o Prémio “Santos Mota”, da Associação de Escanções de Portugal, recebido em 2022 na área do jornalismo vínico e gastronómico, e o Prémio “Animarte”, atribuído em 2010.

“Diria que este, e os outros galardões, representam um ‘selo’ de responsabilidade que aceito sem reservas, pois sempre pautei a minha conduta jornalística pela total isenção, colocando a verdade dos factos acima de tudo”, salientou.

Ao longo da carreira, José Luís Araújo colaborou com diversas estações de rádio, como a Viriato FM, NoAr, RCI Viseu, Emissora das Beiras, Rádio Lafões, Rádio Nova e Rádio Renascença. Atualmente, integra a Rádio Escuro, sediada no concelho de Vila Nova de Paiva.

É também correspondente do jornal Record desde 1990, tendo passado pelas redações dos jornais Notícias de Viseu e Diário de Viseu, além de colaborar com diversos órgãos de comunicação social regionais e nacionais.

Atualmente, exerce igualmente funções como diretor da revista Gazeta Rural, publicação que fundou há 22 anos, do portal informativo Nacional16.pt e da revista Confraria, editada pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

Ígor Lopes

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