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O Turismo costeiro como um dos maiores contributos para a criação de emprego e crescimento económico debatido em Congresso

Terminou, ontem, na Póvoa de Varzim, com a presença do CEO da ECOSTEEL

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“Sustainable Blue Tourism: uma (real) janela de oportunidades económicas” foi um dos temas que estiveram em debate no III Congresso Empresarial da Póvoa de Varzim, que terminou, ontem, dia 29, na Póvoa de Varzim. Para debater o tema, esteve presente José Maria Ferreira, CEO da ECOSTEEL para quem o Turismo Azul é um setor em ascensão. Tendo em consideração o relatório económico anual sobre a economia azul da UE, considera que “o turismo costeiro constitui um dos maiores contributos para a criação de emprego e crescimento económico”.

Reconhecendo que a costa portuguesa é um paraíso do turismo azul, relembra que “as oportunidades não se cingem apenas a praia e sol, mas abrangem todo um conjunto de atividades passíveis de serem desenvolvidas ao longo dos 2 830km da orla costeira nacional”.

Para o empresário, que tem vindo a promover uma série de projectos nacionais e internacionais na área da arquitetura flutuante, através de uma das empresas do Grupo que se dedica à construção de casas-barco, o turismo azul apresenta um enorme potencial no desenvolvimento de novas empresas associadas a importantes cadeias de valor na área da náutica de recreio, do turismo marítimo e do turismo de praia e sol.

Associado à cadeia de valor gerada a partir da náutica de recreio ou turismo náutico surgem oportunidades como a implementação de portos de recreio, marinas, instalações marítimas e clubes náuticos; a compra e venda ou aluguer de embarcações de recreio; as atividades relacionadas com desportos aquáticos, incluindo escolas de formação, instalações, venda de equipamentos, federações, clubes desportivos, ente outros com impacto económico. ”O turismo náutico inclui também a náutica desportiva, cuja atividade principal se foca na competição e participação em provas desportivas, envolvendo recursos e necessidades específicas que acaba por ter impacto na região”, acrescenta José Maria Ferreira.

Na área do turismo marítimo ou turismo de cruzeiros, as oportunidades acabam por surgir associadas ao desenvolvimento de atividades relacionadas com o transporte marítimo e fluvial. “A cadeia de valor desenvolvida em torno do turismo marítimo inclui uma vasta oferta que vai desde a gastronomia, ao comércio, excursões, até serviços de táxi, de agências de viagens, ou gestão portuária à qual se acaba por associar, por exemplo, serviços de reboques, taxas portuárias e outros serviços.”

O turismo de praia e sol abrange hoje uma série atividades que não se cingem apenas a unidades hoteleiras e de restauração. “Aquele que foi durante muitos anos um sector marcado pela sazonalidade apresenta hoje uma cadeia de valor que envolve os mais variados serviços de resposta ao turista que procuram a tranquilidade do mar”.

Reconhecendo o importante contributo do turismo azul para a economia, José Maria Ferreira não deixa de chamar a atenção para os impactos negativos: “Ainda que o turismo nas zonas costeiras seja um dos setores que mais oportunidades oferece, não deixa de ser preocupante que a ocupação excessiva do litoral e a intensiva exploração dos recursos naturais reduza a viabilidade deste sector. Não podemos ignorar as pressões exercidas no meio ambiente e nos ecossistemas locais, como seja um maior consumo de água potável, o aumento na produção de resíduos ou o impacto das emissões poluentes”.

Em 2021, o Grupo ECOSTEEL lançou em Portugal a Go Friday, a primeira e única unidade de construção casas-barco baseadas na eficiência energética e sustentabilidade ambiental. Para José Maria Ferreira, as casas-barco da Go Friday são fruto do pioneirismo, abordagem visionária e de uma aposta no estabelecimento das melhores relações e parcerias na área da indústria, design, tecnologia e I&D. Recentemente, promoveu, com a Miami School of Architecture, um concurso internacional na área da arquitetura flutuante “Acaba por ser gratificante assistir ao talento de jovens futuros arquitetos que acreditam naquele que é o conceito da Go Friday e no potencial que possui enquanto solução não só para viver como também para promover uma maior sustentabilidade Turismo azul”, acrescenta.

Foto: DR.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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