Atualidade
Liga MEO Surf: Tomás Fernandes e Teresa Bonvalot vencem Allianz Figueira Pro
Praia do Cabedelo recebeu com boas ondas a elite do surf nacional que iniciou da melhor forma a disputa pelos títulos máximos do surf português
Tomás Fernandes e Teresa Bonvalot venceram, ontem, o Allianz Figueira Pro, primeira etapa da Liga MEO Surf que terminou com boas ondas de 1m na praia do Cabedelo, Figueira da Foz. O dia das decisões voltou a ter nível de surf de excelência por parte da elite do surf nacional que deu o tiro de partida na corrida aos títulos máximos do surf português.
Na final masculina, o surfista da Ericeira começou forte a impor pressão em Tiago Stock logo com a sua segunda onda a valer 7.00 pontos agarrando a liderança desde o início. O vice-campeão nacional de 2019 fez uso da sua maior experiência e de uma linha de surf de rail crítico para sagrar-se campeão da prova. No entanto, o jovem de Carcavelos respondeu à letra com ondas de 6.90 e 4.90 pontos deixando a bateria em aberto até perto do final quando Tomás pôs a cereja no topo do bolo com a melhor onda da bateria com 7.35 pontos fechando com 14.35 pontos contra os 11.80 pontos do adversário.
“Estou supercontente por ganhar, sobretudo por já terem passado uns anos”, salientou o vencedor. “Sinto que tive uma boa prestação ao longo do campeonato todo. Já tinha feito umas meias-finais aqui na Figueira. Estiverem boas ondas durante o campeonato, por isso, fico muito contente por ganhar aqui. O Tiago Stock é um miúdo com um grande potencial, parabéns a ele pelo campeonato que fez. Agora quero chegar ao Porto e disputar o campeonato, e acima de tudo, mostrar o meu surf desde que me sinta feliz”
Tiago Stock, que nunca tinha chegado sequer aos quartos de final numa etapa da Liga MEO Surf, obteve aqui um resultado histórico para a sua carreira ao sagrar-se vice-campeão do Allianz Figueira Pro. Com apenas 18 anos, foi um dos surfistas que mostrou melhor surf ao longo de todo o evento tendo inclusive efetuado a melhor onda e melhor score de toda a prova com 8.50 e 15.60 pontos, respetivamente.
Esse desempenho formidável aconteceu na primeira meia-final masculina quando esteve em maior sintonia com o mar tendo surfado apenas três ondas, mas elevando o nível para o patamar da excelência. Guilherme Fonseca teve uma prestação muito positiva ao longo de toda a prova e tentou inverter o rumo dos acontecimentos, mas terminou com 12.75 pontos e em 3º lugar ex-áqueo.
Na segunda bateria desta fase, o mar esteve mais parado e o jogo da paciência e da escolha das ondas teve uma importância redobrada. Tomás Fernandes manteve a consistência e levou de vencida Luís Perloiro que havia sido o surfista em maior destaque no primeiro dia de competição e um dos melhores no dia seguinte. O surfista de Carcavelos finalizou em 3º lugar ex-áqueo com o score de 6.25 contra os 9.00 pontos do vencedor.
Nos quartos de final masculinos, Guilherme Fonseca derrotou Maksyilian enquanto Tiago Stock venceu João Roque Pinho numa bateria muito disputada entre surfistas da nova geração que teve várias alternâncias na liderança. Tomás Fernandes aplicou o seu surf de rail dominador e venceu Arran Strong e, do outro lado, Luís Perloiro venceu uma bateria bem renhida com o atual campeão do evento, Guilherme Ribeiro, ambos tinham sido os principais surfistas em evidência nos dois primeiros dias de competição.
Na final feminina, a campeã desta prova em 2023, Gabriela Dinis, começou por liderar no início na primeira troca de ondas. Mas a ex-campeã nacional, Teresa Bonvalot, foi construindo o seu score de forma progressiva respondendo cada vez mais forte usando toda a sua experiência até ter virado a bateria a sete minutos do final com ondas de 5.80 e 6.10 pontos. Mais à frente, perto do soar da buzina, fechou a sua prestação com Chave d’Ouro com a melhor onda da bateria com 7.00 pontos. Teresa venceu pela quarta vez esta etapa na sua carreira, desta vez com o score de 13.10 contra 11.85 da atual vice-campeã nacional.
“Tenho muito boas memórias aqui da Figueira da Foz”, afirmou a campeã. “Gostei muito de vir cá e, normalmente, apanhamos altas ondas. Uma vez mais, a Figueira deu-nos o melhor de si. Consegui surfar bem nas ondas que apanhei, mas foi um heat meio estranho e confuso em que nos enrolámos numa onda. Tentei fazer o melhor surf e depois, mais perto do final, consegui apanhar a melhor onda da bateria o que acabou por fazer a diferença. Saio daqui com um boost de confiança para as etapas que aí vêm.” rematou.
Nas meias-finais femininas, Gabriela Dinis teve uma bateria muito disputada com Maria Salgado. Gabriela começou forte com uma onda de 7.50 pontos melhorando o seu score com a última onda de 5.85 pontos vencendo com 13.35 pontos. A jovem de Santa Cruz mostrou bom nível de surf ao longo de todo o evento e lutou até ao fim, mas não conseguiu fazer a reviravolta terminando com 12.50 pontos saindo do Cabedelo com um 3º lugar ex-áqueo.
Na outra disputa, Teresa Bonvalot liderou desde a primeira troca de ondas frente à ex-campeã nacional, Carolina Mendes, numa bateria mais parada em termos de ondas na primeira metade. Mas a atleta olímpica manteve o foco e foi crescendo em termos de performance terminando com o score de 13.25 pontos contra os 10.35 pontos de Carolina.
A atual bicampeã nacional, Francisca Veselko, perdeu no round 3 numa bateria muito disputada vencida por Teresa Bonvalot que realizou 13.40 pontos, com Maria Salgado em 2º com 11.45 pontos, Veselko com 11.00 pontos e Mafalda Lopes com 9.30 pontos. Erica Máximo e Constância Simões também ficaram-se pelo round 3 da competição.
Com os resultados de ontem, Tomás Fernandes e Teresa Bonvalot vão vestir a licra amarela Go Chill na próxima etapa da Liga MEO Surf e saem na frente da liderança da Allianz Triple Crown, troféu especial no conjunto das etapas da Figueira da Foz, Ericeira e Ribeira Grande.
Resultados finais Allianz Figueira Pro
Final masculina: Tomás Fernandes 14,75 vs. Tiago Stock 11,80 pontos
Final feminina: Teresa Bonvalot 13,10 vs. Gabriela Dinis 11,85 pontos
Best Wave: Gabriela Dinis, 9,00 pontos
Bom Petisco Girls Score: Francisca Veselko, 16,50 pontos
Waversby Round: Tomás Fernandes, 14,50 pontos
Go Chill Expression Session: Halley Batista e Francisca Veselko
Waikiki Junior Award: Jaime Veselko
Figueira da Foz Best Surfer: Ivo Cação
A Liga MEO Surf volta à água no próximo mês para a segunda etapa da temporada. O Somersby Porto Pro disputa-se de 12 a 14 de abril no Porto e em Matosinhos.
A nível televisivo, o Allianz Figueira Pro pôde ser acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do MEO, botão azul do comando MEO, em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.
A Liga MEO Surf 2024 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Bom Petisco, Go Chill, Corona, Somersby, Waikiki, Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal da Figueira da Foz e o apoio técnico da Associação de Surf da Figueira da Foz e da Federação Portuguesa de Surf.
Fotos: Jorge Matreno.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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