Atualidade
Teresa Bonvalot e Francisco Ordonhas vencem nos Açores
Teresa Bonvalot conquista 5º título nacional da carreira
Teresa Bonvalot e Francisco Ordonhas conquistaram, este domingo, a vitória no Allianz Ribeira Grande Pro, quarta e penúltima etapa da Liga MEO Surf. Se no lado feminino, Bonvalot conseguiu assegurar o título nacional de forma antecipada, ainda durante a manhã do dia final da etapa açoriana, Ordonhas estreou-se a vencer na Liga MEO Surf, depois de ter contribuído diretamente para o adiar da decisão do título masculino. Com a chegada à final masculina Guilherme Ribeiro conseguiu ultrapassar Tomás Fernandes na liderança do ranking masculino e carimbar o triunfo no troféu Allianz Triple Crown, a par de Teresa Bonvalot.
Com a chamada para o dia final a acontecer, ainda, antes das 7 horas, a ação retomou com a ronda 3 masculina, onde Tomás Fernandes e Guilherme Ribeiro estreitaram ainda mais as contas do título, com ambos a conseguirem seguir para a fase man-on-man. Contudo, a melhor performance desta fase pertenceu a Halley Batista, com a melhor onda do campeonato, de 9,25 pontos, e um score de 17, que lhe rendeu o prémio Waversby Round.
Depois foi a vez de ir para a água a ronda 2 feminina, onde Teresa Bonvalot jogava a hipótese de conquistar o título. E Teresa não facilitou, somando 14,50 pontos para vencer a bateria e assegurar o quinto título nacional da carreira. Iniciava-se, assim, a festa de Bonvalot, que não iria parar por aqui.
Enquanto se festejava na areia, na água assistia-se às grandes decisões da prova masculina, com os quartos de final. Foi nesta fase que Tomás Fernandes foi surpreendido por Francisco Ordonhas, com as contas do título a ficarem automaticamente adiadas para a última etapa. Enquanto isso, Guilherme Ribeiro aproveitou o deslize do líder do ranking, para se aproximar da licra amarela. Nesta mesma fase Afonso Antunes venceu uma verdadeira final frente a Tiago Stock para ficar com a hipótese de se manter nas contas do título.
Nas meias-finais femininas houve um duelo de estreantes na fase woman-on-woman, com Concha Balsemão a garantir a primeira final da carreira, após triunfo frente a Teresa Pereira. A ela juntou-se a inevitável Teresa Bonvalot, que bateu Mafalda Lopes após somar 15,75 pontos e garantir logo aí o triunfo no prémio Bom Petisco Girls Score.
Nas meias-finais masculinas, Francisco Ordonhas venceu João Mendonça e garantiu a primeira final da carreira na Liga MEO Surf. Na outra semifinal esteve em jogo muito mais que a presença na final, com Guilherme Ribeiro a vencer Afonso Antunes e a garantir a subida à liderança do ranking, mas também a conquista do troféu Allianz Triple Crown, que do lado feminino já tinha sido assegurado por Teresa Bonvalot.
Antes das finais do Allianz Ribeira Grande Pro realizaram-se as Go Chill Expression Session, com Teresa Bonvalot a vencer a feminina e a juntar mais um prémio ao vasto leque de conquistas na prova açoriana. Do lado masculino foi Joaquim Chaves a voar mais alto que toda a concorrência.
Foi ao início da tarde que foram para a água as finais, com Teresa Bonvalot a vencer a prova feminina, culminando, assim, de forma imaculada esta vinda aos Açores. Teresa somou 9,95 pontos contra 7,10 de Concha Balsemão, conquistando a 27ª vitória da carreira na Liga MEO Surf e a terceira vitória em quatro etapas realizadas em 2024.
“Estou contente por sair daqui com o título e a vitória”, começou por dizer Teresa Bonvalot, após a final. “Apesar de esperar que as ondas colaborassem mais na final, fiquei feliz por fazer a final com a Concha Balsemão, que conheço há muito tempo. Foram três dias de boas ondas e surf e saímos dos Açores muito felizes. Saio daqui super motivada e preparada para as provas que aí vêm, tanto no circuito Challenger Series como nos Jogos Olímpicos”, frisou a nova campeã nacional de surf.
Na final masculina, houve muito equilíbrio até ao fim, com constantes trocas na liderança e com o triunfo a sorrir a Francisco Ordonhas, por apenas 0,35 pontos, com 12,10 contra 11,75 pontos de Guilherme Ribeiro. Além da primeira final da carreira, o jovem surfista de Carcavelos conquistou a primeira vitória da carreira, a menos de um mês de completar 19 anos.
“Este era um objetivo que já tinha há algum tempo”, começou por afirmar Francisco Ordonhas. “Sinceramente, não estava muito à espera, mas estou muito contente por ter acontecido. O heat teve um início lento e decidi esperar mais por melhores ondas e manter a calma, o que deu resultado. Quando fazemos bons resultados a confiança aumenta e penso que estou a atravessar uma boa fase”, rematou.
A Liga MEO Surf 2024 entra, agora, numa pausa de verão, para regressar à ação de 25 a 27 de outubro, com o Bom Petisco Peniche Pro, a quinta e última etapa da temporada, onde irá ser decidido o título nacional masculino. É na Capital da Onda que Guilherme Ribeiro e Tomás Fernandes e vão definir quem será o sucessor de Joaquim Chaves como campeão nacional de surf.
Allianz Ribeira Grande Pro resultados
Final masculina: Teresa Bonvalot 9,95 pontos x Concha Balsemão 7,10 pontos
Final feminina: Francisco Ordonhas 12,10 pontos x Guilherme Ribeiro 11,75 pontos
Allianz Triple Crown: Teresa Bonvalot e Guilherme Ribeiro
Best Wave: Halley Batista, 9,25 pontos
Bom Petisco Girls Score: Teresa Bonvalot, 15,75 pontos
Waversby Round: Halley Batista, 17 pontos
Go Chill Expression Session: Teresa Bonvalot e Joaquim Chaves
Waikiki Junior Award: Miguel Lages
Ribeira Grande Best Surfer: Peter Healion
A nível televisivo, o Allianz Ribeira Grande Pro foi acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do MEO, botão azul do comando MEO, em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.
A Liga MEO Surf 2024 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Somersby, Bom Petisco, Go Chill, Corona, Waikiki, Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal da Ribeira Grande e o apoio técnico da Associação Açores Surf e Bodyboard e da Federação Portuguesa de Surf.
Teresa Bonvalot conquista 5º título nacional da carreira
Teresa Bonvalot conquistou, também este domingo, o título nacional de surf por antecipação, durante o dia final do Allianz Ribeira Grande Pro, quarta e penúltima etapa da Liga MEO Surf 2024.
O quinto título da carreira de Teresa Bonvalot chegou ao início da manhã, no lado poente da praia do Areal de Santa Bárbara, depois de a surfista de 24 anos ter conseguido superar a ronda 2 da prova feminina e conseguido a consequente qualificação para as meias-finais.
Teresa somou 14,50 pontos e venceu uma bateria em que enfrentou Teresa Pereira, que passou em segundo lugar, Núria Maganinho e Matilde Pinto, dando início aos festejos assim que saiu da água. Esta é uma repetição do que se sucedeu em 2022, onde Bonvalot também carimbou o título nacional de forma antecipada nas ondas açorianas.
“Estou muito contente”, começou por afirmar Teresa após o final da bateria. “Já são alguns anos a vencer e até parece estranho pensar que já lá vão 10 anos desde o primeiro título. Sempre tive objetivos muito claros na minha cabeça. Recordo-me de começar a surfar cedo e de ganhar a primeira etapa com 13 anos. Muita coisa mudou desde então, mas a paixão que tenho é a mesma. Sinto que estou no bom caminho, num caminho de lutar cada vez mais pelos meus objetivos”, frisou.

Depois de se ter sagrado campeã nacional pela primeira vez aos 14 anos, há precisamos 10 anos, Teresa Bonvalot repetiu o feito em 2015, 2020 e 2022. Apenas Patrícia Lopes, com 11 títulos, soma mais vitórias que Teresa na Liga nacional.
Além do título, Teresa Bonvalot também carimbou a vitória na Allianz Triple Crown. Esta é, igualmente, a quinta ocasião em que Teresa consegue este histórico sub-troféu que premeia os melhores surfistas no conjunto de três etapas – Figueira da Foz, Ericeira e Ribeira Grande.
Fotos: Jorge Matreno / ANS.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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