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Liga MEO Surf: Afonso Antunes e Teresa Bonvalot vencem o Joaquim Chaves Saúde Porto Pro

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Afonso Antunes e Teresa Bonvalot conquistaram, esta segunda-feira, o Joaquim Chaves Saúde Porto Pro, a segunda de cinco etapas da Liga MEO Surf 2022, a primeira divisão do surf nacional. Se no caso de Afonso a vitória ajudou o surfista, de apenas 18 anos, a subir no ranking da luta pelo título nacional, no lado feminino, o triunfo permitiu a Teresa Bonvalot superar a campeã nacional Kika Veselko no ranking, vestindo, assim, a licra amarela Go Chill

A ação no dia final do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro recomeçou pouco depois das 8 horas, em dia de feriado de 25 de Abril, com os quartos de final masculinos. No primeiro heat do dia, Eduardo Fernandes venceu uma disputa muito apertada frente a Guilherme Fonseca, dando o mote para o que seria o resto da jornada. De seguida, Vasco Ribeiro prosseguiu com a sua caminhada vitoriosa, batendo Tomás Fernandes. O equilíbrio foi, novamente, nota de destaque no triunfo de Guilherme Ribeiro frente a Halley Batista, enquanto na última bateria da ronda Afonso Antunes foi mais forte que Luís Perloiro.

Depois disso, entraram na água as meias-finais femininas, onde, no primeiro heat, Carolina Mendes conseguiu uma nota de 8,25 pontos para levar a melhor frente à campeã nacional Kika Veselko. Um resultado que deixou a liderança do ranking em cheque. Na bateria seguinte, Teresa Bonvalot aproveitou a oportunidade, após um duelo em que sentiu muitas dificuldades perante Carolina Santos, que chegou a liderar o heat a poucos minutos do final. No entanto, Teresa conseguiu virar a bateria e ficar com a porta aberta para a liderança do ranking feminino.

Nas meias-finais masculinas, o equilíbrio voltou a ser nota de destaque e a primeira vaga para a final acabou por sorrir a Vasco Ribeiro por apenas 0,10 pontos, depois de Eduardo Fernandes ter dado excelente réplica. No segundo heat, Afonso Antunes derrotou o colega de geração Guilherme Ribeiro, numa altura em que o mar começava a desacelerar, obrigando a uma pausa na competição.

A ação só regressou ao início da tarde, com a final feminina a ser marcada por um duelo equilibrado em que Carolina Mendes saiu na frente. Contudo, na segunda metade da bateria, Teresa respondeu e garantiu a reviravolta, carimbando o triunfo com 14,45 pontos, contra apenas 11 de Carolina. Uma vitória determinante para colocar Teresa Bonvalot no topo do ranking nacional.

Teresa Bonvalot (Foto: Francisco Antunes/ANSurfistas)

Teresa confirmou, assim, a terceira vitória consecutiva nesta etapa, sendo a sétima vez que vence nas ondas do Norte. No total, é a 22ª vitória em etapas para a surfista de apenas 22 anos, que se estreou a vencer, precisamente, no Porto. Um excelente tónico para a partida rumo à Austrália, onde, a partir de maio, começa a luta pela qualificação para o circuito mundial da World Surf League, onde vai ter a companhia das compatriotas Kika Veselko, Mafalda Lopes e Yolanda Hopkins.

“Esta é uma etapa pela qual tenho muito carinho”, começou por dizer Teresa Bonvalot. “Venho cá há muitos anos e adoro as pessoas no Porto. São sempre três dias muito bem passados e voltar aqui é sempre incrível. Sair daqui com a vitória, após três dias de condições exigentes, acaba por ser um ótimo treino para o que aí vem. Estou confiante para o circuito Challenger Series, que está prestes a começar. O meu objetivo passa sempre por evoluir e fazer crescer a atleta que sou. Vou dar o meu melhor para ficar cada vez mais perto de alcançar os meus objetivos, que é chegar ao circuito mundial e um dia ser campeã mundial”, frisou.

No lado masculino, Vasco Ribeiro chegou à final como favorito, mas Afonso Antunes estragou-lhe os planos, graças a um arranque muito forte. O surfista júnior conseguiu completar um aéreo que lhe valeu 7,50 pontos e de seguida juntou uma nota de 7,75, confirmando, logo aí, o score de 15,25 com que terminou o heat. Vasco ainda respondeu, mas não conseguiu mais que 12,90 pontos. Apesar da derrota, Vasco conseguiu manter a liderança do ranking.

Este desfecho acabou por impedir Vasco Ribeiro de revalidar o título da etapa, mas também de igualar o recorde de vitórias em etapas do circuito nacional (16), que pertence, precisamente, ao pai de Afonso, João Antunes. Esta foi a quarta vitória da carreira para o jovem surfista, que na próxima etapa vai competir na onda em que já triunfou por mais vezes: Ribeira d’Ilhas (2020 e 2021).

“Sabia que na final tinha de fazer algo de diferente porque era contra o Vasco Ribeiro”, atirou Afonso Antunes. “Como não tenho tanto surf power como o Vasco, sabia que tinha de tentar mais os aéreos. Consegui acertá-los e mais algumas combinações, o que me deixou feliz por alcançar esta vitória. O meu objetivo é o título nacional e é para isso que tenho estado a trabalhar. No início do ano deixei-me afetar um pouco por algumas coisas que foram ditas sobre mim e que não eram verdade, mas estou a aprender com o tempo, sem pressão e focado no objetivo principal”, vincou.

Afonso Antunes (Foto: Francisco Antunes/ANSurfistas)

Resultados finais do Joaquim Chaves Saúde Porto Pro:

Final masculina: Afonso Antunes 15,25 vs. Vasco Ribeiro 12,90

Final feminina: Teresa Bonvalot 14,45 vs. Carolina Mendes 11,00

Go Chill Expression Session feminina: Carolina Mendes

Go Chill Expression Session masculina: João Moreira

Joaquim Chaves Saúde Best Wave: Vasco Ribeiro, 9,25 pontos na ronda 1

Bom Petisco Girls Score: Teresa Bonvalot, 14,45 pontos na final

A ação na Liga MEO Surf regressa em junho, na mítica praia de Ribeira d’Ilhas, para o Allianz Ericeira Pro, de 10 a 12 de Junho. Vasco Ribeiro e Teresa Bonvalot partem para a Ericeira na liderança do ranking e com a licra amarela Go Chill, naquela que será a terceira de cinco etapas do circuito.  

A Liga MEO Surf 2022 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Joaquim Chaves Saúde, Allianz Seguros, Bom Petisco, Go Chill, Somersby, Corona e Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal do Porto e da Câmara Municipal de Matosinhos, e o apoio técnico da Onda Pura e da Federação Portuguesa de Surf.

Fotos: Francisco Antunes/ANSurfistas.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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