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“Vamos falar sobre Bullying?” – Ordem dos Psicólogos Portugueses lança documento e check-list

Dia Mundial de Combate ao Bullying assinalado com informação sobre o tema e ckeck list “És vítima de bullying ou bully”?

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A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) lança, a propósito do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que se assinala a 20 outubro, um novo documento sobre o tema: “Vamos falar sobre Bullying”. É, ainda, divulgada uma check list para crianças e jovens entenderem se podem estar a ser vítimas de bullying ou bully.

O documento começa por explicar que bullying é “qualquer comportamento, exercido por um indivíduo ou grupo, com intenção de controlar, prejudicar ou magoar alguém, física ou psicologicamente” e que se distingue de outras discussões, desentendimentos, atos isolados de agressão/desrespeito/intimidação ou outros conflitos entre pares pela intencionalidade, pela repetição e pelo desequilíbrio de poder ou de força.

Os vários tipos de bullying incluem:

  • Bullying físico: bater, arranhar, cuspir, roubar, empurrar, partir objetos; bullying de cariz sexual (por exemplo, acariciar, tocar contra a vontade do próprio).
  • Bullying verbal: insultar, ameaçar, ofender, provocar, gozar, chamar nomes, usar alcunhas depreciativas, etc.
  • Bullying socio-emocional: espalhar boatos ou difamar alguém, isolar socialmente alguém (às vezes referido como “cancelamento”), excluir alguém de um grupo, fazer com que alguém se sinta rejeitado, etc.
  • Cyberbullying: Utilizar a Internet (por exemplo, as redes sociais) para enviar mensagens ameaçadoras ou insultuosas, partilhar informação sobre alguém, divulgar fotos de alguém contra a sua vontade, etc.

Qual é a frequência do Bullying?

O bullying entre crianças e adolescentes é um fenómeno muito comum, que ocorre, maioritariamente, em ambiente escolar.

É difícil obter uma ideia exata da frequência do bullying, já que, muitas vezes, as vítimas optam pelo silêncio. Todavia, desde há vários anos, que os dados disponíveis revelam motivos para preocupação:

  • [2017] Portugal é o 15.º país com mais relatos de bullying na Europa e na América do Norte, ficando à frente dos Estados Unidos. 31%-40% dos adolescentes portugueses com idades entre os 11 os 15 anos confirma ter sido intimidado na escola uma vez em menos de dois meses
  • [2018] Quase uma em cada quatro crianças (23%) é vítima de bullying (em 2014 a percentagem era de 10%). A percentagem de bullies (17%) duplica face a 2010
  • [2019] Na Europa, 30% dos rapazes e 28,2% das raparigas sofreram bullying e 33% dos rapazes/19,2% das raparigas fizeram bullying. O bullying psicológico é o mais frequente na Europa e o ciberbullying regista uma tendência crescente (UNESCO, 2019). A maioria das crianças e adolescentes considera que o bullying através de meios tecnológicos (cyberbullying) é a forma de bullying mais frequente. 23% considera ter-se sentido perturbados com a exposição a conteúdos negativos no último ano e 16% refere que “teve de fazer coisas que não queria fazer”.
  • [2020 e 2021] A PSP regista cerca de 1400 ocorrências de bullying nas escolas portuguesas
  • [2022] Jovens LGBTQ+ entre os 14 e os 19 anos são vítimas preferenciais de bullying em Portugal

Mais de 60% das vítimas de bullying não denuncia o agressor e quem o faz demora, em média, 13 meses a fazer a denúncia.

Quais são os impactos do Bullying?

TODOS os comportamentos de bullying provocam sofrimento e mal-estar e colocam em causa o desenvolvimento saudável. Trata-se de um problema que pode comprometer a aprendizagem, perturbar as relações interpessoais e o desenvolvimento socio-emocional das crianças e jovens, reduzindo a sua perceção de segurança e proteção.

As crianças e jovens vítimas de bullying podem sentir ou revelar:

  • Preocupação e medo constantes.
  • Agitação, raiva e irritabilidade.
  • Apatia, abatimento, tristeza e baixa autoestima.
  • Sentimentos de vergonha, humilhação e rejeição.
  • Isolamento dos outros. 
  • Comportamentos autodepreciativos ou autodestrutivos.
  • Dificuldades de concentração na escola.
  • Dificuldades de aprendizagem.
  • Desconforto físico, dores (por exemplo, dores de cabeça ou de estômago) e outras queixas físicas (por exemplo, cansaço).
  • Perturbações do sono.
  • Dificuldades de relacionamento com os outros, a curto e a longo prazo (por exemplo, retracção social, dificuldade em manter um relacionamento amoroso, baixo sentido de auto-eficácia ou auto-confiança, dificuldade em tomar decisões, dificuldades laborais).
  • Maior vulnerabilidade a problemas de Saúde Psicológica, a curto e a longo prazo (por exemplo, ansiedade, depressão, perturbação de pânico, ideação suicida, stresse pós-traumático ou consumo de substâncias).

O documento tem ainda uma abordagem sobre os bullies e responde a questões como: Como saber se alguém está a ser vítima de Bullying”, como saber se alguém pratica comportamentos de Bullying, o que podemos fazer quando somos vítimas de bullying, como podemos ajudar um/uma colega que é vítima de Bullying e o que podemos fazer enquanto Pais, Mães ou Cuidadores?

Links para os documentos:

https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_vamosfalarsobrebullying_documento.pdf

https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_checklist_bullying.pdf

Foto: DR.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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