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Atualidade

“Perguntas e Respostas sobre Psicoterapia”, o novo documento da Ordem dos Psicólogos

O que é a psicoterapia? Quem são os psicoterapeutas? Quando devemos fazer psicoterapia? O que acontece durante uma sessão? Conheça as respostas a estas
e outras questões e tome decisões informadas

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A Ordem dos Psicólogos Portugueses lançou o documento “Perguntas e Respostas sobre Psicoterapia”. É parte da campanha “Psicologia, ciência com evidência”, que pretende defender a saúde pública, alertando para os “riscos” da pseudociência e aumentando a literacia em saúde psicológica.

O documento responde a questões como“O que é a Psicoterapia?”

Corresponde a um método, a um conjunto de técnicas e procedimentos, baseados na evidência científica e eticamente informados, que têm como objetivo modificar comportamentos, pensamentos e emoções, no sentido de reduzir o sofrimento psicológico e promover o desenvolvimento pessoal e o bem-estar. Assenta numa relação de confiança entre profissional e cliente, baseada num diálogo colaborativo. Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas (por exemplo, Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, Psicanálise, Psicoterapia Humanista ou Psicoterapia Sistémica).

Quem são os psicoterapeutas?

A Psicoterapia não é uma profissão, mas um tipo de intervenção e uma especialização adquirida por algumas e alguns profissionais na área da Saúde, nomeadamente Psicólogos e Médicas Psiquiatras. Estes profissionais para além de necessitarem de pertencer a uma Ordem Profissional, que regula a sua prática, adquirem competências específicas em Psicoterapia através de diferentes programas formativos. No caso dos Psicólogos, a OPP reconhece uma Especialidade Avançada em Psicoterapia. Este título de Especialista é atribuído aos Psicólogos e às Psicólogas que cumpram os seguintes critérios mínimos: 400 horas de formação teórico/clínica em Psicoterapia; 150 horas de supervisão de casos de psicoterapia; e 100 horas de terapia pessoal ou desenvolvimento pessoal. Estes critérios são somados aos critérios mínimos de acesso à profissão, mais especificamente: estudos superiores de 1º ciclo (licenciatura) em Psicologia (o equivalente a 180 ECTS); estudos superiores de 2º ciclo (mestrado) em Psicologia (o equivalente a 120 ECTS); e um ano de prática supervisionada (o equivalente a 60 ECTS), ao qual corresponde o estágio profissional (ano profissional júnior).

Quando devemos fazer psicoterapia?

Não precisamos de ter um diagnóstico ou um “problema” para beneficiar de um processo de psicoterapia. A psicoterapia pode trazer-nos um conhecimento mais aprofundado de nós próprios (da forma como pensamos, sentimos e nos comportamos), pode ajudar-nos a lidar com acontecimentos de vida, a melhorar a nossa relação com os outros e a desenvolver um conjunto de competências e recursos que nos podem ajudar a lidar com as adversidades e acontecimentos de vida, por exemplo.

Como é que a psicoterapia pode ajudar?

A Psicoterapia não é uma “cura milagrosa” ou uma “receita rápida” para nos sentirmos “bem”. A investigação demonstra, no entanto, que cerca de 50% das pessoas melhora ao fim de oito sessões, e cerca de 75% das pessoas sente benefícios ou melhorias após seis meses de Psicoterapia.

Foto: DR.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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