Atualidade
Surf: Gabriela Dinis é campeã nacional Pro Júnior
João Roque Pinho e Maria Dias venceram o Pro Júnior Santa Cruz na praia do Mirante
Gabriela Dinis sagrou-se, ontem, campeã nacional Pro Júnior na praia do Mirante, em Santa Cruz. A surfista de 19 anos chegou às meias-finais no Projunior Santa Cruz, 3ª e última etapa do Junior Tour que decorreu este fim de semana com ondas de 0,5m a 1m, conquistando o seu primeiro título nacional na categoria de Sub-20.
Em três etapas realizadas, Gabriela venceu as duas primeiras e terminou em 3º lugar ex-aequo nesta última e decisiva prova para atribuição dos títulos nacionais masculino e feminino, tendo perdido nas meias-finais para Erica Máximo.
“Estou contente por me ter sagrado campeã nacional de Sub-20, era um dos objetivos para este ano”, afirmou a campeã. “Este circuito de Sub-20 é uma ótima iniciativa da ANS porque, na verdade, muitos de nós deixamos de ser juniores Sub-18 e é importante termos um circuito entre a categoria júnior e a Open. A 1ª etapa do circuito no Porto e Matosinhos correu-me bastante bem, estavam boas ondas e consegui terminar em 1º lugar. Depois, na etapa de Viana do Castelo lembro-me que foram mais esquerdas e também consegui ganhar. Esta etapa em Santa Cruz não correu como queria, mas estou contente em ter-me sagrado campeã nacional. Desde sempre que gosto muito de surfar em Santa Cruz e foi aqui que me sagrei campeã nacional pela primeira vez em Sub-16. É um sítio especial para mim e agora ainda mais com este título Pro Júnior. O campeonato teve ondas boas ao longo dos dois dias, melhor no sábado do que no domingo”, finalizou.
Maria Dias foi a grande vencedora da etapa derrotando na final, Erica Máximo. A surfista da Costa de Caparica efetuou o score de 8.80 contra os 6.25 pontos da adversária.
“Estou muito feliz por ter ganho esta etapa”, referiu a vencedora. “As anteriores não me tinham corrido muito bem, mas desta vez consegui surfar e mostrar o meu surf naqueles 20 minutos. Consegui, na final, fazer duas ondas rapidamente e, como estava maré cheia e não vinham muitas ondas, consegui gerir o heat até ao final”, rematou.
Na categoria masculina, João Roque Pinho venceu, na final, o já consagrado bicampeão nacional, Martim Nunes, que conquistou o seu segundo título consecutivo da categoria no sábado. O vencedor da etapa realizou o score de 12.50 pontos, superiorizando-se aos 10.90 pontos do adversário, que cometeu uma interferência na derradeira bateria do evento.
“Estou muito contente com esta vitória, a minha primeira num campeonato com um nível mais importante”, afirmou o surfista de 18 anos. “Foi uma final dura, já sabia que ia ser porque o Martim nunca facilita o trabalho. Começámos a picar-nos no início até sairmos da zona de competição e depois voltámos. Acabei por levar a melhor numa disputa numa onda que podia ser tanto uma esquerda como uma direita. Houve ali um choque e ele acabou por fazer uma interferência. Mas, está dentro das regras, por isso, vale. Depois, consegui gerir o meu heat, sabendo que ele tinha essa interferência e fui construindo os scores ao longo da final. Estou confiante no trabalho que tenho vindo a fazer e que começa a dar frutos. Agora é continuar a treinar que a época ainda não acabou”, salientou.
Resultados Projunior Santa Cruz:
Final masculina: João Roque Pinho 12,50 vs. Martim Nunes 10,90
Final feminina: Maria Dias 8,80 vs. Erica Máximo 6,25
Melhor onda masculina: Martim Nunes, 8,25 pontos
Melhor onda feminina: Gabriela Dinis, 7,00 pontos
Campeão nacional Pro Júnior masculino: Martim Nunes
Campeã nacional Pro Júnior feminina: Gabriela Dinis
O Projunior Santa Cruz foi uma organização da Onda Pura e da Associação Nacional de Surfistas, insere-se no Festival Ocean Spirit e conta com o apoio local da Câmara Municipal de Torres Vedras e o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf.
Foto: OCEAN SPIRIT.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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