Desporto
Jorge Jesus é o novo selecionador nacional
O novo selecionador português de futebol, Jorge Jesus, afirmou, esta quinta-feira, em Oeiras, que pretende implementar uma identidade e uma ideia de jogo “completamente diferentes” na seleção nacional, em relação ao modelo utilizado pelo espanhol Roberto Martínez. O técnico, de 71 anos, foi apresentado oficialmente na Cidade do Futebol, numa cerimónia com o auditório lotado, perante convidados e funcionários da Federação Portuguesa de Futebol, que o aplaudiram.
“Se não jogarmos o dobro, fica tudo igual. A qualidade está cá e acredito muito na capacidade do nosso trabalho e dos jogadores, mas só isto não chega. A seleção é muito mais do que um clube e quem não partilhar a ideia, não tem hipótese. Todos temos de pagar o preço de querer ganhar. Vamos criar uma identidade e uma ideia de jogo que não tem nada a ver com a ideia que a seleção portuguesa tinha. Tenho uma forma completamente diferente de olhar para o jogo”, afirmou Jorge Jesus.
O sucessor de Roberto Martínez, que assinou contrato até ao Mundial de 2030, assumiu a responsabilidade do novo cargo e garantiu que chega à seleção com ambição de vencer. “Onde chego é para vencer e aqui é igual. Eu gosto de assumir a responsabilidade quando tenho a certeza de que tenho matéria-prima para desenvolver. Estou habituado a essa pressão, que se enquadra no que penso. Nós estaremos prontos para traçar o nosso caminho e para um desafio difícil, mas estou convencido de que vamos vencer”, declarou.
Jorge Jesus defendeu que treinar uma seleção não é “muito diferente” de orientar um clube e lembrou que já trabalhou, ao longo da carreira, com cerca de metade dos jogadores que integraram a convocatória portuguesa para o Mundial de 2026. O técnico mostrou-se também atento à renovação da equipa nacional, embora tenha sublinhado que o foco imediato está no presente.
“Acredito em todos e vão aparecer novos jogadores, de muita qualidade. Vou estar ainda mais inserido na evolução dos mais jovens, mas o mais importante agora é o presente. Da atual seleção, só seis jogadores têm acima de 30 anos e dois deles são guarda-redes. Não é uma equipa velha, a média de idades está nos 28 anos, é o melhor período do jogador. Não é por aí que a seleção vai ter problemas”, sustentou.
O novo selecionador desvalorizou antigas polémicas com Bernardo Silva, surgidas numa fase inicial da carreira do internacional português, garantindo que já falou com o jogador sobre o assunto. Questionado sobre a participação de Portugal no Mundial de 2026, Jorge Jesus recusou fazer uma análise detalhada ao trabalho anterior, por considerar que essa avaliação não lhe compete.
“O que Portugal fez não me compete a mim. Não é elegante da minha parte dizer o que poderia ter feito. O primeiro lugar do grupo era importantíssimo. Já se sabia a calendarização e não é a mesma coisa jogar contra a Espanha ou contra a Suíça. Faria tudo para ser o primeiro classificado do grupo, mas o resto não quero entrar por aí”, afirmou.
Jorge Jesus encontrava-se livre desde Maio, depois de deixar o Al Nassr, clube com o qual conquistou o campeonato saudita pela segunda vez, repetindo o feito alcançado em 2023/24 ao serviço do Al Hilal. No plantel do Al Nassr estavam os internacionais portugueses Cristiano Ronaldo e João Félix.
Com quase quatro décadas de carreira como treinador, iniciada em 1989/90 no Amora, então na III Divisão, Jorge Jesus assume pela primeira vez o comando técnico de uma seleção. Ao longo do percurso, orientou clubes como Felgueiras, União da Madeira, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses, Sporting de Braga, Benfica, Sporting, Al Hilal, Flamengo, Fenerbahçe e Al Nassr.
No currículo, o treinador soma uma Taça Libertadores e um Brasileirão pelo Flamengo, três títulos de campeão português pelo Benfica, uma Taça de Portugal, seis Taças da Liga, uma delas pelo Sporting, duas Supertaças Cândido de Oliveira e uma Taça da Turquia.
A Nação, com Agência Lusa
Atualidade
Portugal: Abertas inscrições para a terceira edição das “Comissões de Cidadãos”
As candidaturas para a terceira edição das “Comissões de Cidadãos” já estão abertas. Depois de produzir 79 propostas de políticas públicas na última edição, as “Comissões de Cidadãos” regressam para uma terceira edição e abrem candidaturas até 13 de setembro, através do seguinte link: https://tinyurl.com/comissoescidadaos
Durante uma sessão legislativa, 230 Deputados-Cidadãos, selecionados entre os candidatos, irão integrar uma das 14 Comissões de Cidadãos, inspiradas nas comissões parlamentares permanentes da Assembleia da República portuguesa (AR). A iniciativa reúne cidadãos independentes, sem filiação partidária, que, ao longo do mandato, “analisam desafios concretos do país, ouvem especialistas, promovem o debate e desenvolvem propostas de políticas públicas”.
Segundo apurámos, “após um período de consulta pública, as propostas são discutidas e votadas em Plenário de Cidadãos na Assembleia da República portuguesa. As propostas aprovadas são posteriormente apresentadas às respetivas Comissões Parlamentares, ao Governo e a outras entidades relevantes, contribuindo para aproximar os cidadãos dos processos de decisão política”.
Bárbara Pais, presidente da terceira edição das Comissões de Cidadãos salienta que “as primeiras edições das comissões de cidadãos foram fundamentais para consolidar o relacionamento com os órgãos de soberania, a quem apresentamos anualmente um conjunto de propostas pertinentes e tecnicamente robustas”.
“Procuramos cidadãos de todas as gerações e áreas de conhecimento, que se dediquem a pensar, debater e propor soluções para o país. Porque uma democracia forte necessita de cidadãos informados e motivados a contribuir para a mudança, uma proposta de cada vez”, disse Bárbara Pais.
A iniciativa chega à sua terceira edição depois de, em 2025, ter recebido cerca de mil candidaturas para a seleção dos 230 Deputados-Cidadãos da segunda edição. Ao longo desse mandato, as 14 Comissões desenvolveram 79 propostas, resultado de um processo de investigação, debate, auscultação de especialistas e participação dos cidadãos.
Entre as propostas desenvolvidas na segunda edição encontram-se, por exemplo, uma recomendação à Assembleia da República portuguesa para o reforço da literacia em Inteligência Artificial entre os jovens; propostas para uma maior transparência e utilização do património imobiliário do Estado como instrumento de política pública; e reforço da proteção das vítimas de crime. Foram também desenvolvidas propostas em áreas como a valorização da fileira da lã e a sua transformação sustentável, a regulação da publicidade a bebidas alcoólicas e jogos e apostas online e o direito à dispensa da impressão de faturas, recibos e outros documentos. A flexibilização do voto para a diáspora portuguesa e portugueses residentes em território nacional, bem como uma atualização nas políticas de estágio no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e a economia azul foram outros dos temas tratados.
Segundo os seus organizadores, nesta nova edição, as Comissões de Cidadãos irão “reforçar a sua presença no território nacional”. Embora os trabalhos das Comissões decorram maioritariamente online, está prevista a realização de três eventos presenciais ao longo da sessão legislativa, realizados em diferentes regiões do país e o Plenário Final na Assembleia da República portuguesa, em Lisboa.
Desde a sua criação, a iniciativa já reuniu participantes entre os 16 e os 74 anos, provenientes de todo o território nacional e também da diáspora portuguesa.
“A diversidade de idades, percursos e representatividade geográfica tem sido uma das características distintivas do projeto, que procura garantir uma participação plural, independente e representativa da sociedade portuguesa”, mencionaram os responsáveis pelo projeto.
“As candidaturas estão abertas. Participar também é fazer política. Qualquer cidadão português que queira contribuir para o debate e para a construção de soluções para o país pode candidatar-se a uma das 14 Comissões de Cidadãos. As candidaturas decorrem de 6 de agosto a 13 de setembro”, sublinharam esses mesmos responsáveis.
Para saber mais sobre o projeto e conhecer as 14 Comissões, consulte o seguinte link: www.os230.pt
Nas redes sociais, também é possível ter mais informações:
LinkedIn: Comissões de Cidadãos
Instagram: comissoescidadaos.pt
As candidaturas podem ser submetidas em: https://tinyurl.com/comissoescidadaos
Sobre as Comissões de Cidadãos
Recorde-se que as Comissões de Cidadãos são uma iniciativa da “Associação Os 230” que “promove a participação ativa dos cidadãos na democracia”.
Em cada edição, são selecionados 230 cidadãos independentes, sem filiação partidária, para integrar 14 Comissões, organizadas de forma semelhante às comissões parlamentares.
Durante uma sessão legislativa, os Deputados-Cidadãos “investigam, debatem, ouvem especialistas e desenvolvem propostas de políticas públicas que, após consulta pública e aprovação em Plenário de Cidadãos, são apresentadas aos Órgãos de Soberania”.
A iniciativa procura “aproximar os cidadãos da decisão pública e contribuir para uma democracia mais participativa, inclusiva e representativa”.
Ígor Lopes
Atualidade
Presidente da República portuguesa assinala “Dia Internacional da Juventude” na Covilhã
O Presidente da República portuguesa, António José Seguro, desloca-se esta terça-feira, 11 de agosto, à Covilhã, onde vai assinalar o “Dia Internacional da Juventude”, celebrado anualmente a 12 de agosto. A agenda começa às 10h, com uma receção na Câmara Municipal da Covilhã, na Praça do Município.
Às 10h30, o chefe de Estado participa, no Salão Nobre da Câmara Municipal, num encontro com os líderes das juventudes partidárias nacionais e representantes jovens dos partidos com assento parlamentar.
O programa prossegue às 11h45, no Teatro Municipal da Covilhã, com uma conversa com um grupo de jovens empreendedores.
A visita termina às 12h30, com um almoço-convívio com jovens no Largo da Câmara Municipal.
Instituído pelas Nações Unidas, o “Dia Internacional da Juventude” procura chamar a atenção para os desafios, as oportunidades e a participação das novas gerações na sociedade.
Ígor Lopes
Atualidade
“Millennium Estoril Open 2026” regressou ao circuito ATP com vitória do francês Luca Van Assche
O “Millennium Estoril Open 2026” decorreu entre os dias 18 e 26 de julho, no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais, a oeste de Lisboa, assinalando o regresso da competição ao circuito “ATP Tour” na categoria “ATP 250”, depois de, na edição anterior, ter integrado o circuito “Challenger”. O francês Luca Van Assche conquistou o primeiro título ATP da carreira ao derrotar o belga Alexander Blockx na final, encerrando uma edição marcada pela elevada competitividade, pela forte presença de tenistas portugueses e pela projeção internacional do evento.
O torneio arrancou com a fase de qualificação, nos dias 18 e 19 de julho, reunindo dezenas de atletas em busca de um lugar no quadro principal. A cerimónia de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, acompanhado pelo executivo municipal, assinalando o início de uma competição que voltou a colocar o concelho no centro do calendário internacional do ténis.
Apesar das desistências de última hora de jogadores como Casper Ruud (Noruega), Alejandro Davidovich Fokina (Espanha) e Matteo Arnaldi (Itália), a prova apresentou um quadro competitivo de elevado nível, liderado pelo russo Andrey Rublev, primeiro cabeça de série, pelo italiano Luciano Darderi, pelo chileno Alejandro Tabilo e pelo belga Alexander Blockx.
Um dos momentos mais aguardados da semana foi também o regresso do suíço Stan Wawrinka ao Estoril, integrado na digressão de despedida do antigo vencedor de três torneios do Grand Slam.
A edição de 2026 ficou igualmente marcada pela maior representação portuguesa de sempre num torneio ATP realizado em território nacional. Nuno Borges, Jaime Faria, Henrique Rocha, Frederico Ferreira Silva, Tiago Pereira e Tiago Torres integraram o quadro principal, beneficiando, de igual modo, da reorganização dos wild cards após as entradas diretas de alguns jogadores.
Entre os portugueses, Tiago Torres e Jaime Faria protagonizaram as melhores campanhas da edição, ambos alcançando os quartos de final. Torres assinou um dos resultados mais marcantes do torneio ao eliminar o chileno Alejandro Tabilo, terceiro cabeça de série e um dos principais favoritos à conquista do título, antes de ser afastado pelo francês Hugo Gaston nos quartos de final.
Já Jaime Faria venceu o peruano Gonzalo Bueno e o neerlandês Botic van de Zandschulp, alcançando também os quartos de final, onde acabou eliminado pelo italiano Luciano Darderi, num encontro decidido em três sets.
Nuno Borges, principal representante nacional no quadro principal, iniciou a participação com uma vitória sobre o brasileiro Orlando Luz, acabando, contudo, por ser eliminado na segunda ronda pelo argentino Román Andrés Burruchaga, num encontro disputado em três sets.
Henrique Rocha e Frederico Ferreira Silva despediram-se na ronda inaugural. Rocha foi afastado pelo espanhol Pedro Martínez, enquanto Ferreira Silva discutiu a passagem à segunda ronda até ao terceiro set frente ao francês Luca Van Assche, que acabaria por conquistar o título do torneio.
Na fase de qualificação, Tiago Pereira foi o português que mais longe chegou, alcançando o quadro principal do torneio, onde acabou derrotado por Gonzalo Bueno. João Domingues, João Silva, Gonçalo Castro e Francisco Rocha não conseguiram ultrapassar a primeira ronda do qualifying.
Luca Van Assche conquistou no Estoril o primeiro título ATP da carreira
Ao longo da semana, Luca Van Assche construiu uma campanha de grande consistência. Depois de ultrapassar Frederico Ferreira Silva, Pablo Carreño Busta, Andrey Rublev e Hugo Gaston, o jovem francês confirmou o excelente momento de forma ao vencer Alexander Blockx na final (6-4, 4-6 e 7-5), conquistando o primeiro título ATP da carreira, depois de já ter somado vários triunfos no circuito Challenger em Portugal (Maia Challenger), França e Itália.
Natural da Bélgica, mas radicado em França desde criança, Van Assche, então 78.º classificado do ranking ATP, confirmou no Estoril a recuperação competitiva iniciada durante a temporada de 2026, após as vitórias nos Challengers de Quimper e Lille.
Com um prémio monetário global de 651.865 euros e 250 pontos ATP atribuídos ao vencedor, o “Millennium Estoril Open” contou com transmissão através de várias plataformas internacionais, incluindo Tennis TV, Eurosport, HBO Max, TVI Player, CNN Portugal e V+, permitindo ampliar a visibilidade do torneio junto do público internacional.
De igual modo, ao regressar ao calendário “ATP Tour”, o “Millennium Estoril Open” reforçou novamente a posição de Portugal no circuito profissional de ténis, em particular na temporada europeia de terra batida, conciliando competição de alto nível, forte participação nacional e projeção internacional de Cascais como destino privilegiado para grandes eventos desportivos.
Ígor Lopes
-
Atualidade4 anos atrásAgrária de Coimbra promove 9ª Edição do Curso de Fogo Controlado
-
Atualidade4 anos atrásLisboa: Leilão de Perdidos e Achados da PSP realiza-se a 08 de maio
-
Atualidade5 anos atrásCoimbra: PSP faz duas detenções
-
Atualidade4 anos atrásGuerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
-
Atualidade3 anos atrásVisto CPLP não permite a circulação como turista na União Europeia
-
Atualidade1 ano atrásBarcelos: Município lança Cartão Jovem no decorrer do 1º Fórum da Juventude
-
Atualidade5 anos atrásSanta Marta de Penaguião coloca passadeiras 3D para aumentar a segurança rodoviária
-
Atualidade5 anos atrásCLIPSAS: Maçonaria Mundial reúne-se em Lisboa
