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Sprint de duas horas decide título do Troféu Mini

No Autódromo do Estoril

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O vencedor da sexta temporada do Troféu Mini Portugal vai ser decidido no próximo domingo, na prova mais importante da temporada e aquela que mais concorrentes reuniu: os 250Km do Estoril. São cinco, os pilotos que vão lutar pela conquista do almejado troféu numa corrida que se antevê como um “sprint” de duas horas.

A corrida mais longa da temporada reveste-se de especial importância, pois atribui pontos a dobrar numa temporada de 2022 em que todas as pontuações contarão para outorgar o título do Troféu Mini Portugal.

Mesmo sem ainda ter vencido qualquer corrida esta temporada, Bruno Lima tirou partido da sua regularidade, para liderar a competição monomarca quando esta chega à sua jornada decisiva. Bruno Lima fará, novamente, equipa com o seu pai, Paulo Lima.

A ocupar a segunda posição na classificação, com oito pontos de atraso, está o experiente duo Luís Sepúlveda/Duarte Aguiar. Só a vitória interessa à dupla que triunfou nas duas corridas do programa do Estoril Welcome Spring e nas duas do Algarve Summer Party. Luís Sepúlveda, que terminou no 2º lugar do troféu no ano passado e venceu a sua primeira edição em 2018, quererá ao lado de Duarte Aguiar repetir o feito de 2021 em que venceram com mestria esta mesma corrida. Esta dupla favorita contará com a valiosa experiência do “reforço” Fernando Soares. Todavia, apenas a vitória não chega para alcançar o título, tendo o Mini nº11 de ficar com um carro de vantagem sobre Bruno Lima.

Vencedor nas duas corridas disputadas em Jarama, Joel Reis está a dez pontos do primeiro lugar e também para ele só uma vitória interessa. O piloto de Fátima fará, novamente, equipa no Mini Cooper 1275, da Lusitano Racing Team, com Tiago Madeira, que traz consigo a experiência dos competitivos troféus monomarca modernos.

A prova de encerramento da temporada será marcada por alguns regressos. Presente na prova de abril no Estoril, o rápido brasileiro João Fedorowicz está de volta às pistas e fará os 250 quilómetros a “solo” no seu Mini preparado pela Garagem João Gomes. Também de volta às lides, após terem marcado presença na prova de abertura de temporada, estão João Silva, que competirá a solo, e a dupla coimbrense Paulo Amorim/Carlos Martins, que contará com Vítor Ribeiro, mais conhecido “Vítor Bicas”, como terceiro piloto, que concretizará um velho sonho de disputar uma corrida de automóveis.

Depois da estreia auspiciosa em Portimão, naquela que será a sua segunda prova no automobilismo, o jovem iniciado Manuel Almeida quererá continuar a aprendizagem desta vez na estreia no Autódromo do Estoril, realizando a prova a solo.

A lista de inscritos da prova fica completa com dois nomes altamente respeitados desta competição, José Dias e Nuno Dias. A dupla vencedora do Troféu Mini Portugal em 2021, que terá Francisco Pinto como terceiro piloto, dada a sua experiência e profundo conhecimento do Mini, poderá complicar as contas daqueles que lutam pelo título no troféu.

Para Diogo Ferrão, o CEO da Race Ready, “dificilmente a sexta temporada do Troféu Mini Portugal poderia terminar da melhor forma, com o título a ser decidido na corrida mais emblemática da temporada. Eu que gosto de estatística, vejo a vitória do Bruno Lima como o sexto Mini diferente em seis edições do troféu a conquistar o título, o que representa a diversidade e competitividade da competição. Por outro lado, a vitória de Luís Sepúlveda colocaria o Luís como o único piloto de sempre com duas vitórias no troféu, coisa que dificilmente seria repetível, ao mesmo tempo que repunha a injustiça do Duarte Aguiar não contar com um título devido a apenas um atraso num voo em 2018. Já o Joel Reis e o Bruno Lima, caso vençam, serão os primeiros pilotos da ‘academia’ do Troféu Mini, que se iniciaram na competição e evoluíram ao ponto de conseguirem ganhar um título.”

O dia de todas as decisões (20 de novembro) arranca com a qualificação de cinquenta minutos, às 9h00. A partida para os 250km do Estoril está agendada para as 15h15.

Foto: RR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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