Atualidade
Historic Endurance celebra a 10ª edição dos 250km Estoril
Depois das passagens por grandes palcos do automobilismo mundial, como os circuitos de Pau-Ville ou Spa-Francorchamps, por renomados festivais de clássicos internacionais, como o Estoril Classics ou o Espíritu de Montjuïc, e eventos de referência nacionais, como o Algarve Summer Party (Portimão) ou o Festival de la Velocidad (Navarra), o Iberian Historic Endurance despede-se da sua décima temporada com a sua prova icástica – os 250km Estoril.
Com o mote “Relaxed Historic Racing” e o objetivo de proporcionar corridas animadas de clássicos para Gentlemen Drivers nos melhores eventos e circuitos do sul da Europa, a Race Ready vai manter uma tradição dos 250km do Estoril, a partida “estilo Le Mans”. Numa evocação aos gloriosos anos 1960s, voltaremos a assistir na tarde de sábado à espetacular imagem de cinco dezenas de viaturas alinhadas em 45º do lado exterior do muro das boxes e os pilotos do lado oposto.
Mais de setenta pilotos de nove diferentes nacionalidades, divididos por cinco categorias, vão disputar uma imprevisível corrida em que a estratégia e a resistência assumem um papel tão importante quanto a velocidade e a habilidade de condução dos intervenientes.
Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, “esta corrida é já um ponto alto do calendário. O facto de ser disputada ao final da tarde, terminar já com os carros com os faróis ligados, a componente de resistência, a partida ‘estilo Le Mans’, tudo isto faz desta prova uma corrida uma daquelas que os nossos pilotos, nacionais ou estrangeiros, não querem faltar. O Autódromo do Estoril é o palco perfeito para dizermos adeus a uma temporada que acabou por ser muito positiva e que marcou o regresso à normalidade do Iberian Historic Endurance.”
Antevisão:
A categoria Gentleman Driver Spirit (GDS), que engloba todas as viaturas equipadas com motores até 1300cc e todos os carros de Turismo até 2000cc, volta a apresentar um número leque interessante de viaturas e grande parte dos pilotos que escreveram as histórias desta temporada, incluindo Luís Sousa Ribeiro, no seu Ford Lotus Cortina, que dominou os acontecimentos na prova de Navarra, ou Michel Mora, cujo o Porsche 911 SWB tão bem andou nas ruas de Pau. Mais uma vez a categoria é marcada pela sua diversidade de viaturas, desde os Porsche 911 SWB, de Vincent Tourneur, ao MG B Roadster dos ingleses Paul Rayment/James Wheeler, passando pelo BMW 1800 TiSA, da dupla Alberto e Tomaz Velez-Grilo, ao Lotus Elite de Robin Ellis/Paul O’Really. De destacar, também, a presença de viaturas até 1300 que têm possibilidades ganhar esta categoria como o Datsun 1200 e ao FIAT 128 ST.
A categoria H-1965 volta a apresentar um equilíbrio perfeito entre elegância e velocidade. Carros como o Porsche 904/6, de Thorkild Stamp/Michael Holden, ou o Ginetta G4R, de Palle Pedersen/Nicolai Kjaergaard não passam despercebidos no pelotão, o mesmo acontecendo com o Lotus Elan 26R, de Carlos Barbot, o favorito ao triunfo entre os H-1965, carro que é presença habitual nos lugares da frente.
Na categoria H-1971, espera-se uma corrida altamente disputada. O Ford Mustang, que será dividido por Bruno Lima/Paulo Lima/José Paradela esteve em destaque na prova de Navarra, mas o Ford Escort RS1600 do duo Francisco Carvalho/Miguel Ferreira é sempre um favorito indiscutível. A oposição virá dos diversos Alfa Romeo, onde se realça a estreia de Rafael Cerveira Pinto e Carlos Dias Pedro com um GTAm.
Foi nos H-1976 que saiu o primeiro a ver a bandeira de xadrez nesta mesma corrida no ano transato. Presença habitual nas provas internacionais de clássicos e vencedor da corrida disputada no Estoril Classics, o dinamarquês Lars Rolner vai tentar repetir o triunfo na prova com o mesmo Porsche 911 3.0 RS, enquanto a sua esposa, Annete Rolner, em carro igual, já provou ser capaz de terminar num lugar do pódio. A armada lusitana dos Porsche 911 3.0 RS, da Aurora Motorsport, terá que ser levada a sério, pois Mário Meireles/Vasco Nina, Bruno Duarte/Filipe Jesus, Bruno Santos/Eduardo Santos, Miguel Vaz/Fernando Soares, e, obviamente, Pedro Bastos Rezende.
Na categoria GTP & Sports Car estão dois carros candidatos a rodar na frente do pelotão. João Mira Gomes/Nuno Afoito vão alinhar no seu habitual Lotus Seven, carro que em 2014 venceu esta mesma corrida no final mais disputado de sempre, onde os dois primeiros cortaram a linha de meta separados por 50 milésimas. Já os espanhóis Carlos de Miguel e Javier Macias vão partilhar a condução de um ágil e atrativo Elva MK7, um protótipo construído nos anos 1960s para as competições com motorizações inferiores a dois litros.
Ainda no campo das novidades, há que destacar a presença no pelotão do Lotus Elan Racing, ex-Team Palma, que, nos seus tempos áureos, chegou a ser conduzido por Ernesto Neves e Mário Araújo Cabral, e que será, este fim de semana, guiado por Manuel Ferrão e Tiago Marques.
Índex de Performance: Classificação que oferece um Cuervo Y Sobrinos
Parceiro de longa data do Iberian Historic Endurance, o prestigiado relojoeiro suíço Cuervo Y Sobrinos voltará a premiar o vencedor do Índex de Performance nos 250km do Estoril com um dos seus exclusivos exemplares. O vencedor desta classificação, que não é o primeiro a cortar a linha de meta, mas sim, aquele que executar em pista a melhor prestação em função da idade, cilindrada e tipo de carroceria da viatura em que compete, frequentemente sai do leque de viaturas de menor cilindrada. Os elegantes Porsche 356 partem como favoritos, a par com os Datsun 1200, os Lotus Elan e Cortina, mas até uma surpresa do Fiat 128 SF é plausível. Os vencedores das quatro últimas edições do Índex de Performance nos 250km do Estoril estão à partida.
Horário
Sexta-feira, 18 novembro
Treinos não oficiais | 10h55 – 11h20
Qualificação | 16h20 – 17h10
Sábado, 19 novembro
Corrida | 15h15 – 17h15.
Foto: RR.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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