Atualidade
Barcelos recebe nova edição do RallySpirit
Prova leva à estrada carros míticos dos ralis
Com chegada à cidade de Barcelos, realiza-se, no decorrer do próximo fim de semana, de 30 de maio a 1 de junho, a nona edição do RallySpirit. A prova marca presença no território barcelense na quinta, na sexta e no sábado, prometendo emoções fortes aos amantes dos clássicos.
A edição 2024 do RallySpirit evoca a “lendária” equipa Diabolique e os saudosos Joaquim Santos e Miguel Oliveira, apresentando um lote muito diversificado de cerca de 120 carros extraordinários que marcaram e marcam a história dos ralis mundiais.
A prova organizada pela X Racing, com a habitual colaboração desportiva do Clube Automóvel de Santo Tirso, integra o exclusivo circuito dos Rally-Legends europeus, Slowly Sideways Europe, e é um dos mais aguardados eventos do desporto motorizado em Portugal. Mantém sede em Barcelos, apresentando um programa de três dias, com algumas novidades relativamente a 2023.
Depois das verificações técnicas ao longo da manhã de quinta-feira, dia 30 de maio (feriado), o RallySpirit 2024 parte da Foz do Douro – Porto, pelas 16h00, para logo de seguida se disputar uma super especial do outro lado do rio, em Vila Nova de Gaia. Segue depois em direção a Barcelos, com passagem no centro de Santo Tirso, e com a realização de duas classificativas noturnas, as já conhecidas Santo Tirso e Barcelos Sul.
Na sexta-feira, depois de uma manhã dedicada às assistências, no Campo da Feira – Barcelos, a comitiva dirige-se a Terras de Bouro e Vila Verde, para a realização de mais três especiais. Prossegue com o reagrupamento no centro de Vila Verde, que antecede uma das principais novidades deste RallySpirit 2024, a super especial no circuito bracarense de Vasco Sameiro, ao final da tarde. Após o regresso a Barcelos, os carros ficam em exposição a partir das 19h00.
Já no sábado, o percurso concentra-se em Barcelos, com a dupla passagem pelas habituais classificativas Barcelos Oeste e Barcelos Sul, merecendo esta última particular destaque, pelo facto de também se disputar em sistema de “boucles”, outra das novidades deste ano.
O RallySpirit 2024 encerra como habitualmente com a Boucles de Barcelos (PE12), às 16h14, no traçado habitual, terminando no centro da cidade, com a exposição final dos carros a partir das 16h59. A Cerimónia do Pódio encerra a edição deste ano, às 21h30.
Carros lendários para todos os gostos
O RallySpirit 2024 volta a ser uma autêntica viagem no tempo através da qual vamos poder ver, entre o Grupo B, preciosidades da dimensão do Ford RS200, de um Lancia Delta S4 e de um Lancia Rally 037, ambos com a famosa decoração da Martini Racing, dos Audi Quattro S1 E2, do Peugeot 205 T16, do MG Metro 6R4, do Toyota Celica Twincam Turbo ou do Porsche 911 SCRS, sem esquecer o Opel Manta 400 ou o precioso Ascona 400 na versão especial Safari, estes três últimos também com as cores oficias. Destaque muito especial para o exclusivo Toyota 222D Grupo S, um dos três únicos existentes no mundo, numa raríssima aparição pública.
Três dias de intenso espetáculo, com carros de sonho a percorrer troços exigentes e de grande beleza ao longo de florestas e de importantes centros urbanos das regiões do Minho e Douro Litoral. A não perder.
Condicionamentos de trânsito
Devido à realização do RallySpirit, o trânsito vai estar cortado, no dia 1 de junho, das 13h30 às 20h00, na Rua de Olivença (entre a rotunda da Estação e a rotunda das Calçadas) e na variante entre a rotunda da Central de Camionagem e a rotunda do Galo.
Além destes condicionamentos, no dia 30 de maio, das 20h00 à 1 da manhã, haverá alterações ao trânsito nas freguesias de Chorente, Carvalhas, Góios, Pereira, Remelhe, Rio Covo Santa Eulália, e no dia 1 junho, das 8h30 às 18h00, haverá alterações ao trânsito nas freguesias de Paradela, Courel, Macieira de Rates, Chorente, Carvalhas, Góios, Pereira, Remelhe e Rio Covo Santa Eulália. Solicita-se aos srs. automobilistas que sigam as indicações dos comissários da organização e das forças de segurança – PSP e GNR.
Imagem: CMB.
Atualidade
CTTexpress com mais 64% de entregas fora de casa na península ibérica
A CTTexpress, marca ibérica de logística de comércio eletrónico do Grupo CTT, registou um aumento de 64% nas entregas fora de casa (OOH) na Península Ibérica no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2025.
No total, foram realizados mais de 4,8 milhões de envios para pontos de proximidade e cacifos nos primeiros seis meses do ano, refletindo a rápida expansão deste modelo de entrega.
Em Portugal, este hábito dos consumidores está em consolidação, com um aumento de 17%, suportado por esta rede altamente capilar e próxima do cliente. Já em Espanha, o crescimento acelerou fortemente, registando um aumento de 142% até junho face ao mesmo período de 2025.
Esta evolução acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a privilegiar soluções que lhes dão maior conveniência e controlo sobre a entrega.
As opções fora do domicílio – como pontos de recolha, cacifos ou entrega no local de trabalho – estão a ganhar peso e a afirmar-se como um elemento central da experiência de e-commerce, permitindo aos utilizadores escolher quando e onde recebem ou enviam as suas encomendas. Também os operadores de comércio eletrónico têm proposto cada vez mais estas soluções de entrega aos seus clientes. A combinação de conveniência para os consumidores e eficiência operacional tem contribuído para uma maior adoção deste modelo, acompanhando o crescimento do e-commerce e a transformação da logística na última milha.
“A rede de pontos de recolha e cacifos deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma infraestrutura crítica do e-commerce. Sem capilaridade e densidade de rede, não é possível responder à escala atual do mercado nem às expectativas de conveniência dos consumidores. A CTTexpress, continuamos a reforçar esta rede para garantir proximidade e flexibilidade”, diz Alfonso Pastor, Diretor de Produto da CTTexpress.
O crescimento do OOH surge num contexto de forte dinamismo do comércio eletrónico. Segundo o Barómetro de e-commerce de março da CTTexpress para o mercado português, 85,1% dos operadores reportaram crescimento das vendas online em 2025, e 83% esperam que essa tendência se mantenha em 2026, consolidando o peso do digital no retalho.
De acordo com o mesmo estudo, as entregas fora de casa são as que apresentam maior potencial de crescimento futuro, acompanhadas por uma mudança nos critérios de escolha dos consumidores, que valorizam sobretudo gratuidade, velocidade e previsibilidade.
Neste contexto, a entrega deixa de ser apenas uma questão de rapidez e passa a ser uma questão de controlo, com os consumidores a procurarem soluções mais flexíveis e adaptadas ao seu dia a dia.
Acompanhando as preferências do consumidor, a CTTexpress conta atualmente com uma rede de mais de 20 mil pontos de recolha na Península Ibérica, assegurando uma solução de proximidade para envio, levantamento e devolução de encomendas expresso.
Esta rede ganha também relevância no segmento de ‘Consumidor para Consumidor’ (C2C), associado à venda entre particulares, onde facilitação, proximidade e simplicidade são determinantes.
A empresa mantém a aposta no reforço de uma das redes mais densas da Península Ibérica, posicionando-se num mercado onde a conveniência, a proximidade e a experiência do utilizador são cada vez mais decisivas.
Atualidade
Cientista Fabiano de Abreu defende utilização de álamos como barreiras naturais para reduzir o risco de incêndios em Portugal
O cientista Fabiano de Abreu defendeu a utilização estratégica de álamos no ordenamento florestal português, com base num estudo publicado pela Universidade McGill, no Canadá, considerando que esta espécie poderá desempenhar um papel relevante na redução da propagação dos incêndios rurais em Portugal.
A posição do investigador surge na sequência dos resultados obtidos por uma equipa da instituição de ensino superior canadiana, coordenada pela investigadora Flavie Pelletier, que identificou um conjunto de características biológicas capazes de limitar a propagação do fogo em áreas dominadas por álamos.
Segundo Fabiano de Abreu, a elevada retenção de humidade nas folhas, a ausência de resinas altamente inflamáveis e a configuração da copa, com os ramos mais afastados do solo, dificultam a ignição e reduzem a capacidade de as chamas se propagarem entre a vegetação.
O cientista sublinha, contudo, que estas propriedades apenas produzem efeitos significativos quando a espécie é utilizada em áreas contínuas e não através da plantação isolada de árvores.
“O álamo funciona como um escudo térmico vegetal”, sustenta, defendendo que “quando estabelecido em grandes blocos contínuos, ele reduz de forma drástica a intensidade do fogo porque priva as chamas do combustível resinoso”.
Na sua perspetiva, Portugal poderá beneficiar da criação de corredores florestais compostos por espécies caducifólias junto de aldeias, infraestruturas críticas e zonas de maior risco, proporcionando mais tempo às equipas de combate para controlar os incêndios.
Os dados analisados mostram que, em áreas onde os álamos representam mais de metade da cobertura vegetal, a progressão diária dos incêndios diminui significativamente, passando de cerca de 1.770 acres para aproximadamente 550 acres, mantendo este efeito de contenção tanto na primavera como durante o verão.
Para Fabiano de Abreu, estas conclusões demonstram que o ordenamento florestal deverá incorporar cada vez mais soluções baseadas em evidência científica, reduzindo a dependência de extensas áreas de monocultura altamente combustível e reforçando a capacidade de adaptação das florestas portuguesas perante fenómenos de seca extrema e temperaturas elevadas.
Açores
Casa dos Açores de Minas Gerais apresentará novas iniciativas de cooperação luso-brasileira em fórum internacional
A Casa dos Açores de Minas Gerais, presidida por Claudio Motta, vai participar, no próximo 29 de julho, no “Fórum Internacional Minas Mundi”, integrado na “Wine Expo BH 2026”, em Belo Horizonte, onde apresentará a palestra “Açores e Minas Gerais: Pontes de Inovação e Negócios”, uma iniciativa que servirá para “divulgar novos projetos destinados a reforçar as relações institucionais, económicas, culturais e turísticas entre Minas Gerais e os Açores”.
Segundo apurámos, durante a sessão, a instituição pretende apresentar uma “visão renovada da ligação histórica entre os dois territórios, defendendo que a herança açoriana pode assumir um papel ativo na promoção do desenvolvimento económico, da inovação, do empreendedorismo, do turismo e da cooperação internacional”.
Um dos principais destaques será o lançamento da “Rota Açoriana de Minas Gerais”, projeto que pretende identificar e integrar municípios, patrimónios históricos, instituições culturais, empreendimentos turísticos e iniciativas económicas que testemunham a presença açoriana no Estado brasileiro. A iniciativa objetiva “criar um percurso de valorização da memória comum, promovendo simultaneamente o turismo cultural e novas oportunidades de desenvolvimento local”.
Será também apresentada a “Casa Jovem”, programa dirigido às novas gerações, concebido para “aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional”.
Segundo a Casa dos Açores de Minas Gerais, estas iniciativas “refletem uma nova abordagem ao papel das entidades culturais, procurando conciliar a preservação da identidade histórica com a criação de redes de colaboração entre instituições, empresas, universidades e entidades públicas de ambos os lados do Atlântico”.
A participação no “Fórum Internacional Minas Mundi” visa ainda “incentivar o diálogo, a troca de experiências e a construção de novas parcerias capazes de gerar benefícios para ambos os lados do Atlântico”, demonstrando também como uma herança histórica comum pode “transformar-se num instrumento de inovação, desenvolvimento e aproximação entre os dois territórios”.
Ígor Lopes
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