Atualidade
PSP reage, em comunicado, a polémica sobre supostas afirmações xenófobas, racistas e de incitamento ao ódio por parte de alegados Agentes
Em comunicado enviado às redações, datado de ontem, a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) reagiu a um artigo e reportagem televisiva sobre supostas afirmações de teor xenófobo, racista e de incitamento ao ódio por parte de alegados Agentes.
Segue, na íntegra, o comunicado:
- «Hoje [ndr: ontem] foi publicado um artigo no site denominado “setenta e quatro”, sob o título “POLÍCIAS SEM LEI: O ÓDIO DE 591 AGENTES DE AUTORIDADE” (https://setentaequatro.pt/investigacao-74/policias-sem-lei-o-odio-de-591-agentes-de-autoridade) e, pelas 21H10, a estação de televisão SIC passou, no noticiário Jornal da Noite e Grande Reportagem uma peça intitulada “Quando o ódio veste farda”, sobre a mesma temática.
- No artigo e peça referidos foram divulgados conteúdos escritos e frases aparentemente publicados em redes sociais fechadas e alegadamente atribuídos, nomeadamente, a alguns polícias da PSP.
- Todos os polícias da PSP, enquanto agentes da autoridade pública, estão vinculados a um conjunto adicional de direitos e deveres.
- A Estratégia PSP 2020/2022, publicada em 26 de fevereiro de 2020, integra a visão da Instituição como “Uma Polícia integral, humana, forte e coesa e ao serviço do Cidadão”, e prossegue, entre outros, os seguintes objetivos:
- “Cultivar uma cultura de excelência na prestação do serviço policial, baseada na transparência, no cumprimento rigoroso dos protocolos policiais aprovados e no respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos que servimos”;
- “Combater todas as formas de extremismo, radicalismo e discriminação”;
- “Responsabilizar os polícias que, dolosamente ou de forma grave ou grosseira, violem as suas obrigações legais e as instruções hierárquicas emitidas, nomeadamente no referente ao uso da força pública e a afirmações produzidas em redes sociais”.
- “Defender e apoiar publicamente os polícias injustamente acusados que tenham inequivocamente atuado em cumprimento das suas obrigações legais, das instruções hierárquicas emitidas e dos regulamentos internos”.
- Foi igualmente aprovada uma estratégia sobre a comunicação na PSP que, entre outras matérias, abrange e regula também as interações dos polícias em ambiente digital, sendo que, relativamente às redes sociais digitais, refere:
- “Que as regras estabelecidas visam definir a política de comunicação da PSP e disciplinam o uso responsável e seguro da Internet e das redes sociais.”
- “Que se aplicam às interações digitais na Internet ou nas redes sociais as mesmas regras e código de conduta aplicáveis às restantes interações, fora do ambiente digital”.
- Foi também publicada uma determinação (despacho interno) sobre o atavio e aprumo dos polícias da PSP, na qual se estabelece que são proibidas, nomeadamente, tatuagens corporais que contenham símbolos ou desenhos que tenham natureza partidária, extremista, sexista ou racista, sendo este, igualmente, um fator eliminatório no processo de recrutamento para a PSP.
- A PSP sempre que toma conhecimento e reúne indícios concretos de práticas, atitudes, afirmações, comportamentos xenófobos, racistas ou de incitamento ao ódio, comunica-os às entidades judiciais competentes.
- Adicionalmente e quando os autores dessas práticas, atitudes, afirmações ou comportamentos são polícias, a PSP avalia-os em sede disciplinar e promove o respetivo procedimento.
- No âmbito dos procedimentos disciplinares instaurados na PSP por indícios, que chegaram ao nosso conhecimento, da prática de comportamentos racistas, xenófobos ou de incitamento ao ódio, no desempenho de funções ou por comentários censuráveis nas redes sociais, desde 2019 até à presente data, há a registar 6 condenações disciplinares e 9 processos disciplinares em instrução.
- Durante ano de 2021 a PSP, através de uma entidade independente, implementou, a nível nacional, um inquérito cientificamente validado, com o objetivo de aferir os índices de satisfação da população residente em Território Nacional, relativamente à nossa atividade e desempenho, salientando-se os seguintes resultados, que consideramos relevantes para a temática em apreço:
- 95,3% dos inquiridos considerou a imagem dos agentes da PSP como satisfatória, boa ou muito boa;
- 93,1 % dos inquiridos considerou a atitude dos agentes da PSP como satisfatória, boa ou muito boa;
- Numa escala de 1 a 5, foi obtida a média de 4,15 na resposta à pergunta “Considera que a PSP tem o respeito dos cidadãos” e a média de 4,01 na resposta à pergunta “considera que a PSP usa adequadamente a força”.
- Face ao exposto, entendemos que a melhor forma de combater as condenáveis tendências e desvios racistas, xenófobos ou incitadores do ódio é atuar e responsabilizar os seus autores (que, de nenhuma forma, caracterizam o universo dos polícias da PSP) e não formular generalizações que afetem negativamente a imagem e a reputação de uma Instituição e dos seus polícias, que servem os nossos concidadãos há mais de 155 anos.
- A PSP irá participar às autoridades judiciais competentes os indícios referidos no artigo e peça jornalística em questão.
- Por decisão do Senhor Ministro da Administração Interna, o procedimento disciplinar será promovido pela Inspeção Geral da Administração Interna.»
Foto: DR.
Atualidade
Presidente da República portuguesa assinala “Dia Internacional da Juventude” na Covilhã
O Presidente da República portuguesa, António José Seguro, desloca-se esta terça-feira, 11 de agosto, à Covilhã, onde vai assinalar o “Dia Internacional da Juventude”, celebrado anualmente a 12 de agosto. A agenda começa às 10h, com uma receção na Câmara Municipal da Covilhã, na Praça do Município.
Às 10h30, o chefe de Estado participa, no Salão Nobre da Câmara Municipal, num encontro com os líderes das juventudes partidárias nacionais e representantes jovens dos partidos com assento parlamentar.
O programa prossegue às 11h45, no Teatro Municipal da Covilhã, com uma conversa com um grupo de jovens empreendedores.
A visita termina às 12h30, com um almoço-convívio com jovens no Largo da Câmara Municipal.
Instituído pelas Nações Unidas, o “Dia Internacional da Juventude” procura chamar a atenção para os desafios, as oportunidades e a participação das novas gerações na sociedade.
Ígor Lopes
Atualidade
Cultura digital pode “comprometer” a criatividade antes de “provocar” mudanças genéticas, diz neurocientista
Segundo o neurocientista português Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, a cultura digital pode reduzir o uso de capacidades cognitivas que favoreceram a evolução humana, como a criatividade e a concentração prolongada. Essa redução pode ocorrer antes que qualquer alteração genética aconteça.
De acordo com o especialista, o cérebro humano evoluiu em um ambiente de escassez de estímulos, mas hoje enfrenta notificações constantes, excesso de informações e mudanças frequentes de atenção. Para ele, essa diferença impõe uma carga elevada ao córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento e controle executivo.
O pesquisador afirma que plataformas digitais também estimulam continuamente o sistema de recompensa do cérebro, favorecendo a fadiga mental, a dificuldade de manter a atenção e a procrastinação. Na sua visão, tarefas inacabadas permanecem ativas na memória e aumentam a sensação de sobrecarga, enquanto o stress prolongado pode elevar os níveis de cortisol e prejudicar o desempenho cognitivo.
Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues ressalta que não há evidências de que o ambiente digital provoque mudanças genéticas na espécie humana. A adaptação observada, afirma, ocorre por meio da neuroplasticidade, processo pelo qual os circuitos neurais se reorganizam em resposta às experiências.
“O principal desafio é preservar a capacidade de reflexão profunda em um contexto marcado pela abundância de informações e pela rápida evolução tecnológica. O potencial cognitivo humano permanece, mas o seu desenvolvimento depende de como o cérebro é exercitado no cotidiano”, finalizou Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues.
Ígor Lopes
Atualidade
“Millennium Estoril Open 2026” regressou ao circuito ATP com vitória do francês Luca Van Assche
O “Millennium Estoril Open 2026” decorreu entre os dias 18 e 26 de julho, no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais, a oeste de Lisboa, assinalando o regresso da competição ao circuito “ATP Tour” na categoria “ATP 250”, depois de, na edição anterior, ter integrado o circuito “Challenger”. O francês Luca Van Assche conquistou o primeiro título ATP da carreira ao derrotar o belga Alexander Blockx na final, encerrando uma edição marcada pela elevada competitividade, pela forte presença de tenistas portugueses e pela projeção internacional do evento.
O torneio arrancou com a fase de qualificação, nos dias 18 e 19 de julho, reunindo dezenas de atletas em busca de um lugar no quadro principal. A cerimónia de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, acompanhado pelo executivo municipal, assinalando o início de uma competição que voltou a colocar o concelho no centro do calendário internacional do ténis.
Apesar das desistências de última hora de jogadores como Casper Ruud (Noruega), Alejandro Davidovich Fokina (Espanha) e Matteo Arnaldi (Itália), a prova apresentou um quadro competitivo de elevado nível, liderado pelo russo Andrey Rublev, primeiro cabeça de série, pelo italiano Luciano Darderi, pelo chileno Alejandro Tabilo e pelo belga Alexander Blockx.
Um dos momentos mais aguardados da semana foi também o regresso do suíço Stan Wawrinka ao Estoril, integrado na digressão de despedida do antigo vencedor de três torneios do Grand Slam.
A edição de 2026 ficou igualmente marcada pela maior representação portuguesa de sempre num torneio ATP realizado em território nacional. Nuno Borges, Jaime Faria, Henrique Rocha, Frederico Ferreira Silva, Tiago Pereira e Tiago Torres integraram o quadro principal, beneficiando, de igual modo, da reorganização dos wild cards após as entradas diretas de alguns jogadores.
Entre os portugueses, Tiago Torres e Jaime Faria protagonizaram as melhores campanhas da edição, ambos alcançando os quartos de final. Torres assinou um dos resultados mais marcantes do torneio ao eliminar o chileno Alejandro Tabilo, terceiro cabeça de série e um dos principais favoritos à conquista do título, antes de ser afastado pelo francês Hugo Gaston nos quartos de final.
Já Jaime Faria venceu o peruano Gonzalo Bueno e o neerlandês Botic van de Zandschulp, alcançando também os quartos de final, onde acabou eliminado pelo italiano Luciano Darderi, num encontro decidido em três sets.
Nuno Borges, principal representante nacional no quadro principal, iniciou a participação com uma vitória sobre o brasileiro Orlando Luz, acabando, contudo, por ser eliminado na segunda ronda pelo argentino Román Andrés Burruchaga, num encontro disputado em três sets.
Henrique Rocha e Frederico Ferreira Silva despediram-se na ronda inaugural. Rocha foi afastado pelo espanhol Pedro Martínez, enquanto Ferreira Silva discutiu a passagem à segunda ronda até ao terceiro set frente ao francês Luca Van Assche, que acabaria por conquistar o título do torneio.
Na fase de qualificação, Tiago Pereira foi o português que mais longe chegou, alcançando o quadro principal do torneio, onde acabou derrotado por Gonzalo Bueno. João Domingues, João Silva, Gonçalo Castro e Francisco Rocha não conseguiram ultrapassar a primeira ronda do qualifying.
Luca Van Assche conquistou no Estoril o primeiro título ATP da carreira
Ao longo da semana, Luca Van Assche construiu uma campanha de grande consistência. Depois de ultrapassar Frederico Ferreira Silva, Pablo Carreño Busta, Andrey Rublev e Hugo Gaston, o jovem francês confirmou o excelente momento de forma ao vencer Alexander Blockx na final (6-4, 4-6 e 7-5), conquistando o primeiro título ATP da carreira, depois de já ter somado vários triunfos no circuito Challenger em Portugal (Maia Challenger), França e Itália.
Natural da Bélgica, mas radicado em França desde criança, Van Assche, então 78.º classificado do ranking ATP, confirmou no Estoril a recuperação competitiva iniciada durante a temporada de 2026, após as vitórias nos Challengers de Quimper e Lille.
Com um prémio monetário global de 651.865 euros e 250 pontos ATP atribuídos ao vencedor, o “Millennium Estoril Open” contou com transmissão através de várias plataformas internacionais, incluindo Tennis TV, Eurosport, HBO Max, TVI Player, CNN Portugal e V+, permitindo ampliar a visibilidade do torneio junto do público internacional.
De igual modo, ao regressar ao calendário “ATP Tour”, o “Millennium Estoril Open” reforçou novamente a posição de Portugal no circuito profissional de ténis, em particular na temporada europeia de terra batida, conciliando competição de alto nível, forte participação nacional e projeção internacional de Cascais como destino privilegiado para grandes eventos desportivos.
Ígor Lopes
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