Connect with us

Atualidade

Município de Vagos presta contas das obras realizadas com o apoio dos fundos europeus

Publicado

on

O auditório do Núcleo Empresarial de Vagos recebeu uma conferência onde foram apresentados os 19 projetos financiados pelos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, com a presença de Isabel Damasceno que destacou a forma “sistematizada e organizada”, com que o Município trabalhou nesta iniciativa, salientando o bom desempenho do Município na captação de fundos comunitários, de tal forma que considera que Vagos é um “case study”.

Inseridas na Divulgação da Aplicação dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), o Município de Vagos realizou, anteontem, dia 16 de fevereiro, um conjunto de momentos que visaram dar a conhecer as obras realizadas, no concelho de Vagos, ao longo dos últimos anos, com o apoio dos FEEI.

Com a presença da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno, procederam-se a duas inaugurações, nomeadamente, da Requalificação e Ampliação da Escola Básica da Quintã, uma obra que contou com um investimento elegível de 1.176.080,78 €, a que correspondeu uma comparticipação de 999.668,66 € e, também, da Requalificação da Zona Industrial de Vagos, que está integrada na candidatura “Rede Estruturante de Mobilidade Suave Vagos/Norte” cujo investimento elegível foi de 1.699.116,34 €, com uma comparticipação de 1.444.248,89 €.

O programa desta iniciativa haveria de terminar com uma conferência de divulgação da aplicação dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento no concelho de Vagos, que teve lugar no auditório do Núcleo Empresarial de Vagos, situado na Zona Industrial de Vagos.

Com a presença de cerca de meia centena de pessoas, foram dados a conhecer os projetos que foram alvo de financiamento integrados em áreas distintas e transversais aos principais eixos de desenvolvimento do concelho de Vagos, através da reprodução de vídeos setoriais.

Ao abrigo dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, o Município de Vagos aprovou 19 operações em diversas áreas, tais como Património Natural e Cultural, Mobilidade Urbana Sustentável, Reabilitação Urbana, Desenvolvimento Industrial, Educação, Coesão Social, Turismo e Coesão Territorial, Apoio à Recuperação da Sociedade e Estabilização de Emergência e Ambiente e Património.

Estas 19 operações representam um investimento global de cerca de 17 milhões de euros.

“Desta forma, é possível concluir que o Município de Vagos tem demonstrado ser um importante interveniente na captação de fundos para melhorar a qualidade de vida no concelho e que estimula as restantes organizações do território a apresentar os seus projetos no âmbito dos FEEI”, salienta o município.

De referir que, em 2022, o Município de Vagos atingiu o maior valor de incentivo recebido no âmbito dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, representando um importante ponto de referência para o Município.

“Desta forma se verifica que a atuação do Município foi, ampla e fortemente, representativa dos objetivos que o Portugal 2020 e os FEEI defendem, sendo um bom exemplo das boas práticas e do impacto das políticas estruturais definidas por estes”, sublinha.

Todas as candidaturas visaram, e têm em vista, consolidar a estratégia de desenvolvimento sustentável do Município, tendo sido, igualmente essenciais para suportar o crescimento turístico, social e económico do mesmo, assim como para potenciar a coesão social e territorial do concelho.

Na sequência desta Conferência de Divulgação do FEEI em Vagos, a presidente da CCDRC, Isabel Damasceno, referiu “a importância do momento, sendo a primeira vez que assisti à apresentação de contas de uma forma sustentada e sistematizada daquilo que foi e que está a ser feito pelo Município de Vagos com recurso a Fundos Comunitários”. Acrescentou que, “por norma, os municípios gostam de apresentar aquilo que fazem com o apoio dos fundos comunitários, seja através de inaugurações, de lançamento de primeiras pedras ou da apresentação de um projeto, mas por norma, fazem-no de forma desgarrada. De uma forma tão sistematizada e organizada, é a primeira vez, e isto agrada-me muito. A presidente da CCDRC salientou, ainda, que “Vagos é um bom utilizador de fundos comunitários, tendo percebido, ao longo do tempo, que estas são oportunidades muito importantes”. Considerou que, por isso, “Vagos é um case study” e terminou dizendo sair “com o coração cheio”.

O presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Regalado, por seu turno, partilhou das palavras de Isabel Damasceno, referindo “que, chegados ao fim de um quadro comunitário de apoios, é muito importante prestarmos contas aos nossos cidadãos, justificando assim o trabalho que foi feito ao longo destes últimos anos”. Acrescentou “que temos aqui um conjunto de 19 candidaturas aprovadas que significam um investimento muito próximo dos 20 milhões de euros, entre estes e outros projetos no quadro do Portugal 2020, que de outra forma não poderia ser feito sem o apoio dos fundos europeus estruturais. Quero sublinhar, também, a diversificação das áreas o que permite um crescimento sustentável do nosso concelho e a criação de melhores condições de vida para quem cá vive e nos visita”.

Foto: CMV.

Atualidade

Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados

Publicado

on

A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.

O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.

Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.

O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.

Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.

“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.

Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.

“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.

Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.

“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.

O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

TSP defende avanço do voto eletrónico remoto e pede que Governo passe das declarações à ação

Publicado

on

Em comunicado divulgado à imprensa, a TSP considera que “é hora de passar das palavras aos atos”, depois de vários membros do Governo terem manifestado publicamente apoio à introdução do voto eletrónico remoto para os portugueses residentes no estrangeiro.

A associação recorda que, em janeiro deste ano, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, revelou que esta modalidade de voto estava a ser estudada, posição posteriormente reforçada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, durante as recentes reuniões do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizadas em Lisboa.

Segundo a TSP, estas posições representam um sinal político positivo, sobretudo porque “a TSP tem vindo a pedir a implementação do voto eletrónico remoto desde 2017”. Ainda assim, a associação considera que o processo não pode ficar limitado às intenções políticas.

“Não bastam declarações: é preciso que essa modalidade de voto seja inscrita nas leis eleitorais”, realçou a associação.

Nesse mesmo comunicado, a TSP lembra que vários projetos de lei sobre esta matéria foram apresentados no passado, mas acabaram rejeitados pela Assembleia da República. Agora, entende que existe um contexto parlamentar mais favorável.

“Cremos que, neste momento, haverá, na Assembleia da República, uma maioria de dois terços disponível para aprovar um projeto neste sentido”, referiu, apelando para que “os partidos que concordam com esta mudança apresentem, o quanto antes, uma proposta relativa à introdução do voto digital”.

De igual modo, a associação defende que a introdução do voto eletrónico remoto seja acompanhada por um plano de implementação progressivo e tecnicamente rigoroso, começando por um processo de testes.

“Para que o voto digital seja a ferramenta de participação cívica e política que as comunidades portuguesas aguardam há anos, é necessário um plano realista de implementação que inclua obrigatoriamente um processo de teste”, sustentou.

Na perspetiva da TSP, esse período experimental deverá permitir avaliar e aperfeiçoar sucessivamente o sistema, aproveitando “os estudos já feitos pela Administração Eleitoral e o exemplo das eleições para os franceses no estrangeiro”.

O comunicado frisa ainda que um sistema desta natureza deve ser desenvolvido com especial atenção às questões jurídicas, tecnológicas e operacionais.

“Um sistema desta natureza tem de ser pensado e testado nas suas múltiplas dimensões: legais, de conformidade com as leis portuguesas e dos países onde votarão os portugueses, de comunicações seguras, de segurança informática, de facilidade de utilização, de informação aos eleitores, de controlo efetivo e de transparência”, defende a associação.

“O processo de teste, que não deverá incidir apenas sobre uma amostra limitada, tem de contemplar adequadamente todos estes passos, sem atropelos nem omissões”, referiu, acrescentando que “a TSP não apoia um plano apressado para cumprir calendários”.

A concluir, a associação reafirma que considera este o momento adequado para iniciar a modernização do sistema eleitoral destinado à diáspora portuguesa, mas insiste que a implementação deve privilegiar a segurança, a confiança e a qualidade do processo.

“Acreditamos que chegou a hora do voto digital remoto. Vamos começar já, quanto antes, mas vamos fazê-lo bem. Os portugueses no estrangeiro merecem-no”, concluiu a TSP.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

Universidade da Beira Interior cria licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis Inteligentes” para responder aos desafios da transição ecológica e digital

Publicado

on


A Universidade da Beira Interior (UBI) vai disponibilizar, já no Concurso Nacional de Acesso
ao Ensino Superior deste ano, a nova licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis
Inteligentes”, um curso com 30 vagas que integra a oferta formativa do Departamento de
Engenharia Civil e pretende responder às necessidades emergentes da transformação digital
e ambiental dos territórios.

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em
particular com o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, o plano curricular combina
áreas como Engenharia, Ambiente, Urbanismo, Geomática, Ciência de Dados e Inteligência
Artificial.

Ao longo do curso, os estudantes terão contacto com tecnologias como sensores
inteligentes, Internet das Coisas (IoT), Sistemas de Informação Geográfica (SIG), veículos
aéreos não tripulados, modelação digital e ferramentas avançadas de análise de dados,
desenvolvendo competências para monitorizar infraestruturas, apoiar processos de decisão
técnica, aplicar princípios de economia circular e criar respostas para a adaptação às
alterações climáticas.

A licenciatura privilegia também uma componente prática, promovendo o contacto direto
com problemas reais através da colaboração com empresas, autarquias, instituições públicas
e entidades do sistema científico e tecnológico.

Neste sentido, os futuros diplomados poderão exercer funções em áreas como
administração local e regional, empresas municipais, entidades gestoras dos setores da
água, saneamento, resíduos e energia, empresas tecnológicas, consultoras de ambiente,
sustentabilidade, mobilidade, transportes, geomática, planeamento urbano e ciência de
dados, podendo ainda prosseguir estudos em cursos de mestrado.

O novo ciclo de estudos admite candidatos através de diferentes combinações de provas de
ingresso, todas elas tendo por base a disciplina de Matemática B, complementada por uma
das seguintes provas: Biologia e Geologia, Desenho, Economia, Física e Química, Geometria
Descritiva ou Português.

Continuar a ler

Mais lidas