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Liga MEO Surf: Halley Batista e Teresa Bonvalot vencem o Allianz Ericeira Pro

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Halley Batista e Teresa Bonvalot conquistaram, este domingo, o triunfo no Allianz Ericeira Pro, a terceira de cinco etapas da Liga MEO Surf 2022, a primeira divisão do surf nacional. Halley e Teresa dominaram a ação no dia final em Ribeira d’Ilhas, sendo coroados perante uma boa moldura humana e uma tarde de muito sol e ondas num dos mais carismáticos anfiteatros naturais do surf nacional. Um desfecho que foi determinante para as contas dos rankings. Se no lado masculino, Halley subiu à liderança do ranking, do lado feminino, Teresa Bonvalot isolou-se ainda mais das adversárias.

A ação no terceiro e último dia de prova iniciou ainda antes das 8 horas, com as famosas direitas de Ribeira d’Ilhas a voltarem a proporcionar bom surf nas disputas matinais. Tudo começou com a ronda 3 feminina, onde Carolina Mendes saiu vencedora do heat 1, com Teresa Bonvalot a garantir a segunda posição. Na outra bateria da ronda, Carina Duarte usou o conhecimento local para carimbar a passagem às meias-finais com um triunfo, com a campeã nacional Kika Veselko a secundá-la.

De seguida, entraram na água os quartos de final masculinos, com Frederico Morais a começar o dia em grande forma, ao vencer de forma expressiva Tomás Fernandes. No heat 2 foi Francisco Mittermayer a continuar a surpreendente performance nesta etapa e, mesmo estando em estreia na fase man-on-man, a vencer Joaquim Chaves. A juventude não deixou de dar cartas neste dia final e no heat 3 João Mendonça venceu o duelo com João Moreira, marcando encontro nas meias-finais com Halley Batista, que venceu Luca Guichard no último heat da ronda.

Nas meias-finais femininas, a ação iniciou-se com um duelo muito equilibrado entre Kika Veselko e Carolina Mendes, com a campeã nacional e número dois do ranking a levar a melhor frente à campeã deste evento nos dois últimos anos. Na outra semifinal, estiveram frente a frente as duas campeãs nacionais mais novas da história, com Teresa Bonvalot a bater Carina Duarte e a reeditar a primeira final da Liga MEO Surf 2022 frente a Kika Veselko.

Depois disso, a maré obrigou a prova a parar, retomando já a meio da tarde. No primeiro embate das meias-finais masculinas, Frederico Morais mostrou superioridade frente a Francisco Mittermayer, conseguindo igualar a melhor onda do campeonato, que já era sua, com 9 pontos, e vencendo com 16 pontos contra 12,35 do jovem surfista de 17 anos. Na segunda meia-final, a lógica manteve-se no duelo entre “aluno” e treinador, com a experiência de Halley Batista a levar a melhor frente à juventude de João Mendonça, com 16,50 pontos contra 9,25.

Na final feminina, foi Teresa Bonvalot a começar mais forte na primeira troca de ondas e a conseguir distanciar-se logo nos primeiros minutos do heat. Depois, Teresa teve apenas de gerir e com um score de 15,85 contra 10,25 de Kika Veselko vingou a derrota da Figueira da Foz. Um desfecho que ofereceu a segunda vitória do ano e uma liderança do ranking ainda mais consolidada para Teresa. Aos 22 anos, a surfista de Cascais conquistou a 23ª vitória da carreira na Liga MEO Surf.

“Sabe sempre bem sair vitoriosa”, começou por dizer Teresa Bonvalot. “Foi um heat com ritmo lento, mas acabei por fazer o necessário para vencer. Tentei perceber quais as melhores ondas e apanhá-las e foi essa a estratégia. Esta é uma onda que respeito muito, até por causa do susto que apanhei aqui no ano passado, por isso é bom sair vencedora”, frisou Teresa, que festejou na Ericeira pela terceira vez, depois dos triunfos de 2019 e 2015.

Teresa Bonvalot (Foto: Jorge Matreno / AN Surfistas)

Já na final masculina, houve um grande equilíbrio, com as decisões a ficarem guardadas para a última troca de ondas. Frederico chegou ao último minuto da bateria na frente, mas com a prioridade a ser de Halley, que precisava de 6,66 pontos para virar o resultado. Foi já na areia que os surfistas souberam dos resultados, com Halley Batista a fazer a festa, depois de ter sido premiado com 7,30 pontos, que lhe rendeu um score de 14,40 contra 13,75 de Kikas. Um triunfo que fez com que Halley ganhasse a licra amarela Go Chill da liderança do ranking masculino.

“É um triunfo incrível, que nem parece realidade”, afirmou o novo líder do ranking masculino. “O Kikas é a grande referência do surf nacional e só de fazer a final contra ele já estava feliz. Tentei dar o melhor e na última onda consegui virar o resultado. Nem sei se devo rir ou chorar, mas estou muito feliz por esta vitória”, vincou o surfista residente no Algarve, que alcançou na Ericeira a segunda vitória da carreira na Liga MEO Surf.

Halley Batista (Foto: Jorge Matreno / AN Surfistas)

Resultados finais do Allianz Ericeira Pro:

Final masculina: Halley Batistas 14,40 vs. Frederico Morais 13,75

Final feminina: Teresa Bonvalot 15,85 vs. Kika Veselko, 10,25

Go Chill Expression Session feminina: Érica Máximo

Go Chill Expression Session masculina: Halley Batista

Joaquim Chaves Saúde Best Wave: Frederico Morais, 9 pontos nas meias-finais

Bom Petisco Girls Score: Teresa Bonvalot, 15,85 na final

Ericeira Best Surfer: Joaquim Chaves e Carina Duarte

A próxima etapa da Liga MEO Surf 2022 acontece já dentro de duas semanas, com a ilha de São Miguel, nos Açores, a receber os melhores surfistas nacionais no Allianz Ribeira Grande Pro de 24 a 26 de junho. Além de ser uma etapa importantíssima para as contas do título nacional, a prova açoriana vai também ser a última da Allianz Triple Crown, com Teresa e Kika na liderança das contas femininas e João Moreira na liderança masculina.

Fotos: Jorge Matreno / AN Surfistas.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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