Atualidade
Junior Tour: Martim Nunes e Erica Máximo sagram-se campeões nacionais Sub-20 em São Jacinto
Martim Nunes e Erica Máximo conquistaram, este domingo, o título nacional Sub-20 de surf, durante o dia final do Projunior Aveiro. Martim e Erica foram os surfistas mais fortes após as duas etapas realizadas no regressado Junior Tour, que não se realizava há sete anos, e foram consagrados nas ondas de São Jacinto. O triunfo na etapa sorriu a João Mendonça e Erica Máximo, com destaque para o facto de o título feminino ter sido decidido num surf off.
Depois de uma longa jornada no sábado, no dia inaugural do Projunior Aveiro, a ação retomou na manhã de domingo, em São Jacinto, com uma tempestade a marcar as primeiras horas da manhã. Contudo, assim que o tempo melhorou, a prova avançou para as rondas finais e, assim, chegaram as primeiras decisões. Com a eliminação de Francisco Mittermayer na ronda 3, ainda no sábado, Martim Nunes ficou com via aberta para o título. Com a passagem às meias-finais, o jovem surfista da Praia Grande não desperdiçou a oportunidade e carimbou, logo aí, o título nacional Sub-20 masculino.
Martim Nunes, campeão nacional Sub-20 e finalista do Projunior Aveiro, salientou que estava “muito feliz por este título. Foi um ano muito interessante, pois nunca tinha feito este circuito Junior Tour. Um circuito que começou com grandes ondas no Porto e Matosinhos e que consegui vencer. Agora, aqui em Aveiro, tentei não pensar no título e concentrar-me apenas em surfar. No heat que tinha de vencer para sagrar-me campeão, sim, já estava um pouco nervoso, mas era impossível não pensar nisso. Acabei em segundo na etapa e fiquei feliz pela minha prestação. Agora, vou pensar em divertir-me no resto do ano, evoluir ao máximo o meu surf e tentar bons resultados nos próximos campeonatos, tanto no Pro Junior europeu como na Liga MEO Surf.”
Mas ainda havia uma vitória na etapa por discutir e Martim Nunes não baixou a guarda, tentando juntar o triunfo em Aveiro àquele que já tinha conseguido na etapa inaugural, no Porto e Matosinhos. Martim avançou até à final em São Jacinto, onde teve pela frente João Mendonça. As duas jovens esperanças do surf nacional protagonizaram uma final muito equilibrada e emocionante, com a decisão a cair para o lado de João Mendonça, que não participou na primeira etapa, por uma diferença de apenas 0,60 pontos.
João Mendonça, vencedor do Projunior Aveiro, referiu ter sido “muito bom conseguir este triunfo aqui, em São Jacinto. Um sítio com grande essência de surf. Já há cerca de três anos que não ganhava um campeonato, por isso foi muito bom voltar a sentir esta sensação. Agora, o meu objetivo para o resto da temporada passa por ser selecionado para a Seleção Nacional que vai disputar o Eurosurf Junior e ter bons resultados também nos campeonatos do QS em que entrar.”
Na prova feminina, o cenário foi bem diferente, com o título a ser discutido à centésima até mesmo ao final. Com as quatro surfistas que chegaram às meias-finais a serem precisamente as mesmas que já o tinham feito na etapa inaugural, a final repetiu-se, depois de Erica Máximo ter vencido Benedita Teixeira e Maria Salgado ter superado Constância Simões. Dessa forma, era Erica quem tinha de vencer a final para impedir o título nacional de Maria Salgado, que tinha sido a vencedora no Porto e Matosinhos.
Com muito equilíbrio entre as duas surfistas que dominaram este Junior Tour de início ao fim, desta vez, o triunfo no Projunior Aveiro acabou por sorrir a Erica Máximo, com somente 0,80 pontos a separar as duas surfistas. Dessa forma, as contas do ranking ficaram iguais, o que obrigou à realização de um surf off pelo título entre ambas. O equilíbrio voltou a reinar e, apesar da entrada mais forte de Maria Salgado, Erica Máximo virou as contas a seu favor com uma onda de 7,50 pontos, que lhe rendeu um triunfo por uma diferença de apenas 0,30 pontos. O suficiente para garantir o triunfo à surfista da Linha.
Erica Máximo, Campeã nacional Sub-20 e vencedora do Projunior Aveiro, sublinhou ter sido “incrível conseguir estes triunfos. Nunca tinha surfado aqui. Vim dois dias antes com o meu treinador, algo que o meu clube conseguiu proporcionar. Foi um campeonato incrível, com muito nível, ondas complicadas, mas também muito boas. Na primeira final, fui eu que comecei por cima, mas no surf off, a Maria Salgado entrou melhor. Nos últimos 10 minutos, consegui a onda que deu o triunfo e fiquei muito contente. O meu próximo objetivo é representar a Seleção portuguesa no Eurosurf Júnior, sempre com a ambição de ganhar.”

Resultados Projunior Aveiro:
Final masculina: João Mendonça 12,30 vs. Martim Nunes 11,70
Final feminina: Erica Máximo 8,75 vs. Maria Salgado 7,95
Surf off pelo título feminino: Erica Máximo 10,65 x Maria Salgado 10,35
Melhor onda masculina: João Mendonça, 8,25 pontos na ronda 4
Melhor onda feminina: Erica Máximo, 7,75 pontos na ronda 2
Melhor score masculino: Martim Nunes, 14,35 pontos na ronda 2
Melhor score feminino: Erica Máximo, 13,50 pontos na ronda 2
A 2ª e última etapa do Junior Tour foi uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro, o apoio local do Centro de Alto Rendimento de Surf São Jacinto, e o apoio técnico da Associação Desportiva e Cultural de São Jacinto e da Federação Portuguesa de Surf.
Fotos: Jorge Matreno / AN Surfistas.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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