Atualidade
Funcionários vs. Clientes: Quem é mais importante para o negócio?
Os empresários vão ter sucesso quando criarem um ambiente onde os funcionários vão querer trabalhar e os clientes vão querer comprar

Clientes vs. funcionários. É um paradoxo antigo que desafia os gestores de empresas a darem prioridade aos atores-chave que conduzem ao seu sucesso. É uma questão um pouco injusta, pois ambos são imperativos para o sucesso e a longevidade de uma organização. Mas, curiosamente, quando colocada a pergunta, os proprietários de empresas responderão quase sempre de forma reflexiva, embora nem sempre com a mesma intenção.
Os empresários que possuem uma sensibilidade criteriosa podem afirmar: “Os meus clientes e os meus funcionários são igualmente importantes!”, enquanto muitos outros tendem a apresentar uma posição mais definitiva, geralmente do lado do cliente, pois “são eles que pagam os nossos salários. Sem eles, não tenho qualquer negócio”.
De facto, são mais as vezes em que o pêndulo de valor aponta para uma maior perceção da importância dos clientes. Afinal, como disse uma vez um empresário, “consigo sempre encontrar novos funcionários”.
Mas os empresários devem analisar melhor a situação e perceber que os funcionários são, de facto, a força vital das suas empresas e, como tal, merecem a melhor faturação em todas as organizações. Portanto, sejamos claros: os funcionários são verdadeiramente mais importantes do que até os melhores clientes.
A equipa é a marca da empresa
Os funcionários são fundamentais para o sucesso e crescimento de um negócio. São frequentemente o primeiro e último ponto de contacto em cada transação e, portanto, são literalmente, a cara de uma organização. Desempenham as suas funções, criam uma experiência positiva para o cliente e, em última análise, geram receitas sustentadas. O que poderia ser mais importante do que isso?
Opositores podem argumentar que nem todos os trabalhadores são ótimos no seu trabalho e que, por vezes, são os próprios que levam a empresa a perder clientes. No entanto, isto não nega o elevado valor dos funcionários, mas sim a importância de contratar bem.
Não se esqueça de manter os funcionários felizes
A felicidade dos funcionários tem um impacto tremendo na produtividade global e na satisfação do cliente. Quando os trabalhadores não estão motivados e prósperos, estão muito menos dispostos e capazes de atender às necessidades de um cliente da forma que se espera. O conceito é simples – funcionários felizes e satisfeitos levam a clientes felizes e satisfeitos. E clientes satisfeitos são, evidentemente, a chave para o sucesso empresarial.
Para que um negócio possa crescer significativamente, o sucesso e a satisfação do cliente devem ser tarefa de todos. Nas palavras do falecido fundador da ZAPPOS, Tony Hsieh, “O serviço ao cliente não deve ser um departamento. Deve ser a empresa inteira”. A visão de Hsieh sublinha a importância de cada funcionário de uma organização.
Funcionários felizes são os melhores embaixadores de marca
A maioria dos gestores de empresas compreende o poder das classificações cinco estrelas dadas por clientes, assim como qualquer crítica positiva. Mas funcionários felizes também exercem uma enorme influência sobre o resultado de uma empresa. As estatísticas sugerem que trabalhadores felizes podem impulsionar as vendas de uma empresa em quase 40%.
Os funcionários que estão empenhados e se sentem valorizados são os melhores embaixadores de uma marca e devem ser valorizados como tal. Amplificam a experiência positiva necessária para manter a satisfação do cliente e fazê-los voltar para mais, idealmente com uma longa linha de amigos e futuros clientes.
Promover a satisfação dos funcionários
Embora seja evidente que os empresários devem valorizar os seus funcionários acima de tudo, o argumento é meramente retórico, a menos que, de alguma forma, alavancado para a melhoria da empresa. E tudo começa com a criação de um ambiente desejável e a construção da equipa certa.
Os empresários que querem trabalhadores que vão valorizam verdadeiramente devem promover um ambiente que atraia o tipo de candidato ao emprego que procuram. Os esforços de aquisição e retenção de funcionários devem concentrar-se tanto, se não mais, nos valores éticos, de personalidade e profissionais do trabalho do que apenas nas competências duras exigidas para o desempenhar. Os funcionários certos podem aprender novos sistemas ou competências, mas mesmo o funcionário mais inteligente, se tiver a atitude errada, nunca aprenderá a ser gentil. E ninguém valoriza uma má atitude.
Isto leva-nos ao centro de qualquer negócio de sucesso com trabalhadores felizes e clientes satisfeitos: cultura da empresa. A contratação consciente e uma cultura empresarial próspera são as pedras angulares da satisfação dos funcionários e da fidelidade dos clientes.
Quando os empresários criam um ambiente onde os funcionários querem trabalhar e os clientes querem fazer transações, o argumento cliente-versus-funcionário é tornado irrelevante.
Porque, neste cenário, todos ganham.
Por: Rita Maria Nunes (Country Manager TAB Portugal).
Fotos: DR.
Atualidade
Cientista Fabiano de Abreu defende utilização de álamos como barreiras naturais para reduzir o risco de incêndios em Portugal
O cientista Fabiano de Abreu defendeu a utilização estratégica de álamos no ordenamento florestal português, com base num estudo publicado pela Universidade McGill, no Canadá, considerando que esta espécie poderá desempenhar um papel relevante na redução da propagação dos incêndios rurais em Portugal.
A posição do investigador surge na sequência dos resultados obtidos por uma equipa da instituição de ensino superior canadiana, coordenada pela investigadora Flavie Pelletier, que identificou um conjunto de características biológicas capazes de limitar a propagação do fogo em áreas dominadas por álamos.
Segundo Fabiano de Abreu, a elevada retenção de humidade nas folhas, a ausência de resinas altamente inflamáveis e a configuração da copa, com os ramos mais afastados do solo, dificultam a ignição e reduzem a capacidade de as chamas se propagarem entre a vegetação.
O cientista sublinha, contudo, que estas propriedades apenas produzem efeitos significativos quando a espécie é utilizada em áreas contínuas e não através da plantação isolada de árvores.
“O álamo funciona como um escudo térmico vegetal”, sustenta, defendendo que “quando estabelecido em grandes blocos contínuos, ele reduz de forma drástica a intensidade do fogo porque priva as chamas do combustível resinoso”.
Na sua perspetiva, Portugal poderá beneficiar da criação de corredores florestais compostos por espécies caducifólias junto de aldeias, infraestruturas críticas e zonas de maior risco, proporcionando mais tempo às equipas de combate para controlar os incêndios.
Os dados analisados mostram que, em áreas onde os álamos representam mais de metade da cobertura vegetal, a progressão diária dos incêndios diminui significativamente, passando de cerca de 1.770 acres para aproximadamente 550 acres, mantendo este efeito de contenção tanto na primavera como durante o verão.
Para Fabiano de Abreu, estas conclusões demonstram que o ordenamento florestal deverá incorporar cada vez mais soluções baseadas em evidência científica, reduzindo a dependência de extensas áreas de monocultura altamente combustível e reforçando a capacidade de adaptação das florestas portuguesas perante fenómenos de seca extrema e temperaturas elevadas.
Açores
Casa dos Açores de Minas Gerais apresentará novas iniciativas de cooperação luso-brasileira em fórum internacional
A Casa dos Açores de Minas Gerais, presidida por Claudio Motta, vai participar, no próximo 29 de julho, no “Fórum Internacional Minas Mundi”, integrado na “Wine Expo BH 2026”, em Belo Horizonte, onde apresentará a palestra “Açores e Minas Gerais: Pontes de Inovação e Negócios”, uma iniciativa que servirá para “divulgar novos projetos destinados a reforçar as relações institucionais, económicas, culturais e turísticas entre Minas Gerais e os Açores”.
Segundo apurámos, durante a sessão, a instituição pretende apresentar uma “visão renovada da ligação histórica entre os dois territórios, defendendo que a herança açoriana pode assumir um papel ativo na promoção do desenvolvimento económico, da inovação, do empreendedorismo, do turismo e da cooperação internacional”.
Um dos principais destaques será o lançamento da “Rota Açoriana de Minas Gerais”, projeto que pretende identificar e integrar municípios, patrimónios históricos, instituições culturais, empreendimentos turísticos e iniciativas económicas que testemunham a presença açoriana no Estado brasileiro. A iniciativa objetiva “criar um percurso de valorização da memória comum, promovendo simultaneamente o turismo cultural e novas oportunidades de desenvolvimento local”.
Será também apresentada a “Casa Jovem”, programa dirigido às novas gerações, concebido para “aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional”.
Segundo a Casa dos Açores de Minas Gerais, estas iniciativas “refletem uma nova abordagem ao papel das entidades culturais, procurando conciliar a preservação da identidade histórica com a criação de redes de colaboração entre instituições, empresas, universidades e entidades públicas de ambos os lados do Atlântico”.
A participação no “Fórum Internacional Minas Mundi” visa ainda “incentivar o diálogo, a troca de experiências e a construção de novas parcerias capazes de gerar benefícios para ambos os lados do Atlântico”, demonstrando também como uma herança histórica comum pode “transformar-se num instrumento de inovação, desenvolvimento e aproximação entre os dois territórios”.
Ígor Lopes
Atualidade
Lançado “Guia Completo” para os peregrinos do Caminho da Geira
Os peregrinos que queiram percorrer o Caminho da Geira e dos Arrieiros podem contar, a partir de agora, com um novo guia, que descreve em pormenor as 10 etapas do percurso que é o principal ponto de partida de Braga com destino a Santiago de Compostela.
O “Caminho da Geira e dos Arrieiros – Guia Completo”, da autoria de Carlos da Barreira, José Manuel Almeida e Gaetano Pucca, descreve o património e apresenta mais de 200 fotografias de monumentos, igrejas, edifícios históricos, pontes, miliários romanos, cascatas e rios.
Além disso, contém “informação prática sobre alojamentos, restaurantes, bares, farmácias e outros serviços para peregrinos, bem como mapas e perfis de elevação de todas as etapas”, explica Carlos da Barreira, destacando que o guia descreve também “a dificuldade de cada etapa e informação útil, como distâncias, desníveis, tipo de terreno, património histórico e natureza”.
O guia, composto por 186 páginas, é apresentado na sexta-feira, 31 de julho, às 19 horas, no Auditório de Caldelas, no concelho de Amares, numa sessão aberta ao público, onde poderá ser adquirido a um preço reduzido. “Agora são publicadas as versões em espanhol e português e esperamos que, antes do final do ano, estejam já disponíveis as versões em inglês e italiano, e talvez mais algum idioma”, refere Carlos da Barreira.
Esta “é uma versão à qual faltam pequenas correções de texto e de paginação, que nos próximos meses será melhorada com as sugestões dos peregrinos, prevendo-se que, no final de outubro, seja apresentada a versão definitiva”.
A obra, já registada, estará disponível online na Amazon (19 euros) e em algumas livrarias físicas especializadas nos Caminhos de Santiago, e as receitas servirão para suportar os custos de uma página na Internet dedicada ao Caminho da Geira e dos Arrieiros.
No início do “Caminho da Geira e dos Arrieiros – Guia Completo”, o jornalista e peregrino Carlos Ferreira escreve que “a amplitude da riqueza natural e patrimonial do Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros transporta-nos aos tempos ancestrais dos romanos e da construção da Catedral de Santiago de Compostela; percorrendo florestas, bosques e vinhedos, atravessados por rios largos e pequenos ribeiros, onde a nossa presença ainda surpreende os animais no seu ambiente natural”.
Por isso, conclui que “é um itinerário de espiritualidade, descoberta e aventura, que convida os peregrinos a regressarem ao verdadeiro Caminho”.
Este Caminho de Santiago tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela do Homem.
Foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e em Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e referido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021). Está incluído na lista dos caminhos culturais a homologar este ano pelo Governo da Galiza.
Até agora, segundo as associações que o promovem, foi percorrido por 8.657 peregrinos (1.364 no ano passado), dos quais 3.596 receberam a Compostela, oriundos de meia centena de países.
O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, a via do género mais bem conservada do antigo Império Romano do Ocidente, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos poucos que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.
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