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Novo estudo revela que Nasafytol reduz, significativamente, o tempo de internamento e aumenta ritmo de recuperação no tratamento da COVID-19

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A Bélgica possui um longo historial na investigação clínica de excelência, graças à qualidade dos seus centros de investigação, à experiência dos seus investigadores em áreas inovadoras e de ponta, bem como ao acesso a infraestruturas médicas de última geração.

A curcuma, a quercetina e a vitamina D já são conhecidas pelas suas propriedades antivirais, antibacterianas e imunomoduladoras. Foi por esta razão, que os investigadores quiseram saber quais os efeitos positivos que poderia ter a combinação destas três substâncias, não só na virulência do COVID-19, mas também na evolução dos estados de pneumonia que normalmente lhe estão associados.

Para este estudo, organizado centralmente para permitir a homogeneidade, foram abrangidos 49 pacientes que testaram positivo à COVID-19, aleatoriamente divididos em dois grupos. Todos os pacientes tinham mais de 18 anos e todos estavam hospitalizados com uma forma grave da doença. Ao primeiro grupo, designado por “Nasafytol®” e constituído por 25 pacientes, foi ministrado o “Nasafytol® durante um período máximo de 14 dias. Ao segundo grupo, designado por “Vitamina D” e constituído por 24 pacientes que também estavam a receber os tratamentos standard, foi ministrada vitamina D (dose equivalente de 800 IU) também durante um período máximo de 14 dias.

Ambos os grupos tinham as mesmas características etárias, de sexo, de altura, de peso, de etnia e de IMC. Além disso, os dois grupos apresentavam um estado clínico semelhante com base na classificação da OMS, (4 vs. 4), bem como um valor de CRP análogo (57 vs. 58). Os dois grupos eram, portanto, comparáveis. A única diferença era o seu estado de vacinação, com um número de doentes vacinados (pelo menos com uma dose) maior no grupo da “Vitamina D” do que no grupo do “Nasafytol®” (9 vs. 2).

“Para este estudo, optámos por combinar a quercetina bioativa, o extrato de curcuma bioativa e a vitamina D3 pela capacidade que têm de contribuir para o bom funcionamento do sistema imunitário e para a manutenção da eficácia das defesas naturais”, explica o Prof. Yves Henrotin, Fundador & Presidente Executivo da Artialis e Professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Liège. “Ao associarmos estes três elementos, quisemos disponibilizar um complemento natural que pudesse ajudar os pacientes com COVID-19 e reduzir o seu risco de desenvolverem complicações graves, e que em simultâneo contribuísse para diminuir o número de transferências para as unidades de cuidados intensivos e a sua respetiva saturação. Aspetos essenciais a ter em conta durante a pandemia. Por isso, testámos esta combinação (o Nasafytol®) como um adjuvante aos tratamentos standard, seguindo as recomendações da OMS para os estudos clínicos sobre o COVID-19.”

Mais-valia comprovada de um adjuvante ao tratamento standard em pacientes hospitalizados com COVID-19

Os resultados alcançados pelo estudo são inequívocos. O grupo de pacientes a que foi ministrado o Nasafytol®, como complemento dos tratamentos standard, apresentou melhoras substanciais em todos os parâmetros avaliados. Em primeiro lugar, este grupo apresentou uma redução significativa de 59% no número de doentes hospitalizados ao 7º dia de tratamento e de 73% ao 14º dia, por comparação com o grupo a que foi ministrada apenas a vitamina D.

Em segundo lugar, e nos pacientes a quem foi ministrado o Nasafytol®, registou-se um aumento significativo de 82% no número autorizado a deixar o hospital ao dia 7. Na verdade, 76% destes pacientes tiveram alta hospitalar ao 7º dia. Já no Grupo da “Vitamina D” apenas 42% tiveram alta. Da mesma forma, a alta hospitalar foi acelerada no grupo de pacientes a quem foi ministrado o Nasafytol®.

Além disso, a diminuição do nível de severidade clínica fixado pela OMS para o COVID-19 foi superior no grupo tratado com o “Nasafytol” ao 7º dia (50%). Isto significa que a recuperação do estado de saúde dos pacientes, que receberam aquele suplemento dietético, foi muito mais rápida do que a dos pacientes do grupo tratado com a “vitamina D”.

Finalmente, o estudo constatou uma diferença significativa no número de pacientes que sofreram complicações graves relacionadas com o COVID-19. No grupo tratado com o “Nasafytol®” não se registaram complicações, nem transferências para as unidades de cuidados intensivos, nem tão pouco mortes. Enquanto no grupo a que foi ministrada a “vitamina D”, 5 pacientes tiveram complicações graves: 4 tiveram de ser transferidos para unidades de cuidados intensivos, e um morreu.

“Com este estudo, assistimos a uma diminuição considerável do número de doentes internados e a um aumento expressivo do número de pacientes que puderam ter alta hospitalar, depois de uma recuperação rápida do seu estado de saúde. Finalmente, verificámos, ainda, que nenhum paciente foi transferido para os cuidados intensivos ou morreu,” afirma o Dr. Jean Gérain, chefe do Serviço de Medicina Interna no Delta (unidade do grupo hospitalar CHIREC). “Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados por este ensaio clínico, e por podermos oferecer um adjuvante aos tratamentos standard que contribui para reduzir o tempo de internamento, para salvar vidas e para diminuir substancialmente a carga de trabalho dos profissionais de saúde nos hospitais”.

Sobre a Artialis SA

Fundada em 2010 pelo Professor Yves Henrotin (Universidade de Liège, Bélgica), a Artialis é um centro de investigação e desenvolvimento (CRDO) único, que oferece serviços pré-clínicos, clínicos e de bio análise para apoiar o desenvolvimento de produtos inovadores até estes chegarem ao mercado. A Artialis oferece soluções personalizadas aos seus clientes (biotecnologia; produtos farmacêuticos; dispositivos médicos; suplementos alimentares) após a realização de I&D, de testes pré-clínicos (in vitro e in vivo) e de análises clínicas. A Artialis também oferece um amplo leque de serviços de bio análise com muitos marcadores clínicos, alguns dos quais já são comercializados.

Imagem: ARTIALIS.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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