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O mundo com outros olhos – Um alerta para a deficiência visual

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A visão é um dos sentidos dominantes do corpo humano e é vital em todas as etapas da vida. Todos temos consciência de que ver é fundamental, e é uma forma de comunicar. Tomamos este sentido como garantido, mas e se ele nos falhar?

Sabemos que uma significativa parte da população apresenta deficiência visual que inclui desde perda de visão ligeira a cegueira total. Estima-se que, pelo menos, 2.2 biliões de pessoas no mundo têm deficiência visual, e destes, quase metade poderia ter sido prevenida ou carece ainda de tratamento (1). Em Portugal, segundo os dados mais recentes disponíveis, estima-se que cerca de 900 mil cidadãos apresentem deficiência visual.

A deficiência visual ocorre devido a uma anormalidade em qualquer ponto da via visual (2). Pode ser causada por uma grande variedade de doenças com diferentes graus de gravidade, que podem ser preveníveis ou não. As principais causas de cegueira no adulto estão relacionadas com o envelhecimento, a diabetes e o glaucoma (pressão elevada no interior do olho). Nas crianças, a prematuridade, as cataratas, as doenças nutricionais e infecciosas são as principais causas.

A propósito do Dia Mundial do Braille, celebrado a 4 janeiro desde 2019, pretende-se consciencializar sobre a importância deste meio de comunicação para as pessoas com deficiências visuais. Além disso, pretende-se tentar reduzir as barreiras que estas pessoas enfrentam no dia a dia que resulta em desigualdade de oportunidades, quer em termos de saúde, de emprego, de educação, entre outras situações.

No que toca à prevenção, o rastreio visual regular e a deteção precoce de alterações realizada nos Centros de Saúde constitui uma medida indispensável para a redução destes números. Na verdade, respeitar as idades chave para o rastreio visual torna-se crucial para conseguirmos melhores resultados.

A presença de visão desfocada, perda súbita de visão, visão dupla, intolerância à luz, manchas ou pontos na visão, irritação, dores de cabeça ou dor ocular devem motivar a procura de ajuda médica. O médico de família avalia, posteriormente, a necessidade de ser encaminhados para Oftalmologia ou Serviço de Urgência, conforme a gravidade (3).

Como a prevenção é tão importante, é necessário preservar a nossa visão. Ter bons hábitos de sono, evitar o consumo de álcool, ter uma alimentação variada e saudável, proteger os olhos da radiação ultravioleta e a vigilância regular por um profissional de saúde são cuidados que todos podemos e devemos ter (3).

Referências:

1- World report on vision, WHO, 2019

2- ICD-11 for Mortality and Morbidity Statistics, 02/2022

3-Boas práticas em Oftalmologia, 2008.

Por: Rita Vale Lima (Médica).

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Maestro Marcello Rota apresenta “Nino Rota & Ennio Morricone” no Coliseu dos Recreios (Lisboa)

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O prestigiado Maestro Marcello Rota vai dirigir os grandes sucessos de dois dos maiores compositores vencedores de Óscar: Nino Rota & Ennio Morricone.

Dia 18 de junho, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, Marcello Rota, estará à frente de 50 músicos da Orchestra Sinfonica Della Città, a que se juntará a Soprano Ângela Silva.  

Na bagagem, o Maestro italiano traz as maiores bandas sonoras da história do cinema das últimas décadas.

Nesta noite, apenas vão ser tocados os temas mais icónicos. Basta pensar em filmes como “O Padrinho”, “O Bom, o Mau e o Vilão”, “A Missão”, “La Strada”, “Aguenta-te Canalha”, “Era uma Vez na América”, “Cinema Paraíso” ou “La Dolce Vita”, que são interpretações obrigatórias.

Imagens em movimento, projetadas em grande ecrã, dos filmes de Federico Fellini, Francis Ford Coppola, Giuseppe Tornatore ou Sérgio Leone, acompanharão a magia da música ao vivo.  

“Este será um momento único para viver a música do cinema, em concerto!”, adianta a promotora do espetáculo.

Bilhetes em https://coliseulisboa.bol.pt/Comprar/Bilhetes/121543-marcello_rota_dirige_nino_rota_ennio_morricone-coliseu_de_lisboa/

Imagem: DR.

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G combo apresenta novo single “Cumbia Tropical”

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G combo é uma mistura de culturas: Cuba, Colômbia, Jamaica, Espanha…Moderna, mas tradicional. Um cocktail de sons algures entre Quantic, Manu Chao ou Thievery Corporation, para citar alguns.

Owem-G é um produtor espanhol, DJ e músico.

Em 2013, mudou-se para Lisboa, onde conheceu o saxofonista Joel Pinto e o percussionista João Maia. Logo começaram a trabalhar juntos no primeiro álbum “El circo de la vida“, tentando encontrar o equilíbrio perfeito entre os ritmos latinos tradicionais e os elementos modernos do Tropical Dub, Nu Cumbia

Quando o primeiro álbum de estúdio foi lançado em 2017, a banda estava determinada a mostrar o seu trabalho original ao vivo.

Após um período de digressão por Portugal e Espanha como trio de soundsystem, o G combo tornou-se uma banda completa quando Mattia Corda (Piano), Roni Szabo (Baixo), Pedro Rodrigues (Bateria) e Shamo Morales se juntaram ao grupo e regressaram ao estúdio para gravar o seu segundo álbum “Gran Reserva” (2019), álbum que levou o grupo em digressão por toda a Península Ibérica.

Foto: DR.

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Presidente da República garante que “o Minho é um poder económico na sociedade portuguesa”

Em Viana do Castelo

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve, anteontem, em Viana do Castelo e considerou que “o Minho é um poder económico na sociedade portuguesa, por causa dos que estão a investir, a lançar, a trabalhar nas empresas e por causa de todos aqueles que os apoiam”, deixando palavras de incentivo e elogio ao dinamismo dos empresários locais.

No debate “Estado da Arte – O Minho no Portugal de Amanhã”, que aconteceu no Forte Santiago da Barra, reunindo empresários, políticos e diversos agentes para assinalar o 2º aniversário da AEMinho – Associação Empresarial do Minho, o Presidente da República indicou que “não é preciso sermos génios para perceber que aquilo em que somos únicos, em que sempre fomos bons e que nos diferencia, é em estabelecer uma plataforma entre terra e mar”.

A mesma ideia foi defendida pelo Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, que destacou a aposta que tem sido feita pelo município vianense na economia do mar, geradora de “oportunidades que vão produzir uma revolução industrial”, trabalhando com agentes já instalados no território e com outros que queiram instalar-se no município.

A sessão contou ainda com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, do Presidente da AE Minho, Ricardo Costa, com o Presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, entre muitos outros.

Antes, o Presidente da República, a Ministra da Coesão Territorial e o Presidente da Câmara de Viana do Castelo inauguraram uma escultura com cerca de 5 metros de altura de homenagem aos trabalhadores do Minho, da autoria do vianense Acácio Viegas, instalada junto ao Centro Cultural de Viana do Castelo.

É uma das duas esculturas gémeas inauguradas esta sexta-feira, do mesmo autor, em Viana do Castelo e em Braga, a convite da Associação Empresarial do Minho, para assinalar este segundo aniversário.

Na inauguração, o Presidente da AE Minho afirmou que “esta obra de arte representa a coesão territorial” que une os 24 municípios de Viana do Castelo e Braga. Já o autarca vianense destacou o facto de, em apenas dois anos de associação, ter sido já possível “aprofundar a coesão com entidades públicas e privadas e com os empresários”.

No momento, a Ministra da Coesão Territorial elogiou a homenagem aos trabalhadores do Minho “com duas esculturas gémeas, em Viana do Castelo e Braga, que corporizam o espírito em rede e de parceria que uma associação deve assumir”. Numa visita surpresa ao local, o Presidente da República considerou que a escultura “liga o abstrato e o figurativo, o passado e o futuro”.

As duas esculturas são formadas por uma peça central de cinco metros de altura, construída com quatro elementos verticais principais em aço, pequenos elementos cerâmicos e painéis de vidro. Incluem, ainda, uma segunda peça construída também em aço, das mesmas características da peça central, que permite, pelo seu desenho e escala, a interação com o observador, que é convidado a sentar-se na peça e a refletir ou meditar sobre o significado de ‘trabalho’, provocado pelos estímulos visuais da peça central.

Foto: CMVC.

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