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Município de Vagos aposta na eficiência e sustentabilidade energética

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Num tempo de profundas comoções no cenário geopolítico europeu, devido à invasão da Rússia à Ucrânia e a guerra que daí eclodiu, as consequências económicas para os povos à escala global, com especial enfoque nos mercados da energia, desenvolveram, nos últimos meses, um forte impacto nas faturas dos combustíveis, da eletricidade e do gás que, associados a um aumento exponencial da taxa de inflação, têm impactado os cidadãos, o comércio, a indústria e todas as restantes instituições – autarquias incluídas – de sobremaneira.

A situação atual tem provocado a necessidade geral em procurar medidas de contenção energética no sentido de mitigar o impacto do custo da fatura da energia, nas contas de cada um, no que se pode designar como uma reação aos tempos que correm.

Bem antes desta preocupante situação se instalar à escala global, o Município de Vagos tem vindo a implementar diversas iniciativas de melhoria de eficiência energética, que têm permitido uma diminuição de consumos quer na Energia Elétrica, quer no Gás Natural, ao nível das instalações municipais. De modo a assegurar a execução de medidas válidas, estas também foram analisadas do ponto de vista do potencial de redução de emissões, tendo em vista uma melhor sustentabilidade energética. “Este caminho adotado pelo Município de Vagos tem-se revelado de grande importância e ainda mais agora com o elevado aumento do preço da energia”, afirma o Município.

Neste âmbito, das medidas mais relevantes implementadas no Município de Vagos, com vista à eficiência e sustentabilidade energética, destacam-se a iluminação eficiente em edifícios municipais, através da substituição da iluminação que anteriormente existia por tecnologia LED e a utilização de sistemas de controlo de iluminação e monitorização de consumos.

Outra das medidas implementadas diz respeito à instalação de sistemas de autoconsumo fotovoltaico em edifícios municipais, nomeadamente, nas piscinas, no Centro Escolar de Fonte de Angeão e na Biblioteca Municipal, permitindo poupanças consideráveis, uma vez que a utilização destes edifícios é, maioritariamente, diurna.

Igualmente, o Município iniciou o processo para aquisição de autoconsumo fotovoltaico através da instalação de painéis solares para o Centro Escolar da Gafanha da Boa Hora e para o edifício da Câmara Municipal, tendo este subjacente uma candidatura a fundos comunitários.

De igual forma, o Município de Vagos, procedeu à aquisição de viaturas elétricas e híbridas plug-in, o que tem permitido conseguir uma poupança significativa de combustível na medida em que, quando carregadas em período de Vazio (tarifa Bi-Horária), ficam a um custo aproximado de 1,60€ para percorrer 100 Km., assim como procedeu à instalação de três postos de carregamento em Vagos, na Vagueira e em Ponte de Vagos, sendo um do tipo rápido e dois do tipo semi-rápido.

No que à Iluminação Pública diz respeito, o Município de Vagos já tem toda a sua rede com luminárias LED o que permitiu, no último ano, uma poupança de 74%.

Quando os preços do gás estão na ordem do dia, pelo elevadíssimo aumento do custo do gás natural, já há muito que o Município de Vagos utiliza caldeiras a gás de condensação, que se revelam mais eficientes, sobretudo em locais de maior consumo como são as Piscinas e o Pavilhão Municipal. De referir que estes locais se encontram no mercado regulado, evitando assim aumentos na fatura que poderiam chegar aos 400% face à realidade atual.

Saliente-se que, devido ao aumento dos preços da energia elétrica, o Município de Vagos passou, há cerca de um ano, os contratos em BTN (onde se inclui a Iluminação Pública) para o mercado regulado, conseguindo minimizar significativamente o impacto dos aumentos verificados.

A par das medidas de sustentabilidade energética, a preocupação em monitorizar os consumos de água – um bem cada vez mais escasso e valioso – é também uma realidade no Município de Vagos, através da análise da faturação, o que permite a deteção de anomalias na instalação, como eventuais fugas ou consumos excessivos.

Para além destas medidas, que têm resultado numa poupança transversal e sustentada no presente, Vagos traça também linhas orientadoras para minimizar no futuro imediato o impacto do aumento com os custos da energia que passam, nomeadamente, por manter os contratos de energia elétrica para o mercado regulado; passar os contratos de gás natural nas escolas que foram objeto da transferência de competências para o mercado regulado; prosseguir com a transição para iluminação LED nos edifícios municipais; concluir a instalação de autoconsumo fotovoltaico em todos os edifícios municipais em que seja possível; alargar a rede de postos de carregamento de veículos elétricos no concelho; diminuir consumos na Iluminação Pública através da otimização da tecnologia implementada; diminuição dos consumos de gás nas piscinas municipais e redução dos horários de funcionamento dos equipamentos, sempre que seja possível.

“Atravessamos, neste momento, uma fase de incerteza, com um aumento brutal dos preços da energia, e não é expectável que estabilizem ou diminuam, pelo que, nesse sentido, só as medidas para reduzir consumos poderão atenuar o problema. O Município de Vagos tem vindo a fazer o seu trabalho, já há algum tempo, nesta matéria, pelo que tem conseguido reduzir o impacto dos elevados aumentos que se têm vindo a verificar. Esta é uma área em que é possível sempre melhorar, pelo que iremos continuar a trabalhar nesse sentido”, refere em nota.

Foto: CMV.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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