Atualidade
Cascais: Duas detidas por burlas
Mais ocorrências do Comando Distrital de Lisboa
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão Policial de Cascais, no dia 9 de dezembro, pelas 07h00, procedeu à detenção de duas mulheres, de 32 e 57 anos de idade, por serem suspeitas da prática de onze crimes de burla qualificada, cinco crimes de falsificação ou contrafação de documento e um crime de falsidade informática.
Na sequência de uma investigação e na posse dos respetivos mandados de detenção, emitidos fora de flagrante delito pela Autoridade Judiciária, os polícias intercetaram e detiveram as duas suspeitas. Da investigação desenvolvida, foram recolhidos diversos elementos de prova que permitiram demonstrar que as mulheres, desde agosto de 2020, trabalharam em diversas imobiliárias de compra, venda e arrendamento de imóveis, desenvolveram um esquema de enriquecimento ilegítimo que consistia em angariarem potenciais compradores de imóveis, assegurando-lhes a aprovação de financiamentos da totalidade do valor da sua aquisição e facilidades no acesso aos mesmos. Seguidamente, solicitavam-lhes o pagamento de diversas quantias, transmitindo-lhes que as mesmas eram necessárias para dar andamento ao processo, assegurar a reserva do imóvel, efeitos de sinal, efeitos de imposto sobre as transmissões onerosas de imóveis e imposto de selo e para efeitos de pagamento de futuras escrituras públicas, burlas estas que ascendem a cerca de 80 000 euros.
De referir que, no âmbito da operação policial desencadeada pela PSP, foi ainda dado cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão domiciliários, nas zonas de Cascais, Sintra e Benfica, tendo sido apreendido diverso equipamento informático e documentação, relacionados com o ilícito em investigação.
As detidas, após cumpridas as formalidades legais, recolheram às celas de detenção, onde aguardam a sua apresentação no Tribunal de Lisboa Oeste – Cascais, em sede de 1º interrogatório judicial, hoje, a fim de lhes serem, respetivamente, aplicadas as medidas de coação.
Ocorrências do Comando Metropolitano de Lisboa
A Divisão Policial de Cascais, no dia 7 de dezembro, pelas 07h00, deu cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão, sendo um domiciliário e três não domiciliários, nas localidades de Cascais, Amadora e Benfica, por suspeita da prática do crime de receptação.
As buscas resultaram de uma investigação relacionada com o furto no interior de uma residência, no valor de 5200 euros ocorrido em setembro do presente ano, na localidade de São Domingos de Rana – Cascais, no âmbito da qual se logrou identificar o autor do ilícito, havendo fortes indícios de que o mesmo tenha vendido diversos artigos de ourivesaria a lojas de compra e venda de ouro.
Em resultado das buscas realizadas, foram aprendidos diversos artigos de ouro, coincidentes com aqueles que haviam sido subtraídos do interior da residência, consubstanciando as suspeitas e a prova indiciária já existente nos autos.
O suspeito de receptação, um indivíduo do sexo masculino de 57 anos de idade e residente em São Domingos de Rana – Cascais foi identificado, constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.
A Divisão Policial da Amadora, no dia 7 de dezembro, pelas 12h00, na freguesia de Águas Livres, procedeu à detenção de um homem de 41 anos, pela prática de crimes de furto qualificado.
Perante um foco de furtos em residências e garagens, foram alocados esforços policiais para identificar os autores e a forma como eram praticados. Desenvolvidas diligências de produção de prova, foi possível reunir elementos que o identificam como autor de furtos praticados na Amadora e nos concelhos de Oeiras e Lisboa, o que motivou a emissão de mandado de detenção.
O detido, já com vários antecedentes criminais e até condenações cumpridas, foi presente no Tribunal da Amadora, onde aguarda que lhe seja aplicada a medida de coação.
Já no dia 7 de dezembro, pelas 07h00, na freguesia da Encosta do Sol, procedeu à detenção de dois jovens, com 17 e 18 anos, pela prática de crimes de roubo agravado. Face a uma incidência anormal de roubos, foram alocados esforços policiais para identificar os autores e a forma como eram praticados. Foi possível apurar que os suspeitos abordavam jovens na via pública, perto do local das suas residências, com recurso a violência física e ao uso de armas brancas, consumando o ilícito criminal. Desenvolvidas diligências de inquérito, foram efetuadas buscas domiciliárias, resultado das quais foi possível localizar os suspeitos e reunir e consolidar elementos probatórios que fundamentaram as detenções para aplicação de medida de coação.
Os detidos, já com vários antecedentes criminais e referenciados pela prática deste tipo de crime, foram presentes ao Tribunal da Amadora, onde lhes foi aplicada a medida de apresentações periódicas obrigatórias (diárias).
A Divisão Policial de Oeiras, no dia 3 de dezembro, pelas 06h40, na freguesia de Oeiras, procedeu à detenção de uma mulher de 38 anos de idade, por ser suspeita da prática do crime de condução sob o efeito do álcool e tráfico de produto estupefaciente.
Os Polícias procederam à abordagem de uma viatura que circulava na via pública, tendo verificado que a condutora da mesma conduzia em aparente estado de embriaguez. Com base nessa suspeita, foi a mesma submetida ao exame do ar expirado, tendo acusado, no teste quantitativo, uma taxa de álcool no sangue de 1.325g/L. Apurados os factos supra narrados e face ao comportamento de evidente nervosismo por parte da cidadã, foi efetuada revista à mesma, tendo sido encontrado na sua posse uma substância suspeita de ser produto estupefaciente. Após submetida a referida substância a teste rápido de despistagem, a mesma reagiu positivamente para Cocaína, cuja pesagem total ultrapassou o limite máximo de consumo para 10 dias. Foram-lhe apreendidas 39 embalagens de cocaína, o equivalente a 99,20 doses diárias.
A detida foi presente à Autoridade Judiciária, para efeitos de aplicação de medidas de coação, tendo sido submetido a Termo de Identidade e Residência, seguindo o processo os seus termos em inquérito.
Foto: DR.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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