Atualidade
Barcelos: Conferência “Desafios de uma doença invisível: Novos paradigmas” a 14 de maio
No âmbito do Dia Mundial da Fibromialgia
No próximo dia 14 de maio, pelas 21h00, no Hotel Bagoeira, em Barcelos, a Fibromialgia em Portugal e o Instituto Renascer, em parceria com o Rotary Club de Barcelos e outras entidades, levam a cabo uma conferência sobre Fibromialgia, com tema “Desafios de uma doença invisível: Novos paradigmas”.
O que é a Fibromialgia? Quais os novos paradigmas perante a fibromialgia? Que esforços foram feitos para remover ou reduzir o impacto de problemas como a dor e inflamação no âmbito da medicina integrativa, ciência regenerativa, terapia da fotobiomodelação? Estes serão alguns dos assuntos abordados.
A conferência contará com as intervenções do médico Joaquim Sá, da professora da Universidade do Minho, Paula Encarnação, da psicóloga clínica Telma Pombo, da Especialista em células estaminais, Juliana Oliveira, e do Diretor da Fibromialgia em Portugal e Instituto Renascer, Jorge Mandim.
“Na sociedade atual é importante desmistificar e diminuir o estigma associado a esta doença invisível e incapacitante. A fibromialgia é uma condição complexa e multifacetada, que afeta cada pessoa de forma diferente, impactando negativamente o sistema imunológico da pessoa. Abordar e discutir a importância de uma abordagem holística no tratamento da fibromialgia torna-se fulcral. Sabemos que a fibromialgia pode ter efeitos significativos nas pessoas e que muitas vezes há falta de compreensão desta condição e dos seus sintomas, o que poderá levar à estigmatização e ao preconceito. Estes últimos, por sua vez, afetam a autoestima e a saúde mental das pessoas que vivem com fibromialgia”, sublinha a organização.
A data 12 de maio, Dia Mundial da Fibromialgia, foi escolhida para lembrar o aniversário de Florence Nightingale, uma enfermeira inglesa do exército britânico que melhorou a assistência médica e fundou a primeira Escola de Enfermagem. Nightingale passou os últimos 50 anos da sua vida acamada, uma vez que sofreu de uma doença crónica e muitos dos seus sintomas eram semelhantes (seriam mais tarde identificados) aos da Fibromialgia e da Síndrome de Fadiga Crónica/Esclerose Múltipla.
A Fibromialgia é considerada uma doença do sistema nervoso central, acompanhada pelas especialidades de Neurologia, Reumatologia, com uma equipa multidisciplinar e requer tratamentos de reabilitação permanentes, uma vez que os doentes apresentam lentificação motora e cognitiva.
A página www.fibromialgiaemportugal.pt é destinada a pessoas que sofrem de fibromialgia em Portugal e tem como objetivos a defesa e promoção dos direitos e interesses das pessoas com Fibromialgia-Dor e suas famílias. A página é gerida por Ana dos Santos e Jorge Mandim, que incentivam a partilha, reflexão, conversa e trocas de informação e experiências sobre a doença e tratamentos.
Mas, o que é a Fibromialgia?
Segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, a Fibromialgia caracteriza-se “por queixas dolorosas neuromusculares difusas […] acompanham também as dores a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais”.
A Fibromialgia foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em 1992, com o código CID 10 – M79.7. Em Portugal foi reconhecida, em 2003 pela Direção Geral da Saúde através da Circular Informativa nº 27/DGCG de 03/06/2003; Direção-Geral da Saúde – Norma nº 017/2016 – 27/12/2016 – Atualização 13/07/2017 – Abordagem Diagnóstica da Fibromialgia para: Médicos do Sistema de Saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou em 1 de janeiro de 2022, com um novo código a DOR e Fibromialgia – atualização Internacional de Doença – CID – código CID 11 – MG 30.01.
Quais são os sintomas?
Falar de Fibromialgia é falar de Dor. Esta dor pode ir de moderada a severa, e causa enrijamento por todo o corpo. Pode ser debilitante, causar solidão, ansiedade e depressão.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Estas manifestações podem variar em relação à hora e ao dia, com mais frequência de manhã, e agravam-se com a atividade física, mudanças climatéricas, a falta de sono, e com o stress. Outras alterações associadas a esta doença são a fadiga (que normalmente se prolonga pelo restante dia), problemas gástricos e síndrome de cólon irritável.
A Fibromialgia atinge crianças, jovens e adultos. Usualmente são diagnosticados entre os 20 e 50 anos, e a incidência aumenta com a idade. Estima-se que afete cerca de 2 a 4% da população (embora seja mais prevalente na idade adulta) e, dos diagnosticados, cerca de 90% são mulheres e 10% são homens.
As pessoas com Fibromialgia são acusadas de serem psicologicamente frágeis, o que contribui para o aumento da manifestação da doença. Uma pessoa com Fibromialgia vê alterados os sintomas quando colocada numa situação de stress, que afeta a sua condição psicológica e física. Esta doença está associada a rigidez matinal, depressão, ansiedade, alterações do humor, fadiga crónica, perturbações cognitivas, perturbações na atenção, concentração e memória, e perturbações do sono. Além disso, a dor crónica e a fadiga podem levar a uma diminuição da capacidade de trabalhar e realizar tarefas diárias, o que pode levar a um aumento das taxas de desemprego e da necessidade de apoio social.
Imagem: DR.
Atualidade
“Doing Business Angola 2026” discutiu estratégias para “aproximar investimento, cooperação e desenvolvimento” entre Angola, Portugal e o espaço lusófono
As instalações do “EPIC SANA Lisboa Hotel”, nas Amoreiras, recebeu, no passado dia 15 de julho, a quarta edição do “Doing Business Angola”, iniciativa promovida pela Forbes África Lusófona e pelo Jornal Económico, que reuniu responsáveis governamentais angolanos, representantes institucionais, empresários, investidores, académicos e organizações internacionais para analisar o ambiente de negócios em Angola, identificar oportunidades de investimento e aprofundar a cooperação económica entre Angola, Portugal e o espaço lusófono.
Ao longo do dia, os vários painéis abordaram temas como o ambiente de negócios em Angola, os programas de privatização, o financiamento da economia, os desafios do setor petrolífero, a evolução do mercado energético, a exploração mineira e o novo enquadramento geopolítico dos recursos naturais, refletindo a aposta da organização em promover uma análise transversal dos principais motores do crescimento económico angolano.
O programa integrou ainda momentos dedicados ao investimento produtivo, à cooperação empresarial e ao fortalecimento das relações económicas entre Angola, Portugal e a comunidade lusófona.
Na sessão de abertura, o fundador do Grupo Media Nove, N’Gunu Tiny, defendeu que o “Doing Business Angola” deixou de ser apenas um encontro empresarial para assumir uma dimensão estratégica de acompanhamento da relação económica entre Angola e Portugal.
“A partir de hoje, o ‘Doing Business Angola’ deixa de ser um encontro empresarial, passa a ser um momento em que todos os anos avaliamos o estado da nossa relação económica, medimos o caminho percorrido e definimos a agenda para o futuro”, argumentou este responsável, que sublinhou que a iniciativa pretende “funcionar como um espaço permanente de reflexão sobre o posicionamento económico dos dois países, transformando o diálogo em investimento e as oportunidades em parcerias estruturantes”, além de “aproximar Angola dos principais centros internacionais de decisão económica, criando pontes entre instituições, investidores e empresas”.
Ao longo da intervenção, N’Gunu Tiny sustentou que Angola entrou numa nova fase da sua evolução económica, marcada pela estabilidade institucional, pela diversificação da economia e pela valorização estratégica dos recursos naturais num contexto internacional profundamente alterado pela transição energética e pelas novas dinâmicas geopolíticas.
“O verdadeiro desafio já não é apenas extrair mais. É transformar melhor. É industrializar. É refinar. É beneficiar localmente. É desenvolver cadeias de valor complexas. É criar conhecimento, formar engenheiros, promover inovação e gerar emprego qualificado para a juventude angolana”, defendeu.
Na sua perspetiva, o futuro económico do país dependerá menos da quantidade de recursos disponíveis e mais da capacidade para lhes acrescentar valor através da indústria, da ciência, da tecnologia e da formação.
“O verdadeiro ativo estratégico de uma nação nunca é apenas a riqueza dos seus recursos. É a capacidade de transformar esses recursos em prosperidade para gerações futuras”, frisou.
De igual modo, o fundador do Grupo Media Nove considerou que as relações diplomáticas entre Angola e Portugal “evoluíram mais depressa do que as relações económicas”, defendendo uma nova etapa assente em projetos concretos e numa agenda estratégica comum.
Para inverter essa realidade, apresentou a proposta de criação de uma “Agenda Portugal-Angola 2035”, estruturada em torno de cinco prioridades: um Conselho Estratégico Económico permanente, um fórum lusófono de crescimento, um mercado lusófono de capitais, um programa de mobilidade empresarial e o desenvolvimento de cadeias industriais comuns.
“O verdadeiro desafio já não é fazer negócios entre Portugal e Angola. O verdadeiro desafio é usar Portugal e Angola para criar empresas globais, conquistar novos mercados e construir uma das mais relevantes plataformas económicas do nosso espaço atlântico”, vincou.
Funcex destaca Angola como parceiro estratégico no espaço lusófono
Presente no evento, o presidente da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), com sede no Brasil e escritório em Portugal, através da Funcex Europa, Antonio Carlos da Silveira Pinheiro, enquadrou a iniciativa como um “exemplo da evolução da cooperação económica no espaço lusófono”, defendendo que a relação entre Angola e os restantes países da CPLP deve assentar cada vez mais na “execução de projetos concretos e não apenas na discussão de intenções”.
Na sua opinião, Angola ocupa atualmente uma posição estratégica dentro da comunidade lusófona, realçando o papel que cada país pode desempenhar na construção de uma plataforma económica comum, até porque a diversidade económica dos Estados-membros constitui uma vantagem competitiva para toda a comunidade lusófona.
“Angola é muito importante, não só para a Fundação, ela é importante para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, disse, acrescentando que “destaca-se, evidentemente, o Brasil, destaca-se Portugal como global gateway para a Europa”, que assumem especial relevância, sobretudo, Angola, Moçambique e Guiné Equatorial, por meio dos “produtores de petróleo e de mineração”.
Antpnio Carlos da Silveira Pinheiro considerou também que uma das principais mensagens deixadas durante o encontro foi a necessidade de transformar o diálogo institucional em resultados concretos para os investidores e para o desenvolvimento econômico.
“Ficou muito claro, e se repete aquilo que deve acontecer, que é a busca do final, a busca da conclusão, a busca da saída da intenção para a execução, a ação finalista”, afirmou o presidente da Funcex, que destacou ainda a intervenção do ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, considerando particularmente significativa a visão apresentada relativamente ao posicionamento internacional de Angola.
“Impressionou-me bastante a fala do ministro quando ele diz: ‘Não queremos ajuda’. Isso não é soberba, isso é execução, isso é gestão. Ninguém quer ajuda, a gente quer compartilhar para chegar ao êxito e ao final”, concluiu.
A quarta edição do “Doing Business Angola” voltou a afirmar-se como uma das principais plataformas de reflexão econômica dedicadas a Angola fora do continente africano, aproximando decisores políticos, investidores, empresas e instituições num momento em que a cooperação econômica, a industrialização e a valorização dos recursos naturais assumem um papel central na estratégia de desenvolvimento do país.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade de Coimbra lidera projeto financiado com dois milhões de euros para reforçar a inovação e o empreendedorismo no ensino superior
A Universidade de Coimbra (UC) lidera o projeto EC2U ELEVATE – Aprendizagem em Empreendedorismo, Educação e Criação de Valor através das Tecnologias e dos Ecossistemas, uma das iniciativas selecionadas para financiamento pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) no âmbito da EIT Higher Education Initiative.
Financiado com 1 999 903 de euros, o projeto vai decorrer no âmbito da aliança europeia EC2U – Campus Europeu de Cidades Universitárias, integrada pela UC e por mais oito universidades europeias: a Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), a Universidade Alexandru Ioan Cuza de Iasi (Roménia), a Universidade de Salamanca (Espanha), a Universidade de Pavia (Itália), a Universidade Johannes Kepler de Linz (Áustria), a Universidade de Umeå (Suécia), a Universidade de Poitiers (França) e a Universidade de Turku (Finlândia). O projeto EC2U ELEVATE integra ainda o Instituto Pedro Nunes e a OXENTIA, consultora de inovação e tecnologia sediada no Reino Unido.
O EC2U ELEVATE pretende aproximar as universidades do ecossistema europeu de inovação, promovendo novas formas de colaboração entre estudantes, investigadores, docentes, empresas, cidades e organizações da sociedade civil. A iniciativa visa contribuir para reforçar a cultura de inovação nas instituições participantes, estimular a criação de soluções para responder a desafios societais e aumentar a transferência de conhecimento para a economia e para a sociedade.
“Este novo projeto contribuirá para consolidar a capacidade da Universidade de Coimbra e das universidades parceiras da EC2U em fornecer às suas comunidades competências empreendedoras, apoiar a valorização do conhecimento científico, através da criação de empresas de base científica e tecnológica, fomentar uma maior colaboração interdisciplinar e internacional, e aproximar as instituições de ensino superior das empresas e da sociedade. Para isso, o projeto intervém ao nível da governação institucional, nos currículos e nos processos de valorização da investigação”, destaca a Pró-Reitora da UC para o Empreendedorismo, Gabriela Fernandes.
Ao longo dos próximos dois anos, o projeto vai desenvolver programas de formação em empreendedorismo e inovação, iniciativas de cocriação, ações de capacitação para estudantes, investigadores e docentes, bem como mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos inovadores e de novas startups.
Entre os objetivos do projeto está também o reforço das ligações entre as universidades europeias e os diferentes ecossistemas regionais de inovação, potenciando o impacto da investigação produzida nas instituições de ensino superior. Apoiado pelo EIT Culture & Creativity, o EC2U ELEVATE estabelece uma ligação entre o modelo de cidades-universidades da EC2U e o ecossistema mais amplo do EIT, incluindo o EIT Urban Mobility e o EIT Health.
O EIT Higher Education Initiative é uma iniciativa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia que apoia as instituições de ensino superior na criação de ecossistemas de inovação mais fortes, promovendo a cooperação entre universidades, empresas, centros de investigação e autoridades públicas.
De recordar que a aliança EC2U (European Campus of City Universities, em inglês) tem vindo a envolver as comunidades académicas das universidades parceiras, assim como os habitantes das cidades onde estão sediadas, através de uma vasta rede de atividades. Neste contexto, o projeto EC2U ELEVATE tem como principal ambição impulsionar a terceira e quarta missões das universidades EC2U potenciando as capacidades de transferência de conhecimento, inovação, empreendedorismo e serviço à sociedade.
Mais informações sobre a aliança EC2U estão disponíveis em https://ec2u.eu/
Atualidade
Espanha conquista segundo Mundial ao vencer Argentina no prolongamento
A Espanha conquistou, no domingo, 19 de julho, o segundo título mundial da sua história, ao derrotar a Argentina por 1-0, após prolongamento, na final do Campeonato do Mundo de futebol de 2026. Disputado no Estádio Nova Iorque/Nova Jérsia, em East Rutherford, nos Estados Unidos, o encontro foi decidido por Ferran Torres, lançado no decorrer da partida pelo selecionador Luis de la Fuente.
O golo surgiu aos 106 minutos. Pedro Porro cruzou do lado direito, Nico Williams ganhou a bola de cabeça e Ferran Torres rematou de primeira, sem dar possibilidade de defesa a Emiliano Martínez. A Argentina disputava o prolongamento com dez jogadores, depois de Enzo Fernández ter recebido o segundo cartão amarelo nos descontos do tempo regulamentar. A equipa espanhola controlou a posse de bola e criou mais oportunidades, mas encontrou resistência no guarda-redes argentino até ao lance que definiu o título.
Este foi apenas o segundo confronto entre Espanha e Argentina na história do Campeonato do Mundo. O primeiro ocorreu na fase de grupos da edição de 1966, disputada em Inglaterra, quando a seleção argentina venceu por 2-1. Sessenta anos depois, as duas equipas voltaram a encontrar-se na competição, desta vez na final, com a Espanha a equilibrar o histórico mundialista entre ambas.
O desfecho repetiu o resultado da final de 2010, quando a Espanha venceu os Países Baixos por 1-0, também no prolongamento. Há 16 anos, Andrés Iniesta marcou o golo que entregou o primeiro título mundial à seleção espanhola. Com a conquista de 2026, a Espanha igualou Uruguai e França, ambos com dois títulos, e passou a ocupar o quinto lugar no historial da competição, liderado pelo Brasil, com cinco.
A equipa de Luis de la Fuente terminou a prova sem derrotas e sofreu apenas um golo em oito encontros. A campanha começou com um empate sem golos diante de Cabo Verde, num jogo em que o guarda-redes Vozinha travou o ataque espanhol. Seguiram-se as vitórias sobre a Arábia Saudita, por 4-0, e o Uruguai, por 1-0, resultados que garantiram o primeiro lugar no Grupo H.
Na fase a eliminar, a Espanha venceu a Áustria por 3-0 nos 16 avos de final e afastou Portugal nos oitavos, por 1-0, com um golo de Mikel Merino nos descontos. Nos quartos de final, superou a Bélgica por 2-1, antes de derrotar a França por 2-0 nas meias-finais. Na decisão, voltou a manter a baliza sem golos e encerrou a competição com 14 golos marcados e apenas um sofrido.
A conquista juntou o Mundial de 2026 ao Campeonato da Europa de 2024, colocando a seleção masculina espanhola na posse dos dois principais títulos internacionais. A Espanha tornou-se ainda a primeira federação a deter simultaneamente os Mundiais masculino e feminino, depois do triunfo da seleção feminina em 2023. Unai Simón terminou o torneio com sete jogos sem sofrer golos, enquanto Luis de la Fuente, aos 65 anos, passou a ser o treinador mais velho a conquistar um Mundial.
A Argentina chegou à final como campeã em título e procurava repetir a conquista alcançada no Qatar, em 2022. A seleção orientada por Lionel Scaloni entrou na decisão depois de sete vitórias, com 19 golos marcados. No percurso, eliminou Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, mas não conseguiu superar a organização defensiva espanhola. Com a derrota, manteve os três títulos conquistados em 1978, 1986 e 2022 e somou a quarta final perdida, depois de 1930, 1990 e 2014.
A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realizou-se entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Pela primeira vez, três países organizaram conjuntamente a competição, que também estreou o formato com 48 seleções, distribuídas por 12 grupos. Foram realizados 104 encontros em 16 cidades, 11 norte-americanas, três mexicanas e duas canadianas. O jogo inaugural decorreu na Cidade do México e a final teve lugar em East Rutherford, no estado norte-americano de Nova Jérsia.
Entre os países lusófonos, o Brasil avançou até aos oitavos de final. A seleção orientada por Carlo Ancelotti empatou com Marrocos por 1-1 e venceu Haiti e Escócia por 3-0 na fase de grupos. Nos 16 avos de final, derrotou o Japão por 2-1, com Gabriel Martinelli a marcar o golo da vitória nos descontos. O percurso terminou diante da Noruega, com uma derrota por 2-1, naquela que foi a eliminação mais precoce do Brasil desde o Mundial de 1990.
Portugal também chegou aos oitavos de final. A seleção portuguesa empatou com a República Democrática do Congo, por 1-1, venceu o Uzbequistão por 5-0 e terminou a fase de grupos com um empate sem golos frente à Colômbia. Depois de afastar a Croácia por 2-1 nos 16 avos de final, Portugal perdeu com a futura campeã Espanha por 1-0. Cristiano Ronaldo disputou o sexto Mundial da carreira e marcou dois golos diante do Uzbequistão, tornando-se o primeiro jogador a marcar em seis edições da competição.
Cabo Verde encerrou a estreia num Campeonato do Mundo com a passagem à fase a eliminar. A seleção orientada por Bubista não perdeu na fase de grupos, após empates com Espanha, por 0-0, Uruguai, por 2-2, e Arábia Saudita, por 0-0. Nos 16 avos de final, os cabo-verdianos obrigaram a Argentina a disputar 120 minutos, mas foram eliminados por 3-2. Deroy Duarte e Sidny Lopes Cabral marcaram os golos de Cabo Verde, que chegou a restabelecer a igualdade por duas vezes antes de um autogolo de Diney Borges decidir o encontro.
-
Atualidade4 anos atrásAgrária de Coimbra promove 9ª Edição do Curso de Fogo Controlado
-
Atualidade4 anos atrásLisboa: Leilão de Perdidos e Achados da PSP realiza-se a 08 de maio
-
Atualidade5 anos atrásCoimbra: PSP faz duas detenções
-
Atualidade4 anos atrásGuerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
-
Atualidade3 anos atrásVisto CPLP não permite a circulação como turista na União Europeia
-
Atualidade1 ano atrásBarcelos: Município lança Cartão Jovem no decorrer do 1º Fórum da Juventude
-
Atualidade5 anos atrásSanta Marta de Penaguião coloca passadeiras 3D para aumentar a segurança rodoviária
-
Atualidade5 anos atrásCLIPSAS: Maçonaria Mundial reúne-se em Lisboa
