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Cabaz de produtos não alimentares sobe quase 3 euros em janeiro

Inflação abranda em dezembro, com artigos de puericultura a registarem ligeira descida de 0,29%

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O preço de um cabaz de produtos não alimentares encareceu 2,57€ no início do ano, o que corresponde a uma subida de 1,01%, revela uma análise do comparador de preços KuantoKusta à variação de preços de artigos de compra recorrente entre 8 de dezembro do ano passado e 4 de janeiro de 2023.

Na quinzena de 8 a 20 de dezembro, o cabaz de produtos não alimentares analisado pelo KuantoKusta custava, em média, 253.95€, sendo que na quinzena seguinte, os preços a que os mesmos produtos foram vendidos subiram cerca de 1%, para 256.52€.

O estudo do maior comparador de preços em Portugal incluiu produtos de compra recorrente de higiene pessoal, cuidados do cabelo, cuidados do corpo, depilação, cuidados da barba e alimentação para animais.

Os artigos que registaram as maiores subidas de preço médio neste período foram o champô, de 12,18 € para 12,88€ (+5,75%), a lâmina de depilação para mulher, de 8,60€ para 9,05€ (+5,23%), o gel de banho, de 17,36 € para 18,02€ (+3,8%) e a pasta de dentes, de 6,64€ para 6,85€ (+ 3,16%).

As únicas descidas de preço identificadas pelo KuantoKusta foram no protetor solar, de 22,08€ para 21,13€ (-3,80%), e na máscara para o cabelo, de 19,50€ para 19,47€ (-0,15%). Além disso, o desodorizante para homem manteve o preço de 10,60€.

“Verificamos que, na reta final do ano de 2022 e início de 2023, houve uma oscilação global dos preços. No cabaz em análise, a tendência foi de subida na generalidade dos produtos analisados. Ainda que sejam valores baixos, quando analisados em conjunto representam um peso adicional para as famílias portuguesas”, explica Ricardo Pereira, diretor de marketing do KuantoKusta.

Apesar do recuo na inflação registado em dezembro, o mesmo responsável alerta os consumidores para que estejam atentos aos preços e promoções praticados pelas lojas, já que os frequentes aumentos do último ano baralharam a perceção dos preços que os portugueses tinham.

“É importante estar atento às oscilações de preço e comparar para identificar oportunidades de poupança. Em alguns casos, vale a pena comprar em quantidades, como por exemplo nas rações para animais: normalmente as embalagens maiores apresentam um preço por quilo mais baixo”, destaca Ricardo Pereira

Produtos para bebés com descida marginal de preço (-0,29%)

O KuantoKusta analisou, ainda, um cabaz de produtos para cuidados de higiene e alimentação para bebés (0-1 anos), tendo sido comparados os preços de 12 artigos no período entre 21 de dezembro e 4 de janeiro.

Esta seleção de produtos custava 144,64€ a 4 de janeiro, uma descida de apenas 0,42€ (-0,29%) relativamente aos 145,06€ que o mesmo cabaz custava a 21 de dezembro.

As maiores descidas de preços verificaram-se no creme hidratante (-7,96%), nas toalhitas (-3,19%) e no creme lavante (-2,09%), e em sentido inverso, destacaram-se as subidas de preço no iogurte (+11,19%), na escova e pasta de dentes (+8,97%) e nas chupetas (+2,61%).

O comprador de preços revela, ainda, que, quando comparado com os preços praticados a 30 de outubro, o cabaz está 0,39% mais caro.

“Apesar de verificarmos, em janeiro, que muitas marcas e retalhistas estão a fazer campanhas dedicadas a produtos para bebés e puericultura, o peso destas é pouco expressivo no cabaz analisado e no total gasto pelos consumidores, pelo que é importante estar atento ao histórico de preços e procurar as oportunidades mais baratas, que nem sempre estão alinhadas com os descontos prometidos pelas lojas”, alerta Ricardo Pereira.

Para o cabaz referido foram selecionados artigos de elevada procura: fraldas, toalhitas, chupetas, creme muda fraldas, estojo de higiene, leite lactente, papa, iogurte, cremes, escova e pasta de dentes.

Foto: DR.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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