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Sintra: “Museu Fora de Si” arranca com exposição em Belas

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A Câmara Municipal de Sintra apresenta a primeira exposição do projeto “O Museu Fora de Si”. Com curadoria de Victor dos Reis, “Bestiário” estará em exibição de 11 de novembro a 26 de fevereiro 2023, na Quinta Nova da Assunção, em Belas.

Bestiário é a primeira de exposição d’O Museu Fora de Si, destinado a mostrar obras da Coleção Municipal de Arte e das restantes coleções artísticas e científicas do Município de Sintra em diferentes locais do concelho e em espaços inusitados num conceito inovador e focado numa política de descentralização.

Nesta primeira fase, o projeto concretizar-se através de três exposições a realizar em 2022 e 2023 em lugares e espaços diferentes. Cada exposição será ao mesmo tempo singular e parte de um todo maior.

A singularidade será procurada num diálogo entre o lugar geográfico, o espaço arquitetónico onde a exposição se realiza e as obras que integram a Coleção Municipal de Arte. Em conjunto (locais, espaços e obras) procurarão contar uma história, iluminar determinadas relações ou, tão somente, chamar a atenção para a recorrência, variação e metamorfose de certas formas, temas ou ideias visuais.

Ao mesmo tempo, a escolha do local e do espaço conduzirá à escolha de um conjunto de escolas e bibliotecas, situadas nas áreas geográficas onde decorrerão as exposições, estendendo até elas as obras selecionadas e, por via desta proximidade, propondo um envolvimento mais direto com as exposições e com os seus conteúdos, conceitos, ideias e imagens.

A exposição Bestiário, como o nome indica, é constituída por obras da Coleção Municipal de Arte e das restantes coleções artísticas e científicas do Município que, direta ou indiretamente, representam, registam ou evocam animais reais ou imaginários, que existem hoje ou que, extintos, sabemos terem existido no passado.

Nesse sentido, a exposição, entendida como uma narrativa visual de caráter ficcional, constrói uma espécie de bestiário sintrense – não porque se refira a um conjunto de animais expressamente relacionados com Sintra, mas porque ficciona a própria ideia de bestiário a partir de uma seleção muito alargada e diversificada de imagens de animais que, de forma tanto propositada como acidental, convivem hoje nas coleções municipais. 

A exposição decorrerá na Adega da Quinta Nova da Assunção, em Belas, com uma área de cerca 250 metros quadrados, cuja construção foi iniciada em 1860 por José Maria da Silva Rego.

O tema escolhido para esta primeira exposição relaciona-se com um dos motivos principais da vasta decoração azulejar, da autoria de Luís António Ferreira (conhecido por Ferreira das Tabuletas), dos muros, tanques, mirantes, pavilhões, casas de fresco e lagos do parque da Quinta (e até da pintura de paredes e tetos das salas do seu palacete): a representação híbrida de vistas, personagens e animais de paragens longínquas – ora na Europa, ora no Extremo Oriente, ora na América do Sul.

A exposição Bestiário será constituída por 102 obras, das quais 5 são mostradas em 4 escolas (Escola E.B. 2,3 Ruy Belo, Escola Secundária Miguel Torga, Escola Secundária Padre Alberto Neto, Escola Secundária Stuart Carvalhais) e na Biblioteca Ruy Belo. 

Integra obras de Paula Rego, de Susan Norrie, representante da Austrália na Bienal de Veneza de 2007, de Cruzeiro Seixas, de Camila Loureiro, de Cristina Reis, de Pedro Proença, de Fátima Mendonça, de Eva Armisén, de Isabelle Faria e de Nuno Viegas, entre outros artistas da Coleção Municipal de Arte de Sintra.

A estas, juntam-se obras de Tomás Leal da Câmara, da Casa-Museu de Leal da Câmara, de Artur Anjos Teixeira e de Pedro Anjos Teixeira, do Museu Anjos Teixeira, bem como peças das coleções do Museu de História Natural de Sintra e do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas. 

Imagem: DR.

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Município de Barcelos distinguido como “Autarquia Familiarmente Responsável” e “Autarquia Amiga das Famílias”

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O Município de Barcelos foi distinguido, uma vez mais, como “Autarquia + Familiarmente Responsável 2022”, uma nomeação atribuída pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis. O vereador António Ribeiro, do pelouro da Ação Social, recebeu a bandeira que assinala esta distinção, em representação da autarquia, numa cerimónia que decorreu, na tarde de anteontem (26), no Auditório da Fundação FEFAL, na cidade de Coimbra. 

Segundo António Ribeiro, estas distinções reconhecem as boas-práticas no âmbito das políticas familiares dos municípios e, no caso de Barcelos, foram atribuídas pelo trabalho da Câmara Municipal, enquanto entidade empregadora, na adoção de medidas que facilitam a conciliação da vida familiar e laboral dos seus trabalhadores.

Nesse sentido, o reconhecimento pelo trabalho efetuado levou a que a Câmara de Barcelos tenha sido distinguida com a “Bandeira com Palma”, por ter recebido o prémio três ou mais anos consecutivos. Entretanto, além desse prémio, e, pela primeira vez, o Município de Barcelos recebeu, adicionalmente, o certificado de “Autarquia Amiga das Famílias”, após ter aderido à Rede Europeia de Autarquias Amigas da Família, que agrega 80 municípios de oito países.

Recorde-se que o Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, em parceira com Instituto da Segurança Social. Tem como principais objetivos acompanhar, galardoar e divulgar as melhores práticas das autarquias portuguesas em matéria de responsabilidade familiar.  

Foto: CMB.                                                                                         

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CNA repudia decisão do Governo de extinguir Secretaria de Estado da Agricultura: “é mais uma peça do desmantelamento do Ministério”

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A CNA – Confederação Nacional da Agricultura “repudia, veementemente, a extinção da Secretaria de Estado da Agricultura e exige a revogação desta decisão o mais urgentemente possível”.

“Acabar com a Secretaria de Estado da Agricultura, para além de que revela de evidente desvalorização de um setor central na economia nacional e na ocupação do território, é dar mais uma machadada no Ministério da Agricultura, que, assim, se vai paulatinamente extinguindo, o que constitui um erro gravíssimo com consequências desastrosas para os agricultores e para o país”, acusa.

Com esta decisão, o Ministério da Agricultura, “mais uma vez, perde capacidade de intervenção e coordenação política e técnica, numa altura em que os agricultores passam por enormes dificuldades, com quebras brutais de rendimentos (mais de 11%, segundo o INE), e quando se inicia a aplicação do PEPAC (Plano Estratégico Nacional da Política Agrícola Comum), que inclui mais exigências e penalizações para os pequenos produtores”, continua.

A Secretaria de Estado da Agricultura “não é uma mera ‘pasta’ no papel, faz falta aos Agricultores e ao país”, e a CNA não compreende o que mudou para que, “no espaço de três semanas, sem qualquer consulta aos representantes do setor ou debate na sociedade portuguesa, o Governo tenha deixado de considerar necessária a sua existência. E as desculpas entretanto apresentadas pelo Governo, além de não convencerem, só confirmam que não há intenção de voltar atrás”.

“Estamos perante uma queda em dominó, depois da transferência de competências (que na prática as liquida) das Direções Regionais de Agricultura e Pescas para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional”, alerta.

“Repudiamos mais este passo na destruição do tecido produtivo que alimenta a população”, afirma a CNA.

A CNA reafirma que o setor agrícola e o País “precisam de um Ministério da Agricultura forte e operativo, incluindo as áreas das Florestas e do Desenvolvimento Rural, e capaz de dar as respostas necessárias aos agricultores, e isso só se faz, também, com uma Secretaria de Estado para a Agricultura”

A CNA reafirma, ainda, que, “a par da existência de um Ministério da Agricultura forte e operativo, próximo dos agricultores, é preciso mudar de políticas para o sector agroflorestal e para o Mundo Rural, de forma a dar resposta aos desafios que os agricultores estão hoje a enfrentar”.

Foto: DR.

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Anadia prorroga transferência de competências no domínio da ação social

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A Câmara Municipal de Anadia deliberou, por unanimidade, na reunião de executivo realizada esta quinta-feira, 26 de janeiro, propor à Assembleia Municipal a prorrogação do prazo de transferência de competências no domínio da Ação Social até ao mês de abril, uma vez que não se encontram reunidas as condições necessárias ao exercício das referidas competências.

A presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, considera que o Decreto-Lei nº 55/2020 “continua a suscitar dúvidas relativamente às matérias a transferir, existindo uma ausência de clareza quanto à sua operacionalização, necessária para que o Município possa avaliar as implicações financeiras, humanas e organizacionais”. Daí que, no seu entendimento, “não se encontrem reunidas as condições para que o Município de Anadia, responsavelmente e na defesa dos interesses da autarquia e das populações, possa assumir as competências que se pretendem transferir com o mencionado diploma legal”.

A proposta aprovada vai agora ser enviada à Assembleia Municipal de Anadia, para análise e votação, em sessão que deverá realizar-se no decorrer do próximo mês de fevereiro. A decisão será, posteriormente comunicada à Direção Geral das Autarquias Locais.

Foto: CMA.

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