Atualidade
Pingo Doce promove “Limpeza do fundo do Mar” na Praia da Torre, em Oeiras
Programa vai contar também com um conjunto de ações no areal, que pretendem sensibilizar a comunidade para a importância da conservação do oceano e da biodiversidade marinha
A Praia da Torre, em Oeiras, recebe, esta sexta-feira, 29 de julho, uma ação de “Limpeza do fundo do Mar”, iniciativa pioneira em Portugal e promovida pelo Pingo Doce, através do seu programa Amar o Mar, em parceria com a Sailors for the Sea Portugal. Esta ação será levada a cabo por um grupo de mergulhadores certificados, que irão realizar a recolha de resíduos e detritos depositados nas águas desta praia, com o objetivo de combater a poluição marinha e de sensibilizar para a importância da conservação do Oceano.
Em paralelo, de modo a envolver os veraneantes, famílias, alunos das escolas da região e praticantes de desportos aquáticos, irão decorrer durante todo o dia diversas atividades no areal da praia, dedicadas à literacia dos oceanos. Os participantes terão a oportunidade de aprender mais sobre as problemáticas do lixo e resíduos que acabam no oceano e sobre como podem adotar hábitos e comportamentos mais responsáveis e sustentáveis para contribuírem para a sua mitigação. Além disso, existirão várias surpresas reservadas para os mais novos.
A iniciativa “Limpeza do fundo do Mar” vai percorrer um total de 10 praias portuguesas, de norte a sul do país e, em todas as ações, o lixo e resíduos recolhidos serão contabilizados e os seus dados introduzidos na plataforma internacional Clean Swell da Ocean Conservancy e na plataforma do Project Aware, de forma a caracterizar esses mesmos resíduos e a contribuir para a construção de dados científicos nacionais na área dos resíduos dispersos no meio ambiente.
A praia de São Torpes, em Sines, será, já este domingo (31 de julho), a próxima paragem da ação do Pingo Doce e da Sailors for the Sea Portugal, que passou já por Leça da Palmeira, Figueira da Foz e Nazaré. No início de agosto, a iniciativa ruma até várias praias do Algarve.
Sobre o programa Amar o Mar:
Amar o Mar é um programa promovido pelo Pingo Doce, que assume um conjunto de compromissos com base na Política Ambiental e Política de Compras Sustentáveis, com o objetivo de contribuir para a preservação das espécies marinhas e dos oceanos
Sobre a Sailors for the Sea Portugal:
A Sailors for the Sea foi fundada em 2004 por David Rockefeller Jr. e David Treadway nos Estados Unidos. David Rockefeller Jr., sempre idealizou o fenómeno da sustentabilidade do Oceano e, como tal, lançou o desafio além-mar, primeiramente ao Japão, em 2012, e posteriormente convidando Portugal – Cascais, em 2014, como o porto de abrigo seguinte. Desde a sua fundação, a Sailors for the Sea Portugal tem como missão a educação para a sustentabilidade do Oceano através da aplicação de três programas-chave: O programa KELP – Kids Environmental Lessons Plan, com dezenas de atividades e jogos com base na literacia do oceano, ações de voluntariado ambiental. Programa de certificação ambiental Clean Regattas, com a certificação para a sustentabilidade de eventos náuticos, junto de Cubes Náuticos e grades eventos, Conta, ainda, com a divulgação do livro infantil ‘A Garrafa Mágica’, escrito pela autora Sara Rodi e utilizado em centenas de escola, estando no Plano Nacional de Leitura. Desde 2014, a Sailors for the Sea Portugal já sensibilizou mais de 15.000 crianças em várias escolas e movimentos jovens em Portugal. Através de ações de limpeza costeira, já envolveu mais de 1100 voluntários e recolheu toneladas de lixo marinho. Mais do que limpar, procura alertar para a urgência em alterar hábitos do dia a dia que estão a prejudicar o Oceano. Complementarmente, dinamiza palestras e talks sobre vários assuntos relacionados com a sustentabilidade dos Mares e Oceano. Mais informação no site da Sailors for the Sea Portugal e nas redes sociais: Facebook, Instagram e LinkedIn.
Foto: DR.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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