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Ordem dos Psicólogos Portugueses revela os vencedores do Selo Comunidades Pró-Envelhecimento

Distinção tem como objetivo reconhecer e distinguir as comunidades portuguesas com um forte e efetivo compromisso com a promoção do envelhecimento saudável e bem-sucedido ao longo de todo o ciclo de vida

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A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) entregou esta sexta-feira, 14 de abril, na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, os Selos Comunidades Pró-Envelhecimento.

“A entrega deste Selo tem, por um lado, o objetivo de reconhecer as boas práticas e proporcionar momentos de reflexão. Por outro lado, também dissemina as boas práticas para que, noutros locais, outros as possam aproveitar e desenvolver”, afirmou o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses Francisco Miranda Rodrigues.

O secretário de estado da Segurança Social Gabriel Bastos frisou que “a sociedade deve aproveitar os cidadãos mais seniores para se desenvolver”. Destacou, ainda, “a importância das autarquias de, em função das especificidades dos territórios, poderem adotar medidas que melhor respondem à realidade desses territórios”.  

Os Selos Comunidades Pró-Envelhecimento pretendem reconhecer e distinguir as comunidades portuguesas cujas políticas, programas, planos estratégicos e práticas demonstrem um compromisso forte e efetivo com a promoção do envelhecimento saudável e bem-sucedido ao longo de todo o ciclo de vida. 

72 Juntas de Freguesia ou Câmaras Municipais receberam, nesta edição de 2023, o Selo Comunidades Pró-Envelhecimento. Foram avaliadas pelas suas políticas, programas, planos estratégicos e práticas relativos à promoção do envelhecimento saudável e bem-sucedido ao longo de todo o ciclo de vida.  

“Esta iniciativa é um contributo da OPP para a sustentabilidade dos sistemas social e económico, através do investimento no enorme e rico capital humano que Portugal possui. O objetivo último é a construção de uma sociedade coesa, equitativa, inclusiva, saudável e segura, que promova o bem-estar e a contribuição cívica de todos os cidadãos, durante todos os momentos do ciclo de vida”, sublinha.

Lista dos vencedores:
Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha
Câmara Municipal de Alfândega da Fé
Câmara Municipal de Alijó
Câmara Municipal de Aljustrel
Câmara Municipal da Amadora
Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
Câmara Municipal de Arouca
Câmara Municipal de Avis
Câmara Municipal de Baião
Câmara Municipal de Barcelos
Câmara Municipal de Boticas
Câmara Municipal das Caldas da Rainha
Camara Municipal de Castro Verde
Câmara Municipal da Chamusca
Câmara Municipal de Celorico da Beira
Câmara Municipal de Coruche
Câmara Municipal de Estarreja
Câmara Municipal de Gavião
Câmara Municipal de Ílhavo
Câmara Municipal de Lagoa (Algarve)
Câmara Municipal de Machico
Câmara Municipal de Mafra
Câmara Municipal de Mangualde
Câmara Municipal de Mealhada
Câmara Municipal de Monção
Câmara Municipal de Mora
Câmara Municipal de Ovar
Câmara Municipal de Paços de Ferreira
Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra
Câmara Municipal de Penafiel
Câmara Municipal de Ponte de Sor
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz
Câmara Municipal de Rio Maior
Câmara Municipal de Sabrosa
Câmara Municipal de São Brás de Alportel
Câmara Municipal de São João da Pesqueira
Câmara Municipal de São Roque do Pico
Câmara Municipal de Tábua
Câmara Municipal da Trofa
Câmara Municipal de Valongo
Câmara Municipal de Viseu
Câmara Municipal de Vouzela
Junta de Freguesia da Guarda
Junta de Freguesia de Alcântara
Junta de Freguesia de Benfica
Junta de Freguesia de Cacia
Junta de Freguesia de Estrela
Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó
Junta de Freguesia de Rio Tinto
Junta de Freguesia de Ronfe
Junta de Freguesia de S. Pedro Fins, Concelho da Maia
Junta de Freguesia de Santa Clara
Junta de Freguesia de Santo António
Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica
Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho
Município de Faro
Município de Grândola
Município de Monchique
Município de Óbidos
Município de Oleiros
Município de Pombal
Município de Redondo
Município de Soure
Município de Torres Vedras
Município de Vila Nova de Famalicão
Município de Vila Pouca de Aguiar
União das Freguesias de Queluz e Belas
União das Freguesias de Santa Marinha e São Martinho
União das Freguesias de Carcavelos e Parede
União de Freguesias Cascais e Estoril
União de Freguesias de Pedroso e Seixezelo

Foto: OPP.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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