Atualidade
Montijo: Dois detidos por tráfico de estupefaciente
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão de Investigação Criminal, no âmbito de um inquérito a decorrer nos seus termos no DCIAP de Lisboa, conseguiu identificar e deter os principais suspeitos de uma rede de tráfico de estupefaciente com ligações a Espanha.
A investigação teve o seu início em meados de 2018 e permitiu identificar um conjunto de suspeitos que eram abastecidos por produto proveniente do país vizinho. Esta organização criminal contava com uma cadeia de distribuição do produto estupefaciente por vários locais da grande Lisboa, mais concretamente na zona de Cascais, Mafra, Montijo, Loures e na própria cidade de Lisboa e, através da investigação, foi possível perceber que, após ser entregue aos suspeitos em Portugal, o estupefaciente era escoado rapidamente por canais de venda “grossista” e também diretamente ao consumidor final.
Já com informação consolidada, no dia 8 de novembro de 2021, na zona do Montijo, foi possível proceder à detenção em flagrante delito de dois homem de 37 e 45 anos de idade, no momento em que estavam a transacionar quantidades avultadas de haxixe.
No decurso desta detenção, foram apreendidas: 131.900 doses de haxixe; 2 Viaturas; e 5 Telemóveis.
Os suspeitos tinham, ainda, na sua posse a quantia de 400 euros, dinheiro relacionado com a referida atividade ilícita, que foi igualmente apreendido tendo-se apurado que um dos detidos já se encontrava referenciado pela PSP pela prática do mesmo tipo de crime.
Os detidos foram constituídos arguidos e sujeitos a Termo de Identidade e Residência, tendo sido presentes em Tribunal, para primeiro interrogatório de arguido detido, sendo-lhes aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Posteriormente, e continuando as diligências investigatórias, foi possível dar cumprimento a seis mandados de busca domiciliária e um mandado de busca não domiciliária, nas residências dos suspeitos que operavam exclusivamente em território nacional, logrando a detenção de quatro homens com idades compreendidas entre os 35 e os 60 anos.
No âmbito da operação planeada para dar cumprimento a estes mandados de busca foram apreendidos: 10.882 doses individuais de haxixe; 2,3 doses individuais de heroína; 446,2 doses individuais de cocaína; 0,69 gramas de Liamba; 146 munições de diversos calibres; 1 espingarda; 1 pistola de alarme; 1 arma branca; 5 telefones; várias balanças e material de corte; e 690 euros em numerário, oriundo desta atividade ilícita.
No conjunto dos dois momentos desta operação de investigação criminal, a três dos detidos foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva e os restantes três detidos ficaram com apresentações nas esquadras das suas residências.
“A Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, tem vindo a desenvolver incontáveis operações de investigação criminal que culminam no desmembramento de redes de narcotráfico na zona da grande Lisboa”, refere a força policial em nota.
“Espera-se que com esta intervenção, se consiga refrear e aplacar o ímpeto criminoso de outros suspeitos que desenvolvem de forma ativa o tráfico de droga, conseguindo, em paralelo, reforçar os índices de segurança da população contígua aos locais conotados com a venda de estupefacientes”, conclui.
Ocorrências do Comando Metropolitano de Lisboa
A 4ª Divisão Policial, no dia 24 de novembro, pelas 19h15, procedeu à detenção de dois homens de 17 e 49 anos de idade, por serem suspeitos da prática do crime de tráfico de estupefaciente.
Os suspeitos atuavam de forma concertada, sendo ambos referenciados pela prática de tráfico de estupefaciente e foram intercetados na posse de 492 doses de heroína, 278 doses de cocaína e 157 doses de haxixe, produto que foi apreendido bem como dois telemóveis.
A proatividade policial, aliada ao conhecimento das práticas criminais, permitiu perceber a dinâmica de atuação dos suspeitos, conduzindo à interceção do grupo.
Os detidos foram presentes no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de apresentações diárias.
A Divisão Policial de Cascais, no dia 25 de novembro, pelas 07h30, no Estoril, procedeu à detenção de um homem de 61 anos de idade para condução ao Estabelecimento Prisional de Lisboa, a fim de aguardar os ulteriores termos do processo sujeito à medida de coação de prisão preventiva por suspeita da prática de um crime de tráfico de estupefacientes, facto praticado em 2019.
A detenção decorreu no âmbito de investigação relacionada com a prática do crime de tráfico de estupefacientes e na sequência de Mandado de Detenção, emitido pela Autoridade Judiciária. De referir que o homem já havia sido detido em flagrante delito pelo crime de tráfico de estupefacientes em novembro de 2020, tendo na altura ficado sujeito à medida de coação de apresentações periódicas. Porém, tendo em conta a prova entretanto reunida e carreada para os autos, que indiciava a continuação da atividade criminosa, foi promovida a revisão da sua atual medida de coação para a mais gravosa – prisão preventiva.
Por fim, a 3ª Divisão Policial, no dia 23 de novembro, na freguesia de Benfica, em Lisboa, procedeu à detenção de um homem por ser suspeito da prática do crime de tráfico de estupefaciente.
Pelas 14h45, os Polícias que estavam empenhados numa operação de fiscalização rodoviária, procederam à abordagem de um motociclo e seu condutor. Durante a fiscalização, foi possível perceber que o condutor se encontrava bastante inquieto, tendo, por isso, sido questionado se teria na sua posse algo ilícito, ao que o mesmo respondeu afirmativamente, retirando do bolso um saco de liamba. Por existirem fundadas suspeitas que o indivíduo poderia ter na sua posse mais produto estupefaciente, foi efetuada uma revista à sua pessoa, seguida de uma busca ao motociclo, tendo sido encontrado mais produto estupefaciente.
Como resultado desta ação, foram apreendidas 109,02 doses de liamba, 63,90 doses de haxixe, 25,5 doses de ecstasy, 3538,50 Euros em numerário, um motociclo e dois telemóveis.
O indivíduo em causa foi detido e presente no DIAP para ser ouvido em 1º interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
Foto: PSP.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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