Atualidade
Luta pelos títulos máximos do surf português continua no Allianz Ribeira Grande Pro
A 1ª divisão do surf nacional está de volta aos Açores para disputar o Allianz Ribeira Grande Pro, 4ª e penúltima etapa da Liga MEO Surf, que se realiza de 23 a 25 de junho, na Ribeira Grande, em São Miguel – Açores. Depois do aguardado regresso dos melhores surfistas portugueses às ondas açorianas em 2022, algo que já não acontecia desde 2009, esta será mais uma boa oportunidade de se assistir a surf de alto nível num dos locais mais paradisíacos de Portugal.
Alexandre Gaudêncio, Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, sublinha que a “Ribeira Grande é a capital do Surf. O Município da Ribeira Grande dá as boas-vindas a todos aqueles que praticam a modalidade, seja por lazer seja por desporto ao mais alto nível, mostrando, através das infraestruturas e meios disponibilizados nas zonas balneares e surf spots, que o surf, mas também a ligação ao mar, e a intransigente defesa do seu uso de forma sustentável, em plena harmonia, são o maior cartaz que o concelho oferece, permitindo que muitos mais usufruam do mesmo, hoje e no futuro.”
Quem vai chegar altamente moralizado à praia do Areal de Santa Bárbara é Joaquim Chaves. O jovem surfista de 19 anos venceu a última etapa da Liga MEO Surf e foi finalista na etapa anterior. A expetativa de manter a consistência e regressar a um local que adora alimentam fortemente a sua motivação.
Joaquim Chaves, atual top 5 do ranking masculino da Liga MEO Surf, salienta que “os Açores são um sítio lindo! Tenho ótimas lembranças daquelas praias onde já fiz bons resultados nas competições juniores. Gosto muito daquelas ondas porque têm imensa força. Agora vou ter de parar novamente uma semana por causa da lesão no joelho e fazer fisioterapia. Só vou treinar alguns dias antes da prova começar. Não vou estar focado no resultado, mas no momento presente, onda a onda, heat a heat. Esse vai ser o meu mindset em vez de estar a fazer contas de cabeça sobre o título nacional que sei que pode ser uma possibilidade este ano.”
Já do lado feminino, a campeã nacional de 2016 e 2017, Carolina Mendes, venceu a etapa anterior, ascendendo ao 3º lugar do ranking da Liga MEO Surf, intrometendo-se na luta pelo título nacional que estava até então a ser dominada por Francisca Veselko e Gabriela Dinis.
Carolina Mendes, atual top 3 do ranking feminino da Liga MEO Surf, realça que “ganhar na Ericeira era um dos meus objetivos. É uma onda que gosto e onde já venci várias vezes. Para os Açores o objetivo é o mesmo: ganhar! Quero fazer bons heats e mostrar bom nível de surf. As ondas da Ribeira Grande, por vezes, são difíceis e imprevisíveis e podem mudar a qualquer momento. Já lá competi diversas vezes em provas internacionais e quero muito brilhar ali. Com a minha vitória na Ericeira, a disputa pelo título nacional ficou mais renhida e isso traz mais espetáculo e emoção. Se conquistar o terceiro título nacional no final do ano, será muito bem-vindo. E também poder ganhar novamente a Allianz Triple Crown traz uma motivação extra.”
Para além do destaque para Joaquim e Carolina, importar ter em conta que Vasco Ribeiro, campeão nacional cinco vezes nos anos de 2011, 2012, 2014, 2017 e 2021, e Francisca Veselko, campeã nacional em 2021, vão envergar o estatuto de licra amarela da Go Chill, na qualidade de líderes do ranking nacional da 1ª divisão do surf português. No caso de Francisca, esta segue, a par e passo, com Gabriela Dinis, dada a igualdade pontual que vem prevalecendo desde a 2ª etapa da Liga MEO Surf 2023.
Historial de vencedores do Allianz Ribeira Grande Pro:
2022 – Frederico Morais e Teresa Bonvalot
2009 – Frederico Morais e Francisca Santos
2008 – Eduardo Fernandes e Carina Duarte
Allianz Ribeira Grande Pro 2022 em números:
– Campeões da etapa: Frederico Morais e Teresa Bonvalot;
– 1214 ondas surfadas por 79 surfistas inscritos;
– Melhor onda (máximo 10 pontos): 9,75 de Teresa Bonvalot;
– Melhor pontuação (máximo 20 pontos): 18,75 pontos de Teresa Bonvalot
O Allianz Ribeira Grande Pro é, igualmente, a terceira e última etapa da Allianz Triple Crown com a coroação dos vencedores a acontecer nos Açores. Neste momento, o aliciante sub-troféu da Liga MEO Surf é liderado por Afonso Antunes no masculino e por Gabriela Dinis e Carolina Mendes no feminino.
José Francisco, membro do Comité Executivo da Allianz Portugal e Diretor de Transformação e Marketing, refere que “este ano voltamos a ter a final da Allianz Triple Crown na praia da Ribeira Grande, nos Açores. Em 2022, esta etapa da Liga MEO Pro foi um enorme sucesso, não só pelo surf a que se assistiu, como por toda a envolvência de estarmos num dos lugares mais idílicos do território nacional. No próximo fim de semana, voltamos a São Miguel, mais precisamente, à praia de Santa Bárbara – aquela que volta a ser a capital do surf nacional durante os três dias de competição. Estamos muito entusiasmados por voltar e sobretudo para conhecer os próximos campeões da Allianz Triple Crown.”
Historial de vencedores do Allianz Triple Crown (últimos 5 anos):
2022 – Guilherme Fonseca e Teresa Bonvalot
2021 – Vasco Ribeiro e Francisca Veselko
2020 – Afonso Antunes e Teresa Bonvalot
2019 – Miguel Blanco e Teresa Bonvalot
2018 – Gony Zubizarreta e Camilla Kemp
Fantasy Surfer – Façam as vossas escolhas em fantasy.ansurfistas.com
Prémio vencedor da etapa: Relógio Rip Curl Search GPS 2
Prazo de constituição das equipas: hora do Call do primeiro dia de prova
A nível televisivo, o Allianz Ribeira Grande Pro poderá ser acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do MEO, app do MEO – disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.
A Liga MEO Surf 2023 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Joaquim Chaves Saúde, Bom Petisco, Go Chill, Corona, Somersby, Waikiki, Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal da Ribeira Grande e o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf e da Associação Açores Surf e Bodyboard.
Imagem: ANS/Matreno.
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
Atualidade
TSP defende avanço do voto eletrónico remoto e pede que Governo passe das declarações à ação
Em comunicado divulgado à imprensa, a TSP considera que “é hora de passar das palavras aos atos”, depois de vários membros do Governo terem manifestado publicamente apoio à introdução do voto eletrónico remoto para os portugueses residentes no estrangeiro.
A associação recorda que, em janeiro deste ano, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, revelou que esta modalidade de voto estava a ser estudada, posição posteriormente reforçada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, durante as recentes reuniões do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizadas em Lisboa.
Segundo a TSP, estas posições representam um sinal político positivo, sobretudo porque “a TSP tem vindo a pedir a implementação do voto eletrónico remoto desde 2017”. Ainda assim, a associação considera que o processo não pode ficar limitado às intenções políticas.
“Não bastam declarações: é preciso que essa modalidade de voto seja inscrita nas leis eleitorais”, realçou a associação.
Nesse mesmo comunicado, a TSP lembra que vários projetos de lei sobre esta matéria foram apresentados no passado, mas acabaram rejeitados pela Assembleia da República. Agora, entende que existe um contexto parlamentar mais favorável.
“Cremos que, neste momento, haverá, na Assembleia da República, uma maioria de dois terços disponível para aprovar um projeto neste sentido”, referiu, apelando para que “os partidos que concordam com esta mudança apresentem, o quanto antes, uma proposta relativa à introdução do voto digital”.
De igual modo, a associação defende que a introdução do voto eletrónico remoto seja acompanhada por um plano de implementação progressivo e tecnicamente rigoroso, começando por um processo de testes.
“Para que o voto digital seja a ferramenta de participação cívica e política que as comunidades portuguesas aguardam há anos, é necessário um plano realista de implementação que inclua obrigatoriamente um processo de teste”, sustentou.
Na perspetiva da TSP, esse período experimental deverá permitir avaliar e aperfeiçoar sucessivamente o sistema, aproveitando “os estudos já feitos pela Administração Eleitoral e o exemplo das eleições para os franceses no estrangeiro”.
O comunicado frisa ainda que um sistema desta natureza deve ser desenvolvido com especial atenção às questões jurídicas, tecnológicas e operacionais.
“Um sistema desta natureza tem de ser pensado e testado nas suas múltiplas dimensões: legais, de conformidade com as leis portuguesas e dos países onde votarão os portugueses, de comunicações seguras, de segurança informática, de facilidade de utilização, de informação aos eleitores, de controlo efetivo e de transparência”, defende a associação.
“O processo de teste, que não deverá incidir apenas sobre uma amostra limitada, tem de contemplar adequadamente todos estes passos, sem atropelos nem omissões”, referiu, acrescentando que “a TSP não apoia um plano apressado para cumprir calendários”.
A concluir, a associação reafirma que considera este o momento adequado para iniciar a modernização do sistema eleitoral destinado à diáspora portuguesa, mas insiste que a implementação deve privilegiar a segurança, a confiança e a qualidade do processo.
“Acreditamos que chegou a hora do voto digital remoto. Vamos começar já, quanto antes, mas vamos fazê-lo bem. Os portugueses no estrangeiro merecem-no”, concluiu a TSP.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade da Beira Interior cria licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis Inteligentes” para responder aos desafios da transição ecológica e digital
A Universidade da Beira Interior (UBI) vai disponibilizar, já no Concurso Nacional de Acesso
ao Ensino Superior deste ano, a nova licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis
Inteligentes”, um curso com 30 vagas que integra a oferta formativa do Departamento de
Engenharia Civil e pretende responder às necessidades emergentes da transformação digital
e ambiental dos territórios.
Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em
particular com o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, o plano curricular combina
áreas como Engenharia, Ambiente, Urbanismo, Geomática, Ciência de Dados e Inteligência
Artificial.
Ao longo do curso, os estudantes terão contacto com tecnologias como sensores
inteligentes, Internet das Coisas (IoT), Sistemas de Informação Geográfica (SIG), veículos
aéreos não tripulados, modelação digital e ferramentas avançadas de análise de dados,
desenvolvendo competências para monitorizar infraestruturas, apoiar processos de decisão
técnica, aplicar princípios de economia circular e criar respostas para a adaptação às
alterações climáticas.
A licenciatura privilegia também uma componente prática, promovendo o contacto direto
com problemas reais através da colaboração com empresas, autarquias, instituições públicas
e entidades do sistema científico e tecnológico.
Neste sentido, os futuros diplomados poderão exercer funções em áreas como
administração local e regional, empresas municipais, entidades gestoras dos setores da
água, saneamento, resíduos e energia, empresas tecnológicas, consultoras de ambiente,
sustentabilidade, mobilidade, transportes, geomática, planeamento urbano e ciência de
dados, podendo ainda prosseguir estudos em cursos de mestrado.
O novo ciclo de estudos admite candidatos através de diferentes combinações de provas de
ingresso, todas elas tendo por base a disciplina de Matemática B, complementada por uma
das seguintes provas: Biologia e Geologia, Desenho, Economia, Física e Química, Geometria
Descritiva ou Português.
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