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Evento internacional assinala dia do namoro em Vila Franca de Xira com alerta para a segurança online

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A Ciberviolência e defesa de um ambiente online seguro para raparigas e mulheres são os temas do evento bE_SAFE Portugal, que terá lugar no dia 14 de fevereiro, Dia do Namoro, entre as 8h30 e as 13h00, no Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos (Rua 28 de março, Bom Retiro, 2600-053 Vila Franca de Xira).

O programa da sessão integra 2 painéis, em que especialistas em igualdade e direitos humanos vão debater as seguintes questões:

Que equilíbrio existe entre a liberdade online e a prevenção da ciberviolência?

Como pode a educação digital, a conscientização entre pares e a promoção de comunidades online seguras desempenhar um papel vital em todo este processo?

Como podemos prevenir a culpabilização das vítimas, a sua revitimização e traumatização?

Conta, também, com a apresentação dos trabalhos realizados pelas turmas dos 7º e 10º anos da Escola Básica e Secundária Prof. Reynaldo dos Santos, sobre os temas “Crescer com a internet: entre o ser livre e a ciberviolência” e “Dia do namoro com redes sociais seguras.”

Este evento é promovido pela Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM) e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, em parceria com o Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos, no âmbito do Projeto, bE_SAFE – Conscientização sobre a CIBERVIOLÊNCIA e defesa de um ambiente online mais SEGURO para raparigas e mulheres cofinanciado pela União Europeia, através do Programa Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores (CERV).

A Presidente da PpDM realça a importância do projeto. “Acabar com todas as formas de violência, online e offline, que afetam desproporcionalmente as raparigas e as mulheres é um imperativo da sociedade democrática que somos, em Portugal, na Croácia, em Espanha, na União Europeia e no Mundo. Este é, assim, um evento europeu que se associa ao V-DAY, um movimento ativista global para acabar com a violência contra todas as mulheres e raparigas”, destaca Ana Sofia Fernandes.

Para Sandra Ribeiro, Presidente da CIG, a parceria da Comissão neste projeto acontece porque “a ciberviolência não é apenas uma ameaça virtual, mas uma realidade que cruelmente afeta a vida de raparigas e mulheres, minando a sua segurança e bem-estar online e offline” e esta iniciativa vai “certamente contribuir para a alteração legislativa e de políticas públicas tanto nos países que integram a parceria – Portugal, Croácia e Espanha – como também a um nível europeu mais amplo.”

A ciberviolência sexual é um problema social crescente, com impactos a nível individual, social e económico, que atinge jovens e crianças com idades cada vez mais precoces e com particular incidência sobre as raparigas e mulheres. É um problema transversal a todos os países europeus e faz parte do continuum da violência exercida sobre raparigas e mulheres, decorrente da desigualdade estrutural entre mulheres e homens, raparigas e rapazes, pelo que exige toda a nossa atenção.

A violência na sua dimensão digital abrange o que se passa no espaço virtual e/ou é facilitado por meios tecnológicos. As diferentes formas de violência que ocorrem na esfera digital e no mundo físico não se excluem mutuamente e frequentemente sobrepõem-se umas às outras, exacerbando o impacto traumatizante da violência, por vezes ameaçando mesmo a segurança física da vítima.

Resultados do estudo de Faustino, Ventura, Alves e Matos (2022), publicado pela Rede de Jovens para a Igualdade, 517 jovens mulheres inquiridas com idades entre os 18 e os 25 anos revelam:

. 67% das jovens foram vítimas de violência sexual baseada em imagens e 48% destas jovens sofreram mais do que uma forma deste tipo de violência

. 84% das jovens foram vítimas de cyberflashing

. 39% receberam ameaças de partilha de conteúdos íntimos

. 20% das jovens foram vítimas de partilha não consensual de imagens e 18,8% relataram ter sido objeto de fotografias íntimas tiradas sem consentimento

. 5% foram vítimas de upskirting

. 3% viram as suas fotografias serem utilizadas para produzir pornografia deepfake

. 39% dos agressores eram desconhecidos das jovens, mas a maioria (60%) eram jovens ou homens próximos das vítimas: 15% eram anteriores namorados ou parceiros, 13% conhecidos, 13% eram parceiros numa relação sexual e/ou afetiva esporádica, 9,5% amigos e 9,5% namorados ou parceiros.

Foto: DR.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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