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Duas corridas muito disputadas marcam o arranque da temporada do Iberian Historic Endurance

No Algarve Welcome Spring, em Portimão

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Corrida 1: Dia D – De Tomaso vence corrida e Datsun triunfa no Index

No início da tarde de sábado, mais de três dezenas de clássicos de eleição fizeram-se ao asfalto do Autódromo Internacional do Algarve, para disputar a primeira corrida da temporada de 2023 do Iberian Historic Endurance, que teve como vencedor Pedro Bastos Rezende no seu vistoso De Tomaso Pantera.

A qualificação matinal determinou uma ordem da grelha de partida de ‘arregalar o olho’. O impressionante De Tomaso Pantera de Pedro Bastos Rezende e o recém-chegado Ford GT40 de Paulo Lima partilharam a primeira linha da grelha de partida, e logo atrás de si tinham o Shelby Cobra Daytona, do duo franco-belga Brice Pineau/Olivier Muytjens, e o Porsche 911 3.0 RS, de Bruno Santos/Cláudio Vieira, ambos alinhados à frente do Porsche 911 2.8 RS de listas azuis e vermelhas, tripulado por Vasco Nina/Mário Meireles, e do potente “convidado” Shelby Cobra Daytona de Miguel Lobo.

A história da corrida iniciou-se com Pedro Bastos Rezende a perder um lugar no arranque para o Ford GT40 de Paulo Lima, mas rapidamente o piloto do De Tomaso recuperou a dianteira, para passar a gerir a sua vantagem, sem forçar a mecânica do carro preparado pela Garagem Aurora. O experiente piloto de corridas de clássicos e GT rumou a uma vitória destacada, repetindo assim o triunfo obtido no ano passado nesta mesma pista, vencendo entre os H-1976.

Mais animada foi a luta pela segunda posição, com Paulo Lima a manter a vice-liderança até ser ultrapassado pela dupla Brice Pineau/Olivier Muytjens à quarta volta. O Shelby Cobra Daytona manteve o lugar até à paragem nas boxes, onde o Porsche de Bruno Santos/Cláudio Vieira o suplantou, em direção a um merecido segundo lugar.

O terceiro carro a ver a bandeira de xadrez foi o esbelto Alfa Romeo Giulia GTAm que Christian Oldendorff conduziu com mestria para vencer entre os H-1971. O pódio da classe foi preenchido por três Alfa Romeo GTAm, com os alemães Bjorn Ebsen e Volker Hichert a superarem Rafael Cerveira Pinto/Carlos Dias Pedro, que estrearam um novo carro saído das oficinas da RP Motorsport, no duelo pela segunda posição.

Quarto a ver a bandeira de xadrez, Paulo Lima celebrou o triunfo na classe GTP & SC, levando a melhor sobre Paulo Rompante (Alfa Romeo Ti Super) e da dupla João Mira Gomes/Nuno Afoito (Lotus Seven).

Divertidíssimos com a estreia do seu Shelby no Historic Endurance, Brice Pineau/Olivier Muytjens venceram entre os H-1965, à frente dos Lotus Elan do estreante Carlos Oliveira e do regressado Francisco Albuquerque.

Na classe Gentleman Driver Spirit (GDS), Nuno Nunes destacou-se nos treinos cronometrados e manteve a toada na corrida de 50 minutos. O Porsche 911 SWB cortou a linha de meta à frente do carro igual de Michel Mora. Ao volante do seu inabalável Datsun 1200, um carro muito querido no automobilismo português, João Neves subiu ao terceiro lugar do pódio, num dia memorável para o piloto do carro japonês.

Como é tradição, esta primeira corrida da temporada também premiou o primeiro vencedor do ano do Index de Performance, cuja cerimónia de entrega do troféu, um relógio exclusivo da marca da suíça Cuervos Y Sobrinos ao vencedor, se realizou no dia seguinte. O vencedor desta classificação, que não é o primeiro a cortar a linha de meta, mas sim aquele que executa em pista a melhor prestação em função da idade, cilindrada e tipo de carroceria da viatura em que compete, foi ganha pela primeira vez por José Neves e o seu Datsun. Os Lotus Elan de Carlos Alberto Oliveira e Per-Ake Forsval completaram os lugares de honra desta classificação.

Corrida 2: Dia de confirmações

Após o domínio demonstrado na primeira corrida do fim de semana, Pedro Bastos Rezende era, assumidamente, o grande favorito para a segunda corrida do programa, papel que atestou com novo triunfo. Contudo, nem tudo foi tão fácil quanto pareceu. O De Tomaso Pantera acusou problemas no arranque, perdendo cinco posições. Aproveitando a fragilidade momentânea do carro italiano, o Porsche 911 3.0 RS da dupla Cláudio Vieira/Bruno Santos “saltou” para o primeiro lugar, perseguido pelo Porsche 911 2.8 RS de Vasco Nina/Mário Meireles e pelo Ford GT40 de Paulo Lima, que, duas voltas depois, começou a perder terreno para os demais para mais tarde abandonar.

Com as lutas animadas que disputavam à sua frente, Bastos Rezende precisou de apenas três voltas para chegar ao segundo lugar e mais duas para suplantar o Porsche 911 3.0 RS verde preparado pela Garagem Aurora dos então líderes. Todavia, devido uma paragem nas boxes mais longa, o De Tomaso viu-se novamente em segundo lugar, e a ter que recuperar tempo para o primeiro classificado.

Numa corrida em que os três primeiros a terminar a corrida foram carros da categoria H-1976, e todos eles preparados pela Garagem Aurora, o De Tomaso voltou a impor-se com um excelente “sprint” final, superando o Porsche 911 3.0 RS, de Cláudio Vieira/Bruno Santos, e o 911 2.8 RS da AMA Racing Team, dividido por Vasco Nina e Mário Meireles.

Num fim de semana em que Christian Oldendorff teve a sua melhor prestação no Historic Endurance, o piloto germânico cortou a linha de meta atrás dos três primeiros, triunfando, contundentemente, entre os H-1971 com o seu Alfa Romeo GTAm. Isto, num pódio novamente monopolizado pelos carros da marca Arese, onde os alemães Bjorn Ebsen e Volker Hichert terminaram à frente da dupla portuguesa Jorge Santos/Alcides Petiz.

Depois de ter estado envolvido nas lutas dos primeiros lugares, com o devido destaque que o Shelby Cobra Daytona merece, o duo franco-belga Brice Pineau/Olivier Muytjens venceu, destacadamente, nos H-1965, superiorizando-se aos Lotus Elan de Francisco Albuquerque e ao carro idêntico do sueco “P-A” Forsvall.

A corrida dos GDS foi novamente ganha por um Porsche 911 SWB. Desta feira, José Carvalhosa e Piero dal Maso foram os mais fortes, apesar da forte oposição do francês Michel Mora e de Nuno Nunes em carro igual. Por fim, na classe GTP&SC, Paulo Rompante festejou a vitória.

A próxima prova do Historic Endurance decorre nas ruas da cidade francesa de Pau, no fim de semana de 20 e 21 de maio.  Este ano, o regresso aos Pirenéus Atlânticos vai ter ainda mais encanto, assim como um outro formato desportivo. Serão quatro corridas, naquele que promete ser uma justa homenagem às históricas “3 Heures de Pau”.

Foto: RR.

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Câmara de Lisboa reforça investimento em projetos educativos com mais de 950 mil euros

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A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje, em reunião pública, duas propostas que reforçam o investimento municipal em projetos educativos nos próximos dois anos letivos, num montante superior a 950 mil euros.

As medidas aprovadas contemplam a criação do concurso “Escola Acontece”, integrado no Programa de Sucesso Escolar ELEVA-TE, e o reforço da Orquestra Geração Lisboa, duas iniciativas que visam promover o sucesso educativo, a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens da cidade.

“Continuamos a reafirmar a educação como uma das prioridades deste executivo. As propostas hoje aprovadas refletem uma aposta em projetos que complementam o trabalho desenvolvido nas escolas e que contribuem para a construção de percursos educativos mais inclusivos e promotores do sucesso escolar”, afirma o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves.

O concurso “Escola Acontece”, cuja primeira edição decorrerá no ano letivo 2026/2027, destina-se a todas as escolas da rede pública de Lisboa, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário. Através desta iniciativa, a Autarquia pretende apoiar projetos extracurriculares que respondam às necessidades concretas de cada escola, promovendo a autonomia, a criatividade, a inclusão e a participação ativa de alunos, professores, famílias e restantes agentes da comunidade educativa.

Envolvendo um investimento de 618 mil euros, incluindo financiamento comunitário, o concurso abrangerá projetos de áreas distintas, designadamente expressões artísticas, teatro, música, dança, desporto, sustentabilidade, ambiente, ciências, tecnologia, cidadania, saúde e bem-estar, entre outros.

O executivo aprovou igualmente o reforço da Orquestra Geração Lisboa, garantindo a continuidade daquele que é um dos mais relevantes projetos de inclusão social através da música desenvolvido na cidade.

Com um investimento global superior a 339 mil euros para os próximos dois anos letivos (157 mil e 182 mil para 2026/2027 e 2027/2028, respetivamente), o reforço financeiro face a anos anteriores permitirá alargar a abrangência do projeto a cerca de 600 crianças e jovens, reforçando especialmente a inclusão através da expansão da Orquestra de Afetos nos jardins de infância, para crianças dos 3 aos 6 anos.

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Universidade do Algarve conclui obras de eficiência energética no Edifício 1 do Campus de Gambelas

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A Universidade do Algarve realizou um conjunto de intervenções no Edifício 1 do Campus de Gambelas, cujo investimento total foi superior a 1,2 milhões de euros. As diversas empreitadas realizadas com este objetivo encontram-se todas concluídas.
Estas intervenções são financiadas pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central – Apoio à Renovação Energética dos Edifícios da Administração Pública Central, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para tornar o edifício mais eficiente em termos energéticos foram feitas intervenções ao nível do isolamento térmico da cobertura, da substituição de vãos envidraçados, do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e foi instalado um sistema solar fotovoltaico. Além da eficiência energética, as ações levadas a cabo, que se complementam, permitirão melhorar as condições de habitabilidade, conforto, redução de custos e redução de CO2.

É objetivo da Universidade do Algarve implementar medidas que fomentem a sustentabilidade e a eficiência energética, bem como reforçar a produção de energia de fontes renováveis em regime de autoconsumo, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios em causa. Pretende-se que as medidas adotadas possam conduzir, em média, a pelo menos 30% de redução do consumo de energia primária no edifício agora intervencionado.

O edifício em causa foi construído em 1993 e apresentava fragilidades em termos de eficiência energética. As intervenções tiveram como objetivo melhorar o conforto e bem-estar da comunidade académica, designadamente estudantes, investigadores, docentes e funcionários, introduzindo mecanismos que permitirão uma melhor economia e eficiência na utilização de recursos. O edifício tem duas grandes funcionalidades: o ensino e a investigação, tendo para o efeito salas de aulas, gabinetes, salas de reuniões, laboratórios de investigação e um auditório.

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Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas

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O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.

Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.

“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.

Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.

Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.

“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.

O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.

“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.

Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.

Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.

“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.

Ígor Lopes

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