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Atualidade

Sintra recebe OCDE para apresentação do Relatório de Desempenho Ambiental de Portugal

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O Palácio Valenças, em Sintra, foi palco para a apresentação da Revisão do Desempenho Ambiental de Portugal, realizada pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, esta terça-feira.

O evento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, e da diretora de Ambiente da OCDE, Jo Tyndall, que apresentou a avaliação do desempenho ambiental do país na última década.

A cerimónia de abertura esteve a cargo de Basílio Horta, que começou por referir o “privilégio de receber este momento tão importante em Sintra, lugar cuja a Paisagem Cultural é Património da Humanidade elevação que muito nos orgulha, mas que é, também ela, fruto de um trabalho contínuo de equilíbrio entre a inovação, o património e a sustentabilidade”.

O autarca mencionou o contexto atual em que existe um desenvolvimento urbano sem precedentes, “é nas cidades que se encontra a maioria das populações e são estas as responsáveis por cerca de 75% das emissões globais de carbono, sendo natural que haja nas cidades uma preocupação muito grande em termos de politicas ambientais e de desenvolvimento sustentável”, sublinhando que em Sintra “não tem sido exceção”.

Ao nível de financiamento em matéria ambiental, Basílio Horta destacou o “grande conjunto de investimentos não só no território, nomeadamente para a preservação do mesmo e aumento da qualidade de vida da população, mas também, ao nível internacional onde Sintra marca presença em diversos projetos deste âmbito”.

O Município de Sintra faz parte do Pacto dos Autarcas desde 2015, validando recentemente o compromisso de redução das emissões de Co2 para 2030, e subscreveu o Acordo da Cidade Verde e a Declaração de Paris, traduzindo assim o “compromisso municipal em linha com as estratégias europeias e nacionais para a qualidade do ar e da água, o aumento da biodiversidade urbana, o reforço da economia circular e a redução do ruído nas cidades”, concluiu o edil.

Para Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente, Sintra é “uma excelente referência em matéria ambiental. É o segundo maior município do país e tem feito um trabalho extraordinário na área do ambiente e da sustentabilidade”.

No que concerne à Revisão do Desempenho Ambiental, o ministro salientou o “período difícil” em que o relatório foi elaborado, num período pós intervenção da Troika, de pandemia e enfrentando uma recuperação em muitas dimensões do ponto de vista económico, lembrando que é “importante ter em consideração a capacidade que o país teve em compatibilizar algumas políticas ambientais com a salvaguarda do bem-estar dos cidadãos”.

Esta é a quarta Revisão do Desempenho Ambiental (EPR) de Portugal, divulgada hoje pela OCDE, revela um bom desempenho de Portugal em áreas das energias renováveis, emissões de gases com efeito de estufa e qualidade do ar, mas adverte para necessidade de melhoria na valorização de resíduos e economia circular.

De acordo com a análise da OCDE, “a pequena economia de Portugal, baseada em serviços, cresceu de forma constante entre 2013 e 2019”, tendo sido “fortemente atingida pela pandemia por Covid-19, mas tem vindo a recuperar rapidamente desde meados de 2021”.

Neste documento, é possível verificar que o cabaz energético passou “do petróleo e do carvão para gás natural e as energias renováveis”, registando um progresso no que diz respeito às energias renováveis e um bom desempenho na redução das emissões de gases com efeito de estufa e eliminação progressiva do carvão em 2021.

Apesar das reduzidas importâncias dos países envolvidos, a Guerra na Ucrânia também tem impactos no país ao aumentar “os preços da energia e dos alimentos, reduzindo as perspetivas de crescimento económico de Portugal para 2023 e 2024”.

Tal como as revisões de desempenho em 1993, 2001 e 2011, esta revisão analisa o desempenho ambiental no país na última década, num processo que envolveu um diálogo entre Portugal e os países participantes no Grupo de Trabalho da OCDE sobre Desempenho Ambiental.

Este documento apresenta, ainda, 26 recomendações que visam ajudar Portugal a reforçar a coerência das politicas para impulsionar uma recuperação económica ecológica e o progresso no sentido dos seus objetivos de neutralidade carbónica e desenvolvimento sustentável.

No seguimento desta apresentação foi realizado um seminário sobre “Os desafios ambientais das estratégias portuguesas para enfrentar as situações de crise”, com moderação da secretária-geral do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Alexandra Carvalho.

No final da manhã, foi possível assistir às apresentações levadas a cabo por Frédérique Zegel, coordenadora da avaliação de Portugal da OCDE, Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, e Alexandra Aragão, professora na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Foto: CMS.

Açores

RTP reforça colaboração estratégica com o Youtube para o “desenvolvimento de talentos” em Portugal

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A RTP (Rádio e Televisão de Portugal), operador de serviço público de media, e o YouTube estão a reforçar significativamente a sua relação estratégica. Com base num longo historial de cooperação bem-sucedida, as duas organizações estabeleceram um plano detalhado de colaboração para a RTP, concebido para promover a inovação digital, facilitar a descoberta de conteúdos de serviço público de elevada qualidade e capacitar a próxima geração de profissionais dos media em Portugal. Esta colaboração contribui também para o objetivo da RTP de combater a desinformação, facilitando o acesso do público a conteúdos rigorosos e de qualidade.

Este plano estratégico representa um passo proativo da RTP no sentido de aprofundar a sua parceria com o YouTube. Ao tirar o máximo partido das ferramentas disponibilizadas pela plataforma e das melhores práticas, a RTP reforçará a sua capacidade de estabelecer ligação com públicos mais jovens e orientados para o digital, através de quatro pilares fundamentais: desenvolvimento de novos talentos na área da informação, criação de espaços seguros para crianças e jovens, envolvimento das comunidades ligadas ao desporto e apoio ao crescimento das receitas.

A RTP apoiará também a experimentação e a adoção do Likeness ID pelos seus profissionais. Esta ferramenta pioneira do YouTube foi concebida para ajudar criadores, incluindo jornalistas e figuras públicas, a gerir a forma como a inteligência artificial é utilizada para os representar na plataforma, reforçando a proteção contra deepfakes e conteúdos manipulados.

O YouTube constitui uma parceria estratégica para a inovação digital da RTP, oferecendo um ecossistema único de criadores que promove a inovação e uma nova linguagem visual adaptada às audiências da próxima geração. Além disso, proporciona o ambiente ideal para alargar o alcance dos conteúdos de serviço público a todos os ecrãs.

Nicolau Santos, Presidente do Conselho de Administração da RTP, afirmou: “Este é um momento importante para a RTP. A missão de serviço público não se esgota nos canais de televisão e rádio nem nas plataformas digitais próprias. Esta parceria com o YouTube, uma das maiores plataformas de conteúdos a nível mundial, demonstra que a RTP está atenta aos novos hábitos de consumo de conteúdos e disponível para se adaptar a estas novas realidades, com o objetivo de aumentar a sua relevância para todos os públicos, particularmente os mais jovens.”

Pedro Pina, Vice-Presidente, YouTube EMEA, comentou: “A parceria alargada da RTP fornece um modelo claro para os operadores públicos de radiodifusão europeus que procuram construir modelos de negócio sustentáveis. Ao concentrar-se na distribuição e monetização eficientes com o YouTube, a RTP está a chegar a novos públicos onde eles já assistem e a impulsionar um crescimento concreto das receitas para o futuro”.

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Atualidade

PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto

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A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.

Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.

O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.

As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.

A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.

A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.

Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.

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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD

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O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.


A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.


A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.


Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.

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