Atualidade
RF Vagos Open leva o espetáculo da dança desportiva a Vagos
Os moldavos Vladislav Untu e Polina Baryshnikova foram o grande destaque do RF Vagos Open, ao sagrarem-se campeões da Europa de Dança Desportiva na vertente de 10 danças. Esta quinta edição confirmou todo o potencial que se lhe antevia, com beleza, graciosidade e uma componente desportiva de grande qualidade. Para os espanhóis Guillem Pascual e Diandra Aniela Illes foi o título do Open Mundial de Latinas.
Nos dias 16, 17 e 18 de setembro, decorreu, no Pavilhão Municipal Dr. João Rocha, em Vagos a 5ª edição do RF Vagos Open que, no cardápio de provas continha a atração máxima: a realização do Campeonato da Europa de 10 danças e que congregou atletas provenientes de 26 países, sendo que, entre eles, estavam alguns dos melhores pares de dançarinos a nível mundial. A competição foi, mais uma vez, organizada pela Ritmo das Formas – Club de Dança e pelo Município de Vagos. Durante três intensos dias, pares provenientes das mais diversas paragens do mundo, mostraram todo o seu esplendor na pista de dança preparada especificamente para o efeito no Pavilhão Municipal de Vagos que, sobretudo, no sábado se mostrou bem composto de público à espera de ver os seus pares favoritos atuar. E, certamente, não saíram defraudados, uma vez que o espetáculo que em cada “heat” de dança foi colocado pelos atletas foi caracterizado pelo glamour dos intervenientes, pela beleza dos movimentos e pelo ritmo estonteante com que se dançou, horas a fio.
Na sexta-feira, o dia foi dedicado ao Campeonato Aberto Standard, para atletas dos 16 aos 18 anos; ao Open Mundial nas categorias de Sénior II, III e IV na variante de danças Standard e ao Open Mundial Sénior II em danças Latinas. Quer os mais novos, quer os mais velhos, tiveram um desempenho fantástico que abria o apetite para o dia seguinte.
Mas a sexta-feira não terminaria sem que o 5º RF Vagos Open apresentasse a sua primeira grande novidade: a realização, pela primeira vez, do Campeonato Nacional de Breaking, um sucedâneo do conhecido “Break Dance”, que já é modalidade olímpica e cujas batidas bem compassadas da consola do DJ residente permitiram que os jovens em competição proporcionassem movimentos interessantes de dança urbana.
Com a porta de sexta-feira a fechar-se de uma forma prometedora, após um descanso de poucas horas, a competição regressaria no sábado. Já com o início do Campeonato da Europa a pairar, a manhã trouxe ainda o Open Mundial Standard e o 5º Circuito Nacional na variante de Standard e Latinas. Com o início da tarde, veio a tão esperada Cerimónia de Abertura do Campeonato da Europa na variante de 10 Danças.
Esta cerimónia começaria com o hino nacional a ser interpretado pela cantora Sara Silva, ao que seguiu a entrada dos pares que, em representação de 26 países haveriam de competir pouco depois.
Os discursos protocolares estiveram a cargo da Presidente da Federação Portuguesa de Dança Desportiva, Marina Rodrigues, que fez questão de “saudar todos os atletas presentes em Vagos” esperando que eles “dançassem com paixão” e “desfrutassem desta prova em Vagos”. Já o Vice-Presidente da Federação Mundial de Dança Desportiva, o sérvio Nenad Jeftic, fez questão de saudar os atletas e de lhes endereçar as maiores felicidades para a competição. O Presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Regalado, sublinhou “o apoio que o Município de Vagos tem dado à Dança Desportiva, através desta parceria com a Ritmo das Formas na realização deste evento que já vai na sua quinta edição e que está cada vez mais consolidado.”
As expetativas que haviam sido criadas acerca da excelência destes praticantes de Dança Desportiva foi amplamente confirmada pela sua performance, com prestações de enorme beleza estética e desempenho desportivo, que arrebataram salvas de palmas consecutivas do público presente. No cômputo de todas as provas, a dupla coroada veio da Moldávia, composta por Vladislav Untu e Polina Baryshnikova, para gáudio da assistência. Os moldavos superiorizaram-se à concorrência, deixando no segundo lugar o par da Polónia Armand Fazullin/Klaudia Ivanska e no terceiro lugar a dupla dinamarquesa Errol Williamson/Ami Williamson O segundo dia de competição fecharia já depois da meia noite, com um balanço bastante positivo.
O terceiro dia do evento RF Vagos Open foi destinado ao 4º Circuito Nacional de Solos na variante de Solos Standard, Latinas e Grupos e aos Opens Mundiais de Adultos e 16-18 anos em danças Latinas, que foram interpretadas com particular espetacularidade, sendo que, para o meio da tarde, foi guardada uma surpresa muito especial, com uma demonstração de “Pole Dance” (a popularmente conhecida “dança do varão”) que foi promovida pela Associação Portuguesa de Varão Desportivo e que trouxe a Vagos o par que vai representar Portugal no campeonato do Mundo da especialidade, Miguel Areias e Melina Kyiam, após conseguirem a qualificação no campeonato nacional de Pole & Aerial Sports. Este momento surgiu de uma forma tão surpreendente, como arrebatadora. Mas a fatia maior do espetáculo estava reservada para as finais do Open Mundial de danças Latinas com os pares a proporcionarem momentos inesquecíveis. O primeiro lugar do pódio foi para a dupla espanhola Guillem Pascual e Diandra Aniela Illes, deixando os alemães Artur Balandin e Anna Sakura no segundo lugar e o par da República Checa, Thomas Gal e Sabina Karaskova em terceiro lugar. Mais uma vez, os atletas demonstraram toda a sua qualidade e graciosidade, fechando com chave de ouro esta quinta edição do RF Vagos Open.

Fotos: CMV.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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