Economia
Rio de Janeiro é a primeira grande metrópole brasileira a impedir a divulgação de empresas de apostas em espaços públicos
O Município do Rio de Janeiro passou a proibir, a partir do último dia 17 de julho, a publicidade de empresas de apostas desportivas e plataformas de jogos online em todos os espaços publicitários cuja exploração dependa de autorização, licença, permissão ou concessão da autarquia, tornando-se a primeira metrópole brasileira a adotar esta restrição. A medida surge poucos dias depois de o Governo Federal ter reforçado as regras nacionais para a publicidade das chamadas “bets”, impondo novos avisos obrigatórios sobre os riscos do jogo.
O decreto municipal aplica-se a painéis publicitários licenciados, mobiliário urbano, equipamentos e restantes espaços públicos destinados à publicidade sob gestão ou autorização da Câmara Municipal, proibindo a divulgação de marcas, aplicações móveis, sítios eletrónicos, campanhas promocionais, logótipos, mascotes, slogans ou qualquer outro elemento que identifique, direta ou indiretamente, empresas de apostas.
A nova regulamentação estende-se também a eventos patrocinados, contratados ou realizados pelo município, bem como a todos os contratos de concessão, licenças e autorizações relacionados com a exploração de publicidade em bens públicos.
Segundo o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, a decisão pretende impedir que o espaço público seja utilizado para normalizar um comportamento que considera socialmente nocivo.
“As bets são uma praga. A nossa cidade, que é vitrine do país para o mundo, não pode se tornar numa galeria de casas de apostas a céu aberto, como se isso fosse normal, incentivando pessoas de qualquer idade ao vício e ao risco de perderem tudo”, frisou o responsável.
De igual modo, o autarca esclareceu que a medida não pretende limitar a liberdade individual de quem decide apostar, mas sim restringir a estratégia comercial de um setor que tem vindo a ocupar de forma crescente o espaço urbano.
“Essa decisão não é contra quem faz uma aposta por escolha própria. É contra uma indústria que passou a ocupar ruas, avenidas, pontos de autocarro e outros espaços públicos para estimular um comportamento que pode levar ao endividamento e ao vício”, salientou.
Ao justificar a opção do município, Cavaliere comparou ainda a estratégia seguida com as políticas públicas anteriormente adotadas no combate ao tabagismo, defendendo que a limitação da publicidade constitui um instrumento eficaz de prevenção.
Neste sentido, o decreto prevê sanções para as empresas que desrespeitem as novas regras. A publicidade considerada irregular deverá ser removida de imediato, podendo ainda ser suspensas as licenças ou autorizações concedidas pelo município. Em caso de reincidência, essas autorizações poderão ser definitivamente canceladas. As agências de publicidade e as empresas de apostas que utilizem mobiliário urbano ou outros suportes sujeitos a autorização municipal ficam igualmente sujeitas às penalizações previstas, tal como os concessionários que mantenham contratos com a autarquia.
A iniciativa municipal surge numa altura em que o Governo Federal brasileiro tem intensificado a regulação do setor das apostas. Na semana passada, entrou em vigor a obrigatoriedade de todas as campanhas publicitárias de apostas incluírem advertências emitidas em nome do Ministério da Fazenda, alertando para os riscos associados ao jogo, através de mensagens como “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” ou “Aposta não é investimento”.
Além do mais, as novas regras nacionais determinam que estes avisos ocupem pelo menos 10% do espaço publicitário e proíbem conteúdos que apresentem as apostas como forma de rendimento, investimento financeiro, alternativa ao emprego ou solução para dificuldades económicas, bem como campanhas que incentivem apostas impulsivas, prometam ganhos fáceis, sugiram recuperação de perdas anteriores ou sejam dirigidas a crianças e adolescentes.
O Governo do presidente Lula da Silva tem reforçado o combate ao setor das apostas ilegais através também do encerramento de plataformas não autorizadas, do aumento da fiscalização e da introdução de novos mecanismos de tributação destinados, entre outros objetivos, ao financiamento de estruturas de investigação e fiscalização, numa resposta ao crescente número de casos de dependência do jogo e de endividamento das famílias brasileiras.
Atualidade
Suíça recebe 9.ª edição do “Summit Estética” em outubro
A cidade de Genebra, na Suíça, recebe, no dia 11 de outubro, a nona edição do “Summit Estética by Lu Pires”, encontro dedicado à estética, ao empreendedorismo e à liderança. A programação decorrerá entre as 8h e às 22h, nas instalações do Hotel Royal, situado na Rue de Lausanne, na cidade helvética.
De acordo com os seus organizadores, o evento deverá reunir profissionais e empresários de diversos países, como Portugal, Suíça, Brasil e Itália, entre outros, num programa composto por palestras, demonstrações técnicas e momentos de contacto empresarial. Especialistas da área da estética apresentarão procedimentos, tendências e soluções direcionadas para o desenvolvimento profissional e a gestão de negócios.
“A edição de Genebra disponibiliza oportunidades para palestrantes, expositores, patrocinadores e empresas interessadas em divulgar produtos e serviços. Estão previstos espaços de exposição, painéis, materiais promocionais e ações de visibilidade ao longo do congresso”, explicou Lu Pires, empresária responsável pelo evento.
As inscrições e as propostas de participação devem ser formalizadas junto da organização, através do e-mail: summitestetica2023@gmail.com ou pelo seguinte perfil no Instagram: @summitestetica_
“O “Summit Estética by Lu Pires” é um encontro internacional criado para reunir profissionais, empresários, especialistas, palestrantes e marcas em torno de um mesmo propósito: crescer, se posicionar e gerar novas oportunidades de negócio por meio da conexão, do conhecimento e da visibilidade. Mais do que um evento técnico, o “Summit” foi concebido como uma plataforma de aprendizagem, networking, posicionamento e experiência, conectando o universo da estética a uma linguagem mais sofisticada, estratégica e corporativa. Com repercussão internacional e em constante expansão, o evento posiciona-se como um ponto de encontro para quem deseja ir além da atualização profissional e construir uma presença mais forte, mais estratégica e mais relevante dentro do mercado”, finalizou Lu Pires.
Ígor Lopes
Atualidade
Brasil: Mônica Maciel regressa a BH com nova edição da imersão “Destrave Sua Voz”
A especialista brasileira em Comunicação Estratégica e Oratória na Prática, Mônica Maciel, regressa a Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, no próximo dia 23 de agosto, para realizar uma nova edição da imersão “Destrave Sua Voz”. A formação terá lugar no BH Raja Hotel, situado na Av. Raja Gabáglia, 1137, Luxemburgo.
Segundo esta especialista, “a iniciativa destina-se a empresários, empreendedores, profissionais liberais, líderes e pessoas que pretendam vencer o medo de falar em público e desenvolver presença, clareza e autoridade na comunicação”. A proposta, segundo ela, “assenta na combinação entre técnica e prática, com exercícios aplicáveis a apresentações, reuniões, vendas, redes sociais e contextos de liderança”.
Esta será uma nova passagem do projeto por Belo Horizonte, depois da edição realizada na cidade a 26 de julho. O regresso à capital mineira dá continuidade à agenda de Mônica Maciel e amplia o acesso à metodologia desenvolvida pela especialista para profissionais que “procuram melhorar a forma como apresentam ideias, defendem propostas e comunicam o valor do seu trabalho”.
Graduada em Marketing e Gestão de Pessoas pela Universidade Anhanguera, no Brasil, Mônica Maciel é empresária, palestrante internacional e mentora. Ao longo do seu percurso, realizou mais de duas centenas de eventos e palestras e afirma ter alcançado mais de 7.500 empresários, empreendedores e profissionais no Brasil e na Europa através do movimento “Destrave Sua Voz”.
“A metodologia da imersão concentra-se em situações do quotidiano profissional. Entre os eixos trabalhados estão a segurança na exposição pública, a organização das ideias, a presença em palco, a comunicação em reuniões, a gravação de conteúdos para plataformas digitais, o posicionamento profissional e a utilização da voz como instrumento de influência e geração de resultados”, disse à nossa reportagem, sublinhando que “o conhecimento técnico nem sempre é acompanhado pela capacidade de apresentar esse valor ao mercado”.
A especialista considera que dificuldades na comunicação podem limitar oportunidades comerciais, parcerias, vendas e reconhecimento profissional.
A agenda de 2026 integra o processo de expansão do movimento, que já contou com atividades no Brasil e passagens por Portugal e pela Suíça. O trabalho procura ligar “comunicação, empreendedorismo e desenvolvimento profissional, com formações orientadas para diferentes ambientes empresariais e culturais”.
Os interessados em participar na edição de 23 de agosto podem solicitar informações através dos canais oficiais de Mônica Maciel, em www.destravesuavozbh.com.br
Nos próximos meses, Mônica Maciel levará o seu trabalho novamente à Europa, para cidades como Genebra e Milão.
Ígor Lopes
Atualidade
CIM Alto Minho e municípios asseguram financiamento de 383 mil euros para digitalizar património documental da região
A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), em copromoção com os dez municípios da sub-região, viu aprovada pelo Programa Regional NORTE 2030 a candidatura “Memórias Digitais do Alto Minho: Preservação, digitalização e democratização do património documental regional”, que representa um investimento de 383 mil euros, comparticipado em 70% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). A operação permitirá preservar e disponibilizar gratuitamente online um importante conjunto de documentos históricos das bibliotecas municipais do Alto Minho.
Coordenado pela CIM Alto Minho, o projeto prevê a digitalização de mais de 800 títulos, num total estimado de cerca de 298 mil páginas, abrangendo documentação que se estende do século XVI à atualidade, incluindo periódicos antigos, monografias, livros de contas, escrituras, acervos fotográficos e outras publicações de elevado valor patrimonial e histórico. O objetivo passa por salvaguardar este património documental, reduzir o risco de degradação dos originais e democratizar o acesso à informação através da sua disponibilização em ambiente digital.
Além da digitalização dos acervos, a operação contempla o reforço das infraestruturas tecnológicas de preservação digital, a adaptação de sistemas de informação, a criação de um sistema integrado de acesso aos conteúdos através do catálogo coletivo da Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho (RIBAM), bem como ações de comunicação e mediação cultural, entre as quais uma exposição itinerante, um documentário institucional e uma campanha digital de divulgação. Enquanto entidade coordenadora, a CIM Alto Minho assegurará a coordenação técnica e estratégica do projeto, a articulação entre os municípios e a monitorização da sua execução.
Para o presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, “esta aprovação representa um passo decisivo na preservação da memória coletiva do Alto Minho e demonstra a capacidade dos municípios para desenvolverem projetos em rede com impacto regional. Estamos a investir na proteção do nosso património documental, mas também na sua valorização e disponibilização pública, colocando-o ao serviço da investigação, da educação, da cultura e da afirmação da identidade do território.” A candidatura reforça igualmente o papel da RIBAM enquanto estrutura intermunicipal de cooperação, consolidando uma estratégia comum de inovação, transformação digital e valorização do património cultural do Alto Minho.
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