Atualidade
Voleibol: Portuguesas garantem final 4…mas querem mais
A Seleção Nacional de Seniores Femininos voltou a vencer por números expressivos (3-0: 25-9, 25-13 e 25-9) a seleção da Ilhas Faroé e manteve a liderança isolada da Pool B da European Silver League, após o jogo disputado ontem no centro Cultural de Viana do Castelo, Cidade Europeia do Desporto 2023, e arbitrado pelo espanhol Rafael Tabares e pela portuguesa Raquel Portela.
Com este resultado, a seleção orientada por Hugo Silva garantiu o apuramento para a Final Four da Silver League (a disputar na Áustria, nos dias 24 e 25 de junho), mas quer o 1º lugar, objetivo que poderá ser definitivamente concretizado já na próxima quarta-feira, quando as portuguesas defrontarem, em Herceg Novi, a seleção de Montenegro, 2ª classificada na Pool B.
A fase preliminar da European Silver League termina com a viagem (17 de junho) à Geórgia, cuja seleção perdeu anteontem na receção às montenegrinas (0-3: 14-25, 11-25 e 14-25).
Depois de ter vencido as Ilhas Faroé em Torshavn no passado dia 4 de junho, pela margem máxima (3-0: 25-10, 25-11 e 25-8) e em menos de uma hora, Portugal estava consciente da sua superioridade e responsabilidade, pelo que tratou logo de definir o destino do jogo.
A diferença entre as duas seleções era já notória. À entrada para a 4ª jornada, Eliana Durão era a melhor distribuidora, enquanto Júlia Kavalenka era a melhor pontuadora da competição, com Margarida Maia a ocupar o 6º lugar das jogadoras mais concretizadoras. Júlia e Lila encabeçavam as melhores jogadoras no serviço, respetivamente com 11 e 7 ases. Amanda Cavalcanti (8) e Kátia Oliveira (7) eram, respetivamente, as 4ª e 5ª melhores no bloco. No ataque, Júlia ocupava o 2º e Margarida o 8º lugar.
Portugal vs. Ilhas Faroé, 3-0 (25-9, 25-13 e 25-9)
1º Set
Entrada em força das portuguesas, com serviços e ataques agressivos e blocos sólidos a distanciarem a equipa da casa: 5-0, com um bloco de Júlia Kavalenka e um serviço direto de Eliana Durão.
Dois ases de Maria Reis Lopes catapultaram Portugal para uma vantagem significativa (8-1), que se foi avolumando e que Sofia Simonsen (10-4) e Sofia Purkhus tentavam contrariar no ataque (18-9).
Mais dois serviços diretos de Maria Lopes, um ataque de Júlia Kavalenka e dois blocos, de Sara Fernandes e Margarida Maia, sentenciaram o parcial: 25-9.
Destaque para os 8 pontos de Kavalenka e os 6 de Purkhus neste set.
2º Set
Dois serviços diretos de Lila Durão voltaram a pôr a nu as dificuldades sentidas pelas ilhoas na receção (4-0).
A história do primeiro set repetiu-se, com Portugal a somar pontos consecutivos, tanto nas ações ofensivas, como no bloco, edificando cedo uma vantagem significativa, que chegou a ultrapassar a dezena de pontos.
O Selecionador Nacional aproveitou para fazer rodar mais jogadoras, que tiveram igualmente prestações positivas.
Resultado: 25-13, fixado com um ataque de Kátia Oliveira.
3º Set
Boa entrada das Ilhas Faroé, com Sofia Purkhus a faturar no ataque (2-1).
O equilíbrio durou ainda um pouco (3-3, 8-6), mas, depois, as portuguesas aceleraram o ritmo ofensivo e as suas adversárias começaram a somar erros (11-6).
Resultado: 25-9, com um erro no ataque das Ilhas Faroé.
Júlia Kavalenka, com 16 pontos, e Maria Reis Lopes, com 14, foram as melhores pontuadoras, enquanto Sofia Purkhus, com 12 pontos, foi a jogadora mais concretizadora das Ilhas Faroé.
No final do Portugal vs. Ilhas Faroé, o Selecionador Nacional, Hugo Silva, salientou: que “podíamos ter disputado este jogo com uma segunda equipa, mas respeitámos o nosso trabalho e, acima de tudo, respeitámos o nosso adversário. Isto apesar de utilizarmos mais jogadoras do que as habituais titulares. Cumprimos com aquilo que tínhamos de cumprir, que era vencer o jogo, e carimbámos mais uma final, que era uma das nossas metas na competição. Agora, vamos ter um jogo difícil pela frente (em Montenegro), mas no nosso horizonte está sempre a vitória. Depois? Se temos qualidade para estar na Final, então também temos para vencê-la“.
Maria Reis Lopes, autora de 14 pontos, achou “que foi um jogo muito bem conseguido da nossa parte, depois de uma semana de trabalho intensivo. Sabíamos que era um jogo em que tínhamos de entrar com responsabilidade, respeitar o adversário e jogar o nosso melhor para garantirmos uma presença na fase final. Todos esses objetivos foram conseguidos. Agora, é continuar a trabalhar, mas vamos disputar os próximos dois jogos com o objetivo de ganhar e vencer a nossa pool. É muito gratificante podermos representar o nosso País numa final, creio que todas as jogadoras gostariam de ter essa oportunidade e se, no ano passado, a Suécia foi melhor, este ano queremos ser nós a erguer o troféu e assegurar a subida à Golden League“.
Foto: FPV.
Atualidade
Andrea Francomano: a mulher por detrás da espiritualidade entre Brasil e Portugal
Andrea Francomano apresenta-se hoje como uma das vozes brasileiras de maior relevância no campo da “Apometria Sistêmica” e “Mesa Radiônica Acessus”, métodos que desenvolveu a partir de um percurso marcado por estudo, prática terapêutica, espiritualidade e investigação sobre comportamento humano. Natural de São Paulo e residente em São José dos Campos, a terapeuta, escritora e mentora espiritual consolidou presença no Brasil e ampliou a sua atuação na Europa, através de Portugal, onde participou em diversas agendas, incluindo congressos, minicursos e experiências imersivas em Lisboa, Porto e Braga, por exemplo.
Antes dessa visibilidade pública, dos cursos concorridos, das palestras lotadas e dos livros editados, a sua história passou pelos tribunais. Andrea afirma que atuou durante 26 anos como advogada, antes de trocar o Direito pela investigação da consciência humana. A nossa entrevistada resume essa viragem de forma direta: “Troquei os tribunais pela investigação da consciência humana”. Uma frase que ajuda a compreender a mulher por detrás da marca: alguém que transformou perguntas pessoais, dores e estudos em matéria de trabalho, numa área onde espiritualidade, filosofia, autoconhecimento e desenvolvimento humano ocupam o centro da narrativa.
A sua própria definição evita atalhos fáceis. “Sou uma buscadora incansável da verdade, da essência e do propósito que nos conectam com o que realmente somos”, afirmou, acrescentando que “trabalho com consciência, profundidade e transformação, com os pés na Terra e os olhos no invisível”. A construção da sua identidade pública passa por esta tensão entre método e espiritualidade, entre prática e intuição, entre discurso terapêutico e responsabilidade pessoal. No seu campo de atuação, Andrea procura apresentar a espiritualidade não como fuga, mas como ferramenta de leitura de padrões humanos.
A “Apometria Sistêmica” é descrita pela própria como resultado de anos de estudo sobre consciência, comportamento humano, filosofia e espiritualidade. Já a “Mesa Radiônica Acessus” surge como uma ferramenta associada à leitura e reorganização de campos energéticos, dentro de uma abordagem apresentada como estruturada e profissional. Em Portugal, a formação de operadores da “Mesa Radiônica Acessus” reuniu um público interessado em maio deste ano, na Costa da Caparica, com foco em “radiestesia”, “apometria” e “análise de padrões emocionais”. A metodologia utilizada já tinha sido aplicada em mais de seis mil atendimentos, alcançando mais de 700 alunos, com presença em mais de 40 países.
O crescimento de Andrea no Brasil antecedeu a sua passagem por Portugal. A terapeuta concluiu a 13.ª turma da formação em “Apometria Sistêmica”, com 115 alunos, além de manter agenda de atendimentos e participação em podcasts sobre espiritualidade, trauma transgeracional e expansão de consciência. A ida a Portugal marcou uma etapa de internacionalização do seu trabalho, com contacto direto com públicos brasileiros residentes no país, portugueses interessados em práticas integrativas e participantes ligados ao universo do autoconhecimento.
A dimensão autoral da sua trajetória também aparece na forma como Andrea comunica os seus limites. Entre aquilo que valoriza, cita “conversas profundas”, “perguntas difíceis”, “liberdade de pensamento”, “espiritualidade sem dependência” e “autoconhecimento com responsabilidade”. Entre o que rejeita, aponta “dogmas”, “fanatismos”, “respostas prontas para questões complexas”, “fórmulas mágicas para problemas humanos” e “terceirização da responsabilidade pessoal”. O posicionamento ajuda a diferenciar a sua proposta num campo frequentemente atravessado por promessas rápidas. Andrea pretende associar o seu trabalho a “método, discernimento e compromisso com a jornada individual”.
“A transformação começa quando assumimos responsabilidade pela própria jornada”, disse. É nesta ideia que se concentra a força da sua presença pública. Andrea Francomano não se apresenta apenas como criadora de métodos, formadora ou conferencista. Apresenta-se como uma mulher que fez da própria travessia uma linguagem de trabalho, levando ao Brasil, a Portugal e a outros países uma proposta centrada na consciência, na espiritualidade sem dogmas e na responsabilidade como ponto de partida.
Atualidade
Depois de passar pela Europa, especialista leva ao Brasil imersão na comunicação estratégica e oratória prática
A especialista brasileira em Comunicação Estratégica e Oratória na Prática, Mônica Maciel, realiza, no próximo dia 26 de julho, em Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, mais uma edição da imersão “Destrave Sua Voz”, um programa intensivo direcionado a empresários, empreendedores, profissionais liberais, líderes e todos aqueles que pretendem desenvolver competências de comunicação aplicáveis ao contexto profissional. A formação tem como objetivo ajudar os participantes a “vencer o medo de falar em público, fortalecer a presença pessoal e transformar a comunicação numa ferramenta de influência e geração de oportunidades”.
Graduada em Marketing e Gestão de Pessoas pela Universidade Anhanguera, empresária, palestrante internacional e mentora, Mônica consolidou o seu percurso na área da comunicação aplicada aos negócios. Ao longo da carreira já realizou mais de duas centenas de eventos e palestras e afirma ter impactado mais de 7.500 empresários, empreendedores e profissionais no Brasil e na Europa através do movimento “Destrave Sua Voz”, criado para desenvolver uma comunicação mais estratégica, autêntica e orientada para resultados.
Segundo apurámos, a edição de Belo Horizonte aposta numa “metodologia prática, permitindo aos participantes aplicar técnicas de comunicação em situações reais do quotidiano profissional”.
“A programação inclui conteúdos direcionados para apresentações, reuniões, vendas, liderança, gravação de vídeos, redes sociais e posicionamento profissional, procurando desenvolver maior clareza na transmissão de ideias, segurança na exposição pública e capacidade de influenciar diferentes públicos”, disse Mônica Maciel à nossa reportagem.
Ainda de acordo com esta profissional, que tem passagens recentes pela Suíça e Portugal com o seu trabalho, “comunicar bem deixou de ser apenas uma competência complementar para se tornar um fator decisivo no crescimento profissional e empresarial”.
“Muitos profissionais possuem conhecimento técnico e experiência, mas encontram dificuldades em transmitir o verdadeiro valor do seu trabalho, comprometendo oportunidades de negócio, parcerias e reconhecimento no mercado”, reforçou.
Esta especialista defende ainda que a forma como uma pessoa fala, se apresenta e comunica as suas ideias pode “abrir portas, gerar oportunidades e fortalecer a sua marca pessoal”. Por esse motivo, a imersão “procura desenvolver competências como falar com confiança, melhorar a comunicação profissional, destacar-se em reuniões e apresentações, construir uma oratória mais estratégica e aprender a posicionar-se com autoridade”.
Fontes indicam que, durante o evento em Belo Horizonte, será ainda promovido um sorteio especial que permitirá a dois participantes terem acesso à Mentoria Flash Exclusiva, um programa individual de comunicação e posicionamento profissional orientado pela própria Mônica Maciel.
“A iniciativa pretende proporcionar acompanhamento personalizado a profissionais que desejam acelerar o desenvolvimento da sua comunicação e ampliar a sua presença no mercado”, explicou Mônica.
Teias pelo mundo
A realização desta nova edição surge numa fase de expansão internacional do movimento “Destrave Sua Voz”, que já passou por Lisboa e integra os planos da especialista para reforçar a sua presença na Europa, nomeadamente em mercados como Portugal e Suíça. A proposta passa por “aproximar comunicação, empreendedorismo e desenvolvimento humano, criando pontes entre profissionais de diferentes países e culturas”.
“Participar nesta experiência formativa, destinada a quem pretende comunicar com mais autenticidade, segurança e impacto, transforma a voz numa ferramenta de liderança, influência e crescimento profissional”, defendeu Mônica Maciel.
Os interessados podem obter mais informações sobre o evento e condições especiais de participação através dos canais oficiais de Mônica Maciel, utilizando a palavra “DESTRAVE”.
O seu Instagram é: https://www.instagram.com/monicamacieloratoria/
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Forças Armadas britânicas testam novo drone de ataque desenvolvido no Reino Unido para operações terrestres e marítimas
A Royal Navy e o Exército Britânico concluíram os primeiros testes conjuntos com o drone de ataque OWE Nyan, desenvolvido pela empresa britânica Callen-Lenz, do grupo BAE Systems, avaliando a sua utilização em operações navais e terrestres no âmbito do Project Vantage, programa destinado a acelerar a incorporação de sistemas aéreos não tripulados nas Forças Armadas do Reino Unido.
Os ensaios decorreram em junho ao largo da costa sul de Inglaterra, durante o exercício Neptune Reach, onde o sistema foi lançado a partir do navio de experimentação XV Patrick Blackett, da Royal Navy. A iniciativa reuniu elementos da Marinha, do Exército e da Força Aérea britânica para avaliar a integração operacional de drones de ataque em ambiente marítimo.
Antes disso, em maio, o OWE Nyan já tinha sido submetido a testes pelo Exército Britânico durante o exercício Spring Storm, realizado na Estónia, no contexto das capacidades britânicas de fogos de longo alcance em apoio aos aliados da NATO.
Desenvolvido e fabricado no Reino Unido pela Callen-Lenz, empresa integrada no grupo BAE Systems, o Nyan é um Sistema Aéreo Não Tripulado (Uncrewed Aerial System – UAS) do tipo One-Way Effector (OWE), concebido para missões de ataque de precisão. A aeronave possui uma envergadura de 2,9 metros e integra a nova geração de sistemas não tripulados destinados a complementar as plataformas militares convencionais.
Durante os testes navais, foi utilizado um lançador instalado no convés do navio, capaz de impulsionar o drone a velocidades de até 55 metros por segundo, permitindo avaliar a operação do sistema a partir de uma plataforma naval em movimento.
O ministro britânico para a Prontidão e Indústria de Defesa, Luke Pollard, considerou que estes ensaios representam mais um passo na transformação das capacidades da Marinha britânica.
“O Reino Unido está comprometido com a transição para uma Marinha híbrida, na qual novos e poderosos drones ocuparão um papel central na Royal Navy. Ao reunir a expertise do Exército e da Marinha para operar drones de ataque a partir de navios no mar, estamos acelerando o desenvolvimento das capacidades necessárias para que nossas forças permaneçam à frente de potenciais adversários”, realçou.
Também o diretor executivo da Callen-Lenz, Matt Foster, destacou que o sistema já demonstrou a sua eficácia em diferentes cenários operacionais.
“O Nyan já comprovou sua eficácia em operações terrestres, com mais de mil unidades produzidas. Agora, demonstrou com sucesso sua capacidade de agregar valor também ao ambiente marítimo. Esses testes refletem a forte colaboração entre as Forças Armadas e a indústria, evidenciando a velocidade com que conseguimos entregar inovação para fortalecer a capacidade integrada e multidomínio de defesa do Reino Unido”, frisou.
Por sua vez, o Capitão-de-Corveta David Burton, responsável pelo programa de One-Way Effectors marítimos da Royal Navy, vincou que os resultados obtidos constituem um avanço importante na integração deste tipo de sistemas na futura força naval britânica.
“Este teste representa um avanço significativo na rápida incorporação das capacidades de One-Way Effectors marítimos. No âmbito do Project Vantage, estamos planejando integrar essas capacidades à Marinha Híbrida, combinando plataformas tripuladas e sistemas não tripulados para ampliar o alcance, aumentar o ritmo das operações e elevar a letalidade”, declarou.
As equipas da Royal Navy e do Air and Space Warfare Centre encontram-se agora a analisar os resultados dos ensaios, estando prevista a possibilidade de novas avaliações a bordo do porta-aviões HMS Queen Elizabeth.
Os testes com o Nyan integram a estratégia da BAE Systems para expandir o seu portefólio de sistemas autónomos desenvolvidos através da unidade FalconWorks, dedicada à investigação e desenvolvimento de tecnologias avançadas.
Com mais de duas décadas de experiência na área dos sistemas não tripulados, a empresa pretende disponibilizar soluções capazes de operar em conjunto com as atuais e futuras plataformas militares, reforçando a capacidade operacional e a sustentabilidade das forças de defesa britânicas.
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