Atualidade
Viana do Castelo: Projeto de conclusão da Ecovia Litoral Norte avança com financiamento comunitário
O vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garantiu, ontem, durante uma visita a Viana do Castelo, que será encontrada uma solução para terminar a Ecovia do Litoral Norte, que vai unir os concelhos de Viana do Castelo, Esposende e Caminha. O anúncio foi feito durante uma visita à intervenção em S. Simão (Mazarefes), realizada no âmbito do REACT – EU – Reabilitação da Rede Hidrográfica de Viana do Castelo, onde estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal e a vereadora do Ambiente, autarcas e técnicos municipais.
José Carlos Pimenta Machado, vice-presidente da APA, afirmou que, no âmbito da Polis Litoral Norte, foram efetuadas mais de 30 intervenções e investidos mais de cinco milhões de euros. “Há um antes e um depois da Polis Litoral Norte”, sublinhou, assumindo o compromisso de que a Ecovia Litoral Norte, um dos projetos âncora da PLN, seja finalmente concluída, ligando os três concelhos.
“Os 72 quilómetros da Ecovia estão por terminar, sendo que estão executados 50 quilómetros. Os troços que faltam, sobretudo na zona urbana, vão agora ser alvo de um levantamento para se encontrar financiamento no próximo quadro comunitário”, avançou o responsável da APA, para quem é fundamental terminar este projeto.
Em Viana do Castelo está prevista uma ponte sobre o Rio Lima para modos suaves, nomeadamente pedonal e ciclável, e a Câmara Municipal abriu já concurso internacional de ideias para a construção de uma ligação a jusante da ponte Eiffel. Esta travessia visa, de acordo com o autarca de Viana do Castelo, Luís Nobre, reforçar a mobilidade sustentável no concelho e dar continuidade à rede de ciclovias e ecovias, que já conta com 45 quilómetros. Este projeto foi também bem acolhido pelo responsável da APA, que garantiu apoio total e sublinhou que será efetuado um trabalho para garantir o seu financiamento, uma vez que desta forma fica concluída toda a malha da ecovia do Litoral Norte.
Na visita a Viana do Castelo, o responsável ainda enfatizou o trabalho desenvolvido na orça costeira, nas margens dos rios e na valorização das praias. A propósito, sublinhou que em Lanheses está a primeira reabilitação com base natural do país, um projeto iniciado nas margens em 2014 e que serve de exemplo para tantas obras semelhantes, como em S. Simão, onde estiveram hoje. No âmbito de uma candidatura, a autarquia investiu 341.277 mil euros para reabilitar dois troços das margens do Rio Lima, um compreendido entre a União de Freguesias de Mazarefes e Vila Fria e Vila Franca (margem esquerda), vulgarmente conhecida como Veiga de S. Simão, uma das zonas húmidas mais importantes do concelho, com valores naturais de extrema relevância para o bem estar humano, e um segundo troço compreendido entre a União de Freguesias de Torre e Vila Mou e Lanheses (margem direita), que apresentavam graves problemas de erosão, onde foram implementadas diferentes técnicas de reabilitação, adaptadas às caraterísticas de cada um dos locais.
Das técnicas de engenharia natural aplicadas, salientam-se a estacaria viva, o entrançado, as faxinas vivas, o enrocamento, o esporão e a plantação de espécies nativas. Com estas intervenções estima-se que a curto/médio prazo seja reestabelecido o equilíbrio natural do ecossistema local. Trata-se de uma candidatura apresentada pelo Município de Viana do Castelo ao Programa Operacional COMPETE2020 – REACT-EU Reabilitação da Rede Hidrográfica, que teve como objetivo a intervenção de zonas das margens do rio que apresentavam graves problemas erosivos.
Os trabalhos preconizados assentaram numa estratégia de desenvolvimento sustentável para as margens das linhas de água e para a sua envolvente, através da implementação de soluções de reabilitação fluvial mais próximas da Natureza, em cerca de 4,5 quilómetros, que promovem a consolidação das margens e a resiliência do território face ao impacto do risco das cheias, bem como a criação de um ambiente mais saudável.
Foto: CMVC.
Atualidade
Andrea Francomano: a mulher por detrás da espiritualidade entre Brasil e Portugal
Andrea Francomano apresenta-se hoje como uma das vozes brasileiras de maior relevância no campo da “Apometria Sistêmica” e “Mesa Radiônica Acessus”, métodos que desenvolveu a partir de um percurso marcado por estudo, prática terapêutica, espiritualidade e investigação sobre comportamento humano. Natural de São Paulo e residente em São José dos Campos, a terapeuta, escritora e mentora espiritual consolidou presença no Brasil e ampliou a sua atuação na Europa, através de Portugal, onde participou em diversas agendas, incluindo congressos, minicursos e experiências imersivas em Lisboa, Porto e Braga, por exemplo.
Antes dessa visibilidade pública, dos cursos concorridos, das palestras lotadas e dos livros editados, a sua história passou pelos tribunais. Andrea afirma que atuou durante 26 anos como advogada, antes de trocar o Direito pela investigação da consciência humana. A nossa entrevistada resume essa viragem de forma direta: “Troquei os tribunais pela investigação da consciência humana”. Uma frase que ajuda a compreender a mulher por detrás da marca: alguém que transformou perguntas pessoais, dores e estudos em matéria de trabalho, numa área onde espiritualidade, filosofia, autoconhecimento e desenvolvimento humano ocupam o centro da narrativa.
A sua própria definição evita atalhos fáceis. “Sou uma buscadora incansável da verdade, da essência e do propósito que nos conectam com o que realmente somos”, afirmou, acrescentando que “trabalho com consciência, profundidade e transformação, com os pés na Terra e os olhos no invisível”. A construção da sua identidade pública passa por esta tensão entre método e espiritualidade, entre prática e intuição, entre discurso terapêutico e responsabilidade pessoal. No seu campo de atuação, Andrea procura apresentar a espiritualidade não como fuga, mas como ferramenta de leitura de padrões humanos.
A “Apometria Sistêmica” é descrita pela própria como resultado de anos de estudo sobre consciência, comportamento humano, filosofia e espiritualidade. Já a “Mesa Radiônica Acessus” surge como uma ferramenta associada à leitura e reorganização de campos energéticos, dentro de uma abordagem apresentada como estruturada e profissional. Em Portugal, a formação de operadores da “Mesa Radiônica Acessus” reuniu um público interessado em maio deste ano, na Costa da Caparica, com foco em “radiestesia”, “apometria” e “análise de padrões emocionais”. A metodologia utilizada já tinha sido aplicada em mais de seis mil atendimentos, alcançando mais de 700 alunos, com presença em mais de 40 países.
O crescimento de Andrea no Brasil antecedeu a sua passagem por Portugal. A terapeuta concluiu a 13.ª turma da formação em “Apometria Sistêmica”, com 115 alunos, além de manter agenda de atendimentos e participação em podcasts sobre espiritualidade, trauma transgeracional e expansão de consciência. A ida a Portugal marcou uma etapa de internacionalização do seu trabalho, com contacto direto com públicos brasileiros residentes no país, portugueses interessados em práticas integrativas e participantes ligados ao universo do autoconhecimento.
A dimensão autoral da sua trajetória também aparece na forma como Andrea comunica os seus limites. Entre aquilo que valoriza, cita “conversas profundas”, “perguntas difíceis”, “liberdade de pensamento”, “espiritualidade sem dependência” e “autoconhecimento com responsabilidade”. Entre o que rejeita, aponta “dogmas”, “fanatismos”, “respostas prontas para questões complexas”, “fórmulas mágicas para problemas humanos” e “terceirização da responsabilidade pessoal”. O posicionamento ajuda a diferenciar a sua proposta num campo frequentemente atravessado por promessas rápidas. Andrea pretende associar o seu trabalho a “método, discernimento e compromisso com a jornada individual”.
“A transformação começa quando assumimos responsabilidade pela própria jornada”, disse. É nesta ideia que se concentra a força da sua presença pública. Andrea Francomano não se apresenta apenas como criadora de métodos, formadora ou conferencista. Apresenta-se como uma mulher que fez da própria travessia uma linguagem de trabalho, levando ao Brasil, a Portugal e a outros países uma proposta centrada na consciência, na espiritualidade sem dogmas e na responsabilidade como ponto de partida.
Atualidade
Depois de passar pela Europa, especialista leva ao Brasil imersão na comunicação estratégica e oratória prática
A especialista brasileira em Comunicação Estratégica e Oratória na Prática, Mônica Maciel, realiza, no próximo dia 26 de julho, em Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, mais uma edição da imersão “Destrave Sua Voz”, um programa intensivo direcionado a empresários, empreendedores, profissionais liberais, líderes e todos aqueles que pretendem desenvolver competências de comunicação aplicáveis ao contexto profissional. A formação tem como objetivo ajudar os participantes a “vencer o medo de falar em público, fortalecer a presença pessoal e transformar a comunicação numa ferramenta de influência e geração de oportunidades”.
Graduada em Marketing e Gestão de Pessoas pela Universidade Anhanguera, empresária, palestrante internacional e mentora, Mônica consolidou o seu percurso na área da comunicação aplicada aos negócios. Ao longo da carreira já realizou mais de duas centenas de eventos e palestras e afirma ter impactado mais de 7.500 empresários, empreendedores e profissionais no Brasil e na Europa através do movimento “Destrave Sua Voz”, criado para desenvolver uma comunicação mais estratégica, autêntica e orientada para resultados.
Segundo apurámos, a edição de Belo Horizonte aposta numa “metodologia prática, permitindo aos participantes aplicar técnicas de comunicação em situações reais do quotidiano profissional”.
“A programação inclui conteúdos direcionados para apresentações, reuniões, vendas, liderança, gravação de vídeos, redes sociais e posicionamento profissional, procurando desenvolver maior clareza na transmissão de ideias, segurança na exposição pública e capacidade de influenciar diferentes públicos”, disse Mônica Maciel à nossa reportagem.
Ainda de acordo com esta profissional, que tem passagens recentes pela Suíça e Portugal com o seu trabalho, “comunicar bem deixou de ser apenas uma competência complementar para se tornar um fator decisivo no crescimento profissional e empresarial”.
“Muitos profissionais possuem conhecimento técnico e experiência, mas encontram dificuldades em transmitir o verdadeiro valor do seu trabalho, comprometendo oportunidades de negócio, parcerias e reconhecimento no mercado”, reforçou.
Esta especialista defende ainda que a forma como uma pessoa fala, se apresenta e comunica as suas ideias pode “abrir portas, gerar oportunidades e fortalecer a sua marca pessoal”. Por esse motivo, a imersão “procura desenvolver competências como falar com confiança, melhorar a comunicação profissional, destacar-se em reuniões e apresentações, construir uma oratória mais estratégica e aprender a posicionar-se com autoridade”.
Fontes indicam que, durante o evento em Belo Horizonte, será ainda promovido um sorteio especial que permitirá a dois participantes terem acesso à Mentoria Flash Exclusiva, um programa individual de comunicação e posicionamento profissional orientado pela própria Mônica Maciel.
“A iniciativa pretende proporcionar acompanhamento personalizado a profissionais que desejam acelerar o desenvolvimento da sua comunicação e ampliar a sua presença no mercado”, explicou Mônica.
Teias pelo mundo
A realização desta nova edição surge numa fase de expansão internacional do movimento “Destrave Sua Voz”, que já passou por Lisboa e integra os planos da especialista para reforçar a sua presença na Europa, nomeadamente em mercados como Portugal e Suíça. A proposta passa por “aproximar comunicação, empreendedorismo e desenvolvimento humano, criando pontes entre profissionais de diferentes países e culturas”.
“Participar nesta experiência formativa, destinada a quem pretende comunicar com mais autenticidade, segurança e impacto, transforma a voz numa ferramenta de liderança, influência e crescimento profissional”, defendeu Mônica Maciel.
Os interessados podem obter mais informações sobre o evento e condições especiais de participação através dos canais oficiais de Mônica Maciel, utilizando a palavra “DESTRAVE”.
O seu Instagram é: https://www.instagram.com/monicamacieloratoria/
Atualidade
Forças Armadas britânicas testam novo drone de ataque desenvolvido no Reino Unido para operações terrestres e marítimas
A Royal Navy e o Exército Britânico concluíram os primeiros testes conjuntos com o drone de ataque OWE Nyan, desenvolvido pela empresa britânica Callen-Lenz, do grupo BAE Systems, avaliando a sua utilização em operações navais e terrestres no âmbito do Project Vantage, programa destinado a acelerar a incorporação de sistemas aéreos não tripulados nas Forças Armadas do Reino Unido.
Os ensaios decorreram em junho ao largo da costa sul de Inglaterra, durante o exercício Neptune Reach, onde o sistema foi lançado a partir do navio de experimentação XV Patrick Blackett, da Royal Navy. A iniciativa reuniu elementos da Marinha, do Exército e da Força Aérea britânica para avaliar a integração operacional de drones de ataque em ambiente marítimo.
Antes disso, em maio, o OWE Nyan já tinha sido submetido a testes pelo Exército Britânico durante o exercício Spring Storm, realizado na Estónia, no contexto das capacidades britânicas de fogos de longo alcance em apoio aos aliados da NATO.
Desenvolvido e fabricado no Reino Unido pela Callen-Lenz, empresa integrada no grupo BAE Systems, o Nyan é um Sistema Aéreo Não Tripulado (Uncrewed Aerial System – UAS) do tipo One-Way Effector (OWE), concebido para missões de ataque de precisão. A aeronave possui uma envergadura de 2,9 metros e integra a nova geração de sistemas não tripulados destinados a complementar as plataformas militares convencionais.
Durante os testes navais, foi utilizado um lançador instalado no convés do navio, capaz de impulsionar o drone a velocidades de até 55 metros por segundo, permitindo avaliar a operação do sistema a partir de uma plataforma naval em movimento.
O ministro britânico para a Prontidão e Indústria de Defesa, Luke Pollard, considerou que estes ensaios representam mais um passo na transformação das capacidades da Marinha britânica.
“O Reino Unido está comprometido com a transição para uma Marinha híbrida, na qual novos e poderosos drones ocuparão um papel central na Royal Navy. Ao reunir a expertise do Exército e da Marinha para operar drones de ataque a partir de navios no mar, estamos acelerando o desenvolvimento das capacidades necessárias para que nossas forças permaneçam à frente de potenciais adversários”, realçou.
Também o diretor executivo da Callen-Lenz, Matt Foster, destacou que o sistema já demonstrou a sua eficácia em diferentes cenários operacionais.
“O Nyan já comprovou sua eficácia em operações terrestres, com mais de mil unidades produzidas. Agora, demonstrou com sucesso sua capacidade de agregar valor também ao ambiente marítimo. Esses testes refletem a forte colaboração entre as Forças Armadas e a indústria, evidenciando a velocidade com que conseguimos entregar inovação para fortalecer a capacidade integrada e multidomínio de defesa do Reino Unido”, frisou.
Por sua vez, o Capitão-de-Corveta David Burton, responsável pelo programa de One-Way Effectors marítimos da Royal Navy, vincou que os resultados obtidos constituem um avanço importante na integração deste tipo de sistemas na futura força naval britânica.
“Este teste representa um avanço significativo na rápida incorporação das capacidades de One-Way Effectors marítimos. No âmbito do Project Vantage, estamos planejando integrar essas capacidades à Marinha Híbrida, combinando plataformas tripuladas e sistemas não tripulados para ampliar o alcance, aumentar o ritmo das operações e elevar a letalidade”, declarou.
As equipas da Royal Navy e do Air and Space Warfare Centre encontram-se agora a analisar os resultados dos ensaios, estando prevista a possibilidade de novas avaliações a bordo do porta-aviões HMS Queen Elizabeth.
Os testes com o Nyan integram a estratégia da BAE Systems para expandir o seu portefólio de sistemas autónomos desenvolvidos através da unidade FalconWorks, dedicada à investigação e desenvolvimento de tecnologias avançadas.
Com mais de duas décadas de experiência na área dos sistemas não tripulados, a empresa pretende disponibilizar soluções capazes de operar em conjunto com as atuais e futuras plataformas militares, reforçando a capacidade operacional e a sustentabilidade das forças de defesa britânicas.
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