Atualidade
Viana do Castelo investe mais de 343 mil euros no apoio à promoção da cultura no concelho
O executivo municipal aprovou, anteontem, um conjunto de propostas a coletividades que promovem música, teatro, dança, cinema e atividades culturais diversas no concelho, ascendendo a uma verba global de 343.804 euros.
Assim, o contrato programa de desenvolvimento cultural entre o Município e o AO Norte – Associação de Produção e Animação Audiovisual implica um apoio de 61.900 euros. No âmbito da promoção de atividades e projetos culturais, que permitem a afirmação da identidade cultural do concelho, o Município e a Ao Norte têm vindo a colaborar, desde 1996, no projeto de desenvolvimento cultural na área do cinema e do audiovisual. Perseguindo estes objetivos foi possível criar, progressiva e estruturadamente, através de contratos programa, as Sessões Cineclubistas, a Oficina da Imagem, a Implementação do projeto Escolas em Grande Plano, o Centro de Documentação, e o festival de cinema e vídeo Encontros de Viana – Cinema e Vídeo, que esta verba pretende continuar a apoiar.
Já o contrato pograma estabelecido com o Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana tem como objetivos o desenvolvimento de hábitos culturais e fruição artística dos cidadãos; estimular os públicos de infância e juventude para as artes cénicas contemporâneas e sensibilização dos educadores para a integração destes conteúdos; qualificar a oferta de arte contemporânea na cidade e região; e afirmar o Teatro Municipal Sá de Miranda como polo cultural no contexto local, nacional e internacional, num valor global de 117.504 euros.
O Município e a Academia de Música de Viana do Castelo têm vindo a desenvolver, ao longo dos últimos anos, uma frutuosa parceria cultural que permitiu à Academia contribuir de forma objetiva para a formação musical de inúmeras crianças e jovens e oferecer à cidade e ao concelho um continuado programa musical. Nesse sentido, foi agora aprovado o protocolo de desenvolvimento que integra uma verba de 26.200 euros para apoiar as atividades de formação musical dos seus alunos; para comparticipar os custos referentes à realização dos concertos didáticos; para apoiar os concertos para a família; para comparticipar a realização do concerto do 30º aniversário; para apoiar a realização de dois concertos de Natal.
Já o protocolo de desenvolvimento com a ACEP – Associação de Cultura e Educação Popular da Meadela é de 9.600 euros, considerando o interesse em apoiar e aprofundar as áreas de intervenção da associação, nomeadamente através da Biblioteca Infanto-Juvenil, Ludoteca, Centro de Experimentação das Ciências e Centro de Recursos Educativos, bem como na cooperação alargada com os Jardins e Escolas do Concelho.
O protocolo com a Associação Musical de Vila Nova de Anha, no valor de 10.000 euros, acontece porque a coletividade, fundada em 2011, desenvolve, no espaço concelhio em que está inserida, um trabalho de valorização cultural das populações sobretudo na área musical, trabalho que se pretende ver, cada vez mais, alargado e qualificado, de modo a incrementar uma cultural musical ativa e enraizada na genuína tradição cultural da região, nomeadamente continuando a ministrar o ensino da música aos seus elementos, mas também a incrementar a sua Escola de Música aberta a outros jovens da sua área de influência.
O protocolo previsto com a Banda dos Escuteiros de Barroselas, no valor de 10.000 euros, pretende dar continuidade ao trabalho promovido pela coletividade, reconhecendo que a atividade de ensino envolve recursos humanos e materiais com elevados custos, nomeadamente na aquisição e manutenção do instrumental, que oneram muito o seu orçamento; considerando ainda o objetivo de fomentar a sua participação nos atos culturais do município, promovendo também a descentralização cultural dentro do concelho.
Foram aprovados 12.100 euros para a Banda Velha da Casa do Povo de Barroselas, através de protocolo de desenvolvimento, para apoio à renovação/manutenção do seu instrumental e fardamento e às atividades de formação musical da sua Escola de Música, aberta à população infanto-juvenil de Barroselas; e para a realização de dois/duas concertos/atuações na cidade/concelho (em datas a acordar entre as partes), incentivando ainda a atividade diária da coletividade.
Com a Associação Casino Afifense, o protocolo de desenvolvimento implica um apoio de 25.000 euros, visando promover eventos culturais e recreativos no Casino Afifense, proporcionando uma oferta cultural diversificada e descentralizada, em articulação com o Município.
Foi, ainda, definido protocolo de desenvolvimento com o Centro Cultural do Alto Minho, no valor de 11.000 euros, considerando que o CCAM tem desempenhado um importante e reconhecido papel de dinamizador cultural; organiza a sua diversificada atividade em Oficinas (de Cinema e Audiovisual, de Literatura e Ideias, de Teatro e Marionetas, de Artes Visuais e Edições), na edição de diversas publicações, nomeadamente a coleção temática Cronos onde, nas diversas secções de ensaio, poesia, prosa, artes teatro e olhares, publicou 29 autores; publica, ainda, a revista Mealibra; promove tertúlias literárias, exposições de Artes Plásticas, entre outras iniciativas e projetos.
Com a Filarmónica do Centro Social e Paroquial de Vila Nova de Anha, o protocolo prevê um subsídio de 12.100 euros, considerando que a coletividade promove um trabalho de valorização cultural das populações sobretudo na área musical, trabalho que se pretende ver cada vez mais alargado e qualificado.
Já o protocolo estabelecido com a ZEPAM – Zé Pedro Associação Musical prevê um apoio de 28.400 euros, tendo em conta que a associação fundamenta a sua atividade no desenvolvimento de ações que promovem e potenciam a cultura vianense. Teve origem na Escola de Música de Viana do Castelo da Câmara Municipal de Viana do Castelo, fundada em 27/11/1975 pelo professor e ilustre Maestro “José Pedro Martins Coelho” e, ao longo dos últimos anos, tem promovido uma política de educação musical relevante no concelho, capacitando os nossos jovens para a formação e desenvolvimento destes na defesa da cultura popular de Viana do Castelo. Paralelamente, a ZEPAM tem participado em variados eventos de animação da cidade, com a realização de concertos (Big Band, Sixties, Os Palhetas, Grupo de Gaitas), espetáculos e organização das Marchas Populares, iniciativas que se pretendem manter no presente ano.
Por fim, foi aprovado protocolo de desenvolvimento com a Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho, prevendo um apoio de 20.000 euros, já que Viana do Castelo se destaca pela enérgica atividade relacionada com a cultura popular, especialmente pelo labor das mais de duas dezenas de grupos folclóricos que se empenham em estudar, preservar e divulgar o património cultural local, coadjuvados pela AGFAM. A associação assume um papel relevante na promoção da cultura tradicional em articulação com os grupos folclóricos do concelho, mobilizando-os para o trabalho conjunto em iniciativas como “A Minha Terra é Viana”, Encontro de Culturas, Jornadas de Reflexão, Festa da Dança – Ciclo de Primavera 2023, entre outros.
Foto: CMVC.
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
Atualidade
Associação de Futebol de Viseu distingue jornalista José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”
A Associação de Futebol de Viseu (AFV) distinguiu, no passado dia 4 de julho, o jornalista português José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”, numa homenagem ao seu percurso profissional de mais de 40 anos dedicado ao jornalismo desportivo, durante uma cerimónia em que o profissional destacou a responsabilidade que acompanha este reconhecimento e reafirmou o compromisso com a isenção e a verdade dos factos.
Ao receber a distinção, José Luís Araújo agradeceu à AFV e ao seu presidente, José Carlos Lopes, pelo reconhecimento agora atribuído e afirmou que partilha o galardão com todas as pessoas que marcaram o seu percurso profissional ao longo de várias décadas de atividade, considerando que cada uma contribuiu para o seu crescimento enquanto jornalista e enquanto pessoa.
“Este galardão é o reconhecimento de uma atividade que abracei, com dedicação e profissionalismo, há 40 anos, na área do desporto, sendo que o jornalismo começou cedo na minha vida, quando o meu avô, em 1971, me indicou para lhe suceder como correspondente do Diário de Notícias”, frisou.
Apesar da distinção recebida, José Luís Araújo sustentou que a sua carreira continua longe de terminar, deixando uma nota de humor ao afirmar que a sua “reforma jornalística” ainda está distante.
Este profissional recordou ainda outras distinções atribuídas ao longo do seu percurso, entre as quais o Prémio “Santos Mota”, da Associação de Escanções de Portugal, recebido em 2022 na área do jornalismo vínico e gastronómico, e o Prémio “Animarte”, atribuído em 2010.
“Diria que este, e os outros galardões, representam um ‘selo’ de responsabilidade que aceito sem reservas, pois sempre pautei a minha conduta jornalística pela total isenção, colocando a verdade dos factos acima de tudo”, salientou.
Ao longo da carreira, José Luís Araújo colaborou com diversas estações de rádio, como a Viriato FM, NoAr, RCI Viseu, Emissora das Beiras, Rádio Lafões, Rádio Nova e Rádio Renascença. Atualmente, integra a Rádio Escuro, sediada no concelho de Vila Nova de Paiva.
É também correspondente do jornal Record desde 1990, tendo passado pelas redações dos jornais Notícias de Viseu e Diário de Viseu, além de colaborar com diversos órgãos de comunicação social regionais e nacionais.
Atualmente, exerce igualmente funções como diretor da revista Gazeta Rural, publicação que fundou há 22 anos, do portal informativo Nacional16.pt e da revista Confraria, editada pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.
Ígor Lopes
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