Atualidade
Viana do Castelo: Autarca apresenta projetos no seminário “adapt.local.21” sobre desafios da Adaptação Climática Local
Iniciativa decorre em Amarante
O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou, hoje, presença no Seminário “adapt.local.21” sobre desafios da Adaptação Climática Local, que decorre em Amarante. O 5.º Seminário Anual “adapt.local.21.”, promovido pela Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas, conta com a presença de vários especialistas nacionais e internacionais em adaptação às alterações climáticas, aos quais se juntam os responsáveis e técnicos das autarquias de vários pontos do país.
No painel de debate sobre Desafios da Adaptação Climática Local, Luís Nobre apresentou as medidas e os projetos que têm vindo a ser promovidas pelo município. Em termos de Eficiência Energética, na Iluminação Pública, o município promoveu a instalação de reguladores de fluxo e lâmpadas LED (entre 2017-2020) em 37 mil pontos de luz, sendo que 17 mil foram substituídos por modelos com programação, o que permitiu 70% redução do consumo. As instalações municipais foram apetrechadas com coletadores solares, nomeadamente, em 3 piscinas, representando uma poupança de 60%, com custos no aquecimento de água, tratamento de águas residuais e painéis fotovoltaicos (piscinas, pavilhões e escolas).
Para produção de energia, no âmbito de parcerias setores públicos e privados, Viana do Castelo conta com dois parques eólicos na montanha e produção de biogás no Aterro Sanitário da RESULIMA (em processo de selagem).
O concelho conta, ainda, com um Parque Eólico no mar com capacidade de fornecimento para 60 mil alojamentos, o que representa uma redução 1,1 milhões toneladas de CO2/ano.
No que toca à Mobilidade Sustentável, a cidade conta com dois autocarros elétricos desde 2004, tendo já transportado mais de 520 mil passageiros. É promovida, igualmente, a recolha de resíduos sólidos urbanos através do projeto Viana Abraça, num investimento de 5 milhões de euros que promove a reciclagem na origem, permitindo a recolha seletiva.
O município conta com 12 viaturas elétricas, 20 bicicletas e 4 trotinetes elétricas, ao dispor dos colaboradores municipais. Viana do Castelo disponibiliza, ainda, uma rede de percursos pedonais e cicláveis (urbana e turística) de 18,7 Km ciclovia e 26 Km ecovia litoral, estando ainda projetados mais 23,4 quilómetros.
O MOBI-E Network, rede urbana de pontos de carregamento de veículos elétricos, integra o Plano Mobilidade Elétrica desde 2009, contando com 11 pontos de carregamento públicos e 10 pontos de carregamento privados. O Funicular de Santa Luzia, gerido pela autarquia, desde 2007, já transportou 1,5 milhões de passageiros, numa média de 295 por dia.
Ontem, a Vereadora com o pelouro do Ambiente, Fabíola Oliveira, participara na Assembleia Geral Constitutiva da Associação “Adapt.local”, num encontro que teve como objetivo, criar uma associação privada sem fins lucrativos de municípios e outras entidades públicas e privadas para dinamizar a adaptação local às alterações climáticas em Portugal, promovendo a capacidade dos municípios portugueses em integrar as suas políticas de atuação nos seus instrumentos, no planeamento, na conceção e implementação de soluções e projetos de adaptação mais eficazes, eficientes e equitativos às alterações climáticas, dando continuidade à Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Viana do Castelo de 2016.
Foto: CMVC.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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