Atualidade
Projunior Porto & Matosinhos – Quadro de competição conhecido para a 1ª etapa do Junior Tour
O Projunior Porto & Matosinhos realiza-se nos próximos dias 15 e 16 de abril, no Porto e em Matosinhos, naquela que é a primeira etapa do Junior Tour 2023, o circuito nacional que define os campeões nacionais sub-20.
Os melhores juniores nacionais vão rumar ao Norte de Portugal para darem o tiro de partida desta competição composta por três etapas e que irá passar também por Viana do Castelo (13 e 14 de maio) e Santa Cruz (29 e 30 de julho).
O quadro de competição das rondas iniciais já se encontra disponível, sendo que a chamada para o 1º dia de prova encontra-se planeada para as 7h30 de sábado na Praia Internacional do Porto (a confirmar junto da organização no dia anterior).
Destaques Round 1 – Masculino
Heat 6: Francisco Mittermayer vs. Matias Lopes vs. Igor Silva vs. Santiago Graça
Heat 7: Martim Nunes vs. Gui Carvalho vs. Kekoa Hummel vs. Zé Champalimaud
Heat 9: Tiago Stock vs. Leonardo Silva vs. Joaquim Chaves vs. António Bandeira
Destaques Round 1 – Feminino
Heat 2: Maria Salgado vs. Sofia Matos vs. Miriam Julião vs. Carolina Marques
Heat 3: Érica Máximo vs. Matilde Pinto vs. Maria Dias vs. Ana Lima
O Junior Tour engloba a elite da nova geração do surf português, numa plataforma competitiva que reúne os mais novos em fase imediatamente anterior à carreira sénior e, assim, antes de se afirmarem nos palcos principais, tanto nacional como internacionalmente.
Junior Tour – Galeria de Campeões
2022 – Martim Nunes & Érica Máximo
2015 – Tomás Fernandes & Carolina Mendes
2014 – Tomás Fernandes & Teresa Bonvalot
2013 – Francisco Alves & Ana Sarmento
2012 – Francisco Alves & Carina Duarte
2010 – Vasco Ribeiro & Carina Duarte
2009 – Frederico Morais & Francisca Santos
Sendo uma competição que segue os padrões de idades da World Surf League, depois de alguns anos de interregno onde internacionalmente a competição esteve dedicada aos surfistas de até 18 anos, o Junior Tour regressou às praias portugueses em 2022 com Martim Nunes e Érica Máximo a sagrarem-se campeões nacionais, sucedendo, assim, a alguns nomes que, atualmente, lideram o surf português como Frederico Morais, Vasco Ribeiro, Tomás Fernandes, Francisco Alves, Teresa Bonvalot ou Carolina Mendes.
Martim Nunes – Campeão Nacional Projunior 2022 refere que “foi muito bom alcançar este título na minha carreira porque nunca o tinha conquistado. Vi o meu esforço recompensado. Consegui mostrar o meu surf nas duas etapas do circuito e foi importante para as provas seguintes da Liga MEO Surf e nos Projuniores europeus. Para esta etapa do Porto vou focado no meu surf e quero competir bem, mas não estou a pensar no resultado ou no título. Quero controlar aquilo que consigo e mostrar bom surf.”
Já Erica Máximo – Campeã Nacional Projunior 2022 também revela que “foi muito importante conquistar o título de campeã nacional Projunior. Nunca tinha sido campeã nacional e isso foi um enorme boost de confiança para os campeonatos que se seguiram. Provou que somos capazes de vencer atletas que por vezes são melhores ou mais reconhecidos. Senti que, desde então, houve um maior reconhecimento das pessoas em relação ao meu surf e isso deixa-me feliz. Agora vou para o Porto para surfar boas ondas e defender o meu título”.
O Projunior Porto & Matosinhos vai contar com uma coorganização da Onda Pura com Associação Nacional de Surfistas e faz parte da lista de eventos que integram o Porto e Matosinhos Wave Series 2023.
Marcelo Martins, da Organização Wave Series e Projunior Porto & Matosinhos, sublinha que “é sempre muito bom receber esta prova do Junior Tour, que traz às ondas do Norte os melhores atletas sub-20 vindos de todo o país. Para além de ser uma prova importante de qualificação nesta categoria, é um incentivo para os atletas mais jovens para se continuarem a superar e prosseguirem o seu trabalho de treino e preparação neste desporto, para melhorar continuamente o seu nível. É, também, um importante fator de motivação para os treinadores e para as equipas, que podem mostrar o seu trabalho e a evolução dos seus atletas.”
Toda a ação do Projunior Porto & Matosinhos poderá ser acompanhada em direto através de sistema de livescores em www.ansurfistas.com, assim como nas demais plataformas institucionais da Associação Nacional de Surfistas.
Integrada no cartaz do Porto & Matosinhos Wave Series 2023, a primeira etapa do Junior Tour é uma prova organizada pela Onda Pura Surf Center e pela Associação Nacional de Surfistas, com a colaboração das Câmaras Municipais do Porto e de Matosinhos e o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf. Esta prova tem o patrocínio da Gold Energy, da 58 Surf, da Ramirez, da Solinca, da Vitalis, do MEO, da Presto Pizza, do Edifício Transparente e do Hospital de Santa Maria – Porto.
Imagem: Matrena /AN Surfistas.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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