Atualidade
Portuguesa Magic Beans prossegue estratégia de globalização e abre nova subsidiária na Bélgica
Depois de ter fechado o ano de 2021 com um crescimento significativo e um volume de negócios que totalizou os 1.6 Milhões de Euros, de ter sido distinguida como AWS Migrations Iberia Partner 2021, ter aumentado a equipa para 50 colaboradores e ter reforçado a sua presença em Espanha, a MAGIC BEANS prossegue a sua estratégia de expansão e internacionalização do negócio abrindo uma nova subsidiária na Bélgica. A empresa portuguesa, criada em 2017 e totalmente vocacionada para a prestação de serviços de aconselhamento em tecnologia para a Cloud, espera alcançar um volume de negócios de mais de 3 Milhões de Euros em 2022, voltar a duplicar o número de colaboradores, chegando aos 100, e já está a avaliar a abertura de mais uma nova subsidiária noutro país europeu.
“A abertura da MAGIC BEANS Bélgica assinala um momento muito relevante da nossa estratégia de crescimento e globalização do negócio. Situada no coração da Europa, em Bruxelas, a nossa nova subsidiária resulta da aposta que temos vindo a fazer, desde a nossa fundação em 2017, de sermos o melhor prestador de serviços de aconselhamento em estratégia e tecnologia para a adoção da cloud e, assim, contribuir para a transformação real de empresas e negócios, capacitando os nossos clientes com os recursos que lhes permitam responder aos desafios de mercado agora e no futuro tanto em Portugal, como no resto da Europa,” afirma Vítor Rodrigues, CEO e fundador da MAGIC BEANS.
Recorde-se que a empresa, em 2021, já tinha aberto uma subsidiária em Espanha, país onde está presente com escritórios em Madrid e Barcelona e onde possui um relevante número de projetos/clientes entre PMEs, Start Ups e ISVs. Em 2022, a MAGIC BEANS está a equacionar a abertura de mais dois novos escritórios no país vizinho, desta feita em Valência e Saragoça.
Privilegiando um modelo de negócio assente no nearshore do talento dos engenheiros e profissionais de TI portugueses e num elevado nível de especialização numa oferta tecnológica de serviços altamente sofisticados, a MAGIC BEANS opta por mercados próximos de Portugal, de fácil acesso e onde a transformação digital já tenha alcançado níveis de maturidade suficientes para que as empresas criem, desenvolvam e implementem estratégias de cloud adoption e procurem serviços que lhes permitam beneficiarem de todo o poder contido nas tecnologias de cloud e de nova geração.
“A opção pela Bélgica, está enquadrada na nossa estratégia de escolhermos países com proximidade geográfica de Portugal, nos quais consigamos de alguma forma operar num momento inicial em complementaridade com um modelo NearShore em Portugal. Adicionalmente, procuramos mercados maduros, mas que ainda tenham uma margem de grande crescimento para soluções de Cloud. Desta forma, é possível que uma empresa como a MAGIC BEANS consiga ter capacidade de investimento e de competir nestes mercados,” explica aquele responsável.
Estratégia de crescimento para 2022 passa também por reforçar presença em Portugal, Espanha e pela entrada em novos mercados europeus
Entre os objetivos fixados pela tecnológica portuguesa para este ano, contam-se: reforçar a sua presença em Portugal e Espanha, fortalecer o seu posicionamento enquanto multicloud provider e prestador de serviços integrados que vão desde a definição do plano inicial de adoção da cloud à migração, passando pela transformação aplicacional e pela manutenção corretiva e evolutiva. A par destes, a empresa ambiciona, igualmente, aumentar o reconhecimento da qualidade do trabalho dos seus profissionais, obter o nível de Parceria AWS Premier, reforçar o investimento na prestação de serviços multicloud e na capacitação em certificações, bem como, desenvolver projetos de modernização aplicacional para otimizar o funcionamento da Cloud Pública.

“Até ao fim deste ano, em que esperamos vir já a alcançar um volume de negócios superior a 3 Milhões de Euros, queremos ser uma equipa de 100 especialistas. Para tal, estamos a recrutar mais talentos que nos permitam potenciar o nosso crescimento em Portugal e à escala global, e a reforçar a nossa oferta de serviços cada vez mais inovadores, completos, sofisticados e maduros de Cloud Adoption, que assentam na transformação e na modernização de plataformas de suporte ao negócio por forma a maximizar as características diferenciadoras de elasticidade, flexibilidade, PayPerUse, e evolução tecnológica oferecidas pela cloud. Continuaremos a expandir a nossa rede de escritórios e de subsidiárias a outros países europeus em 2022. Neste momento, estamos já a avaliar um outro novo mercado europeu e esperamos anunciar no segundo semestre a abertura de mais uma nova subsidiária,” conclui Vítor Rodrigues.
A MAGIC BEANS foi distinguida como AWS Migration Partner of the Year 2021 Iberia, AWS Iberian Rising Star Partner of The Year e AWS Consulting Partner of the Year.
Possui parcerias com os principais líderes mercado em tecnologias Cloud e outras de nova geração, e entre os quais se destacam a AWS, a MICROSOFT, a REDHAT, a VEEAM, a VMWARE, a ZENDESK e a GOOGLE.
Sobre a MAGIC BEANS
A MAGIC BEANS ajuda os clientes a definirem as suas estratégias de adoção da cloud, através da criação de planos e da implementação dos programas de gestão de mudança necessários para apoiar a transformação do negócio.
Desde 2017, a MAGIC BEANS realizou mais de uma centena de projetos em inúmeros países nas áreas de Cloud Journey Advisory Services, Cloud migrations, modern applications development, IOT, Cost optimizations, well-architect assessments, backup and recovery solutions, storage, and archiving, serverless, DevOps. Adicionalmente, a empresa presta, também, remote managed services a vários clientes.
Com uma equipa experiente e altamente qualificada, que possui múltiplas certificações AWS e noutras tecnologias cloud e de nova geração, a MAGIC BEANS posiciona-se no mercado para apoiar as empresas nas suas jornadas de transformação digital, oferecendo-lhes o nível de especialização necessário para uma concretização bem-sucedida da adoção da cloud, acelerando a transição de forma otimizada e maximizando assim o impacto nos negócios dos seus clientes.
Com sede em Portugal, a MAGIC BEANS possui subsidiárias em Espanha e na Bélgica, escritórios em Óbidos, Lisboa, Barcelona, Porto e Madrid e presta, também, serviços no Luxemburgo, na Holanda, em França, na Alemanha e nos EUA.
Fotos: DR.
Atualidade
Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”
A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.
Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.
O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.
Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.
“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.
Ígor Lopes
Atualidade
Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”
O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.
Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.
O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.
Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.
Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.
Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.
Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.
“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.
O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.
Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.
A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.
“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
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