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Os passos do empréstimo habitação
Vai comprar casa? Conheça todos os passos do empréstimo habitação e saiba o que deve ter em conta neste artigo
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Comprar casa é o sonho e objetivo de vida de muitas pessoas. Para grande parte, a compra de casa está estreitamente ligada à aprovação de um empréstimo habitação.
Todavia, sendo este um processo por vezes longo e com alguma burocracia, torna-se importante perceber exatamente por onde podemos começar ou o que devemos fazer.
A pensar nisso, em colaboração com a UCI (entidade financeira especializada em financiamento para compra de casa), desenvolvemos um pequeno guia que o vai orientar pelos vários passos do pedido de empréstimo habitação. Vamos começar?
1. Que casa pode comprar?
Antes de começar à procura de casa é importante saber qual o valor da casa que pode comprar. Não vale a pena procurar uma casa de 200 mil euros se só tem capacidade financeira para garantir um empréstimo habitação de 150 mil euros.
Como tal, antes de qualquer coisa, faça uma análise à sua taxa de esforço, para tal basta utilizar a seguinte formula:
Encargos mensais com créditos / Rendimento líquido total mensal do agregado familiar x 100
Lembre-se que segundo as recomendações do Banco de Portugal a sua taxa de esforço (considerando os encargos com todos os créditos, incluindo o empréstimo habitação) não poderá ir além dos 50%, sendo mesmo recomendável que esta fique abaixo dos 40%.
Se não é muito de contas, pode utilizar o simulador quanto pode gastar disponível no site da UCI, para saber qual o valor da casa que pode comprar. Assim, poderá logo à partida estabelecer um intervalo de preços, tornando a sua procura de casa mais fácil.
2. Faça várias simulações de empréstimo habitação e compare propostas
Ainda antes de avançar para as simulações de empréstimo habitação, tenha claro que atualmente os bancos não financiam a compra de casa a 100% (exceção dos imóveis do banco), sendo o montante máximo de financiamento de 90%. Como tal, terá de ter capitais próprios para dar no mínimo 10% de entrada inicial.
Se tem o valor necessário para dar de entrada inicial, então passemos ao passo seguinte, fazer simulações.
- Faça simulações em diferentes bancos, com diferentes taxas de juro e diferentes prazos. Tenha em atenção que para que as propostas sejam comparáveis deverá procurar ter propostas com características idênticas (por exemplo com o mesmo prazo de financiamento e o mesmo montante de empréstimo).
- Ao fazer as simulações receberá uma Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE), este documento é de grande importância, pois contem vários indicadores que lhe permitem comparar as simulações do empréstimo habitação, como:
. Montante de financiamento;
. Valor da prestação;
. Despesas e impostos do empréstimo habitação;
. Seguros;
. Taxas de Juro (Taxa Fixa, Mista e Variável);
. Spread, TAN, TAEG e MTIC;
. Outras informações relevantes sobre o empréstimo habitação. - Muito embora, o spread seja um indicador importante, este representa apenas um dos custos. Como tal, ao procurar o melhor empréstimo habitação para si, tenha em especial atenção, o MTIC, através deste indicador conseguirá ter uma noção real de quanto vai pagar pelo dinheiro emprestado.
- É frequente os bancos proporem vendas associadas facultativas (cartões de crédito, conta à ordem, domiciliações/pagamentos de serviços, etc…) como contrapartida para a redução do Spread. No entanto, estes produtos têm custos associados que podem encarecer o seu empréstimo. Caso não pretenda um destes produtos, ou desista deles durante o contrato, as condições financeiras do empréstimo habitação também poderão ser agravadas deixando de beneficiar do spread inicial que contratou.
3. Pedido de empréstimo habitação
Agora que escolheu a melhor proposta de empréstimo habitação, está na altura de enviar toda a documentação necessária.
Recolhidos e enviados todos os documentos o seu pedido de empréstimo habitação vai ser analisado de forma a avaliar a viabilidade do processo. Aguarde com tranquilidade.
4. Empréstimo habitação aprovado
Se o empréstimo habitação for aprovado, surgem duas importantes etapas:
- A avaliação do imóvel. Esta será realizada por uma entidade independente e tem como objetivo avaliar o imóvel de acordo com os valores de mercado de forma a definir o valor que servirá de garantia para o empréstimo habitação;
- A verificação registal do imóvel, de forma a avaliar se do ponto de vista legal está tudo em conformidade. Este passo é muito importante para garantir a segurança de todas as partes envolvidas no negócio.
Ao concluir esta etapa, receberá uma FINE aprovação, que nada mais é do que um documento que incorpora todas as condições do contrato de empréstimo aprovadas. Em conjunto receberá também uma minuta do contrato do empréstimo habitação.
Antes de passar para a última fase, a assinatura da escritura, deverá decorrer ainda um tempo obrigatório que serve para refletir sobre as implicações do empréstimo habitação, para que possa tomar uma decisão consciente.
5. A escritura
O processo de compra de casa com recurso a empréstimo habitação culmina com a assinatura da escritura de compra e venda e mútuo com hipoteca num notário ou conservatória.
No dia da escritura, será necessário levar os documentos de identificação, os originais da documentação do imóvel e realizar o pagamento de impostos e emolumentos registais que são previamente informados.
No final da escritura o imóvel será oficialmente seu. Parabéns!
Se ainda tem dúvidas sobre o pedido de empréstimo habitação, fale com um especialista em financiamento como a UCI, que além de soluções de adaptadas às suas necessidades, também poderá responder a todas as suas questões.
Foto: DR.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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