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“Maridos”, inspirado no filme “Husbands”, de John Cassavetes, em digressão por Coimbra, Faro, Cacém e no Kosovo

Peça levada a cena pelo teatromosca

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Após o sucesso da estreia de “Maridos”, no AMAS – Auditório Municipal António Silva, em novembro de 2021, o teatromosca, continua em digressão com este espetáculo inspirado no filme homónimo do realizador norte-americano John Cassavetes. O espetáculo começará por ser apresentado em Faro, onde estará em cena a 28 e 29 de maio, às 21h00, no CAPa – Centro de Artes Performativas do Algarve, antes de regressar ao AMAS – Auditório Municipal António Silva, em Agualva-Cacém, onde poderá ser visto de 2 a 4 de junho, às 21h00. Poucos dias depois, seguirá numa inédita digressão internacional, apresentando-se no Festival FEMART, na cidade de Pristina, no Kosovo, no dia 18 de junho, às 21h00. O Festival FEMART é uma plataforma onde artistas e ativistas se reúnem para “fazer a revolução” a partir do zero, desde 2013. Assumem-se como um Festival que procura transformações no momento atual e no futuro, que tem procurado, nas suas oito edições anteriores, não apenas desestabilizar, mas também destruir o status quo e as normas e estruturas socialmente enraizadas. “Maridos” passará também pelo Teatrão, em Coimbra, em data a confirmar, ainda este ano.

Momento da peça (Foto: Catarina Lobo)

O espetáculo “Maridos” dialoga com o filme “Husbands”, obra emblemática do dito cinema independente, realizada por John Cassevetes, por vezes, de forma direta, e, noutros momentos, de modo menos óbvio. Partindo de um longo processo criativo que teve como base os temas sugeridos por esta obra cinematográfica, as três atrizes desta criação do coletivo teatral sintrense, Leonor Cabral, Joana Cotrim e Carolina Figueiredo, emprestam o corpo, voz e memórias pessoais que se cruzam com outros elementos ficcionais no texto original escrito por Pedro Alves – que assume também a encenação do espetáculo – para a edificação de uma performance que se joga nesse terreno líquido onde as fronteiras que tenderiam a separar a vida da arte, a realidade da ficção, o teatro do cinema, são, permanentemente, postas em causa.  

No dia 21 de setembro de 1970, no programa de televisão “The Dick Cavett Show”, o anfitrião recebeu os três atores de “Husbands”, com o objetivo de promover o filme realizado por John Cassavetes. Os três convidados – o próprio realizador, acompanhado por Peter Falk e Ben Gazzara – pareciam estar altamente embriagados e, durante 35 minutos, fumaram, rebolaram no chão, dançaram de modo absurdo, beijaram o apresentador, gritaram, ininterruptamente, uns com os outros e com o público. Rapidamente, o programa transformar-se-ia num espetáculo caótico. É em diálogo com este emblemático filme e com esse estranho evento televisivo, mais inspirados pelo mapeamento do processo criativo do realizador norte-americano, pelos ecos que a sua obra produziu e pelos diálogos que poderá estabelecer com a atualidade, do que propriamente pelo argumento de “Husbands”, que o espetáculo foi criado. Este “Maridos”, dirigido por Pedro Alves, centra-se, tanto na discussão em torno dos mesmos temas propostos pela obra de Cassavetes – o subtítulo do filme anunciava mesmo que se tratava de “uma comédia sobre a vida, a morte e a liberdade” -, como na dissecação desses instantes em que os corpos se encontram, no cinema e nas artes performativas, tendo como base diferentes histórias em torno de três relações amorosas desfeitas e desconstruídas, assumindo, claramente, o jogo da reconstituição e do pastiche do documento cinematográfico de Cassavetes, diante do olhar dos espetadores presentes na sala.

Momentos da peça (Foto: Catarina Lobo)

Os bilhetes para os espetáculos da digressão encontram-se à venda na Ticketline, Seetickets, AMAS – Auditório Municipal António Silva, DeVIR CAPa, Festival FEMART e locais habituais, com valores que variam entre 5 € e 7 €.

Fotos: Catarina Lobo.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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