Atualidade
Évora Wine está de volta e junta vinho, cultura e gastronomia alentejana na maior edição de sempre
Com 200 vinhos em prova e um número recorde de produtores associados, o evento estima receber mais de 7 mil visitantes na Praça do Giraldo
O Évora Wine está de volta. Depois de dois anos sem se realizar por força da pandemia, o maior evento de vinhos do Alentejo regressa com uma programação cheia de novidades. A 7ª edição realiza-se a 26, 27 e 28 de maio, em Évora, e junta vinho, petiscos, cultura e turismo alentejanos naquela que será a maior edição de sempre com 200 vinhos em prova, 40 produtores associados, um número recorde, e a estimativa de receber mais de 7 mil visitantes.
O Évora Wine surgiu, pela primeira vez, em 2014 e pretende dar a conhecer o melhor do Alentejo – desde vinho ao turismo, passando pela cultura e pela gastronomia. O evento realiza-se na capital alentejana, mas espelha a diversidade de toda a região, do baixo ao alto Alentejo.
O Évora Wine tem entrada livre e o copo com suporte (bolsa) para um mais cómodo transporte tem o custo de 9 euros.
A 7ª edição do maior evento de vinho do Alentejo tem como parceiros o Turismo do Alentejo, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), a Confraria dos Enófilos do Alentejo e a Câmara Municipal de Évora.
Programação Évora Wine 2022:
Andanças do Vinho e do Petisco | 26 de maio, quinta-feira, às 17h00 | Ponto de encontro no Restaurante D ́Iberico (R. do Raimundo, 7000-661, Évora)
Uma iniciativa que convida a um percurso pela cidade de Évora, com a visita a quatro restaurantes e a prova de vinhos da região, harmonizados com petiscos tipicamente alentejanos. Este evento arrancou pela primeira vez em 2016 e, este ano, estreia-se em associação ao Évora Wine, tendo funcionado como um “pré-convívio” que ocorreu em março, abril e que culmina um dia antes do grande encontro na Praça do Giraldo. O evento pretende renovar uma tradição alentejana: o convívio ao final do dia de trabalho, com o vinho e o petisco como protagonistas.
A iniciativa conta com o apoio da Universidade de Évora, do Centro Ciência Viva de Estremoz; da CVRA; do Diário do Sul; da Rádio Telefonia do Alentejo; e do distribuidor de vinhos do Alentejo, Dourado Distribuição
Jantar “Celebrar o Alentejo” | 26 de maio, quinta-feira, às 20h00 | Quinta Nova do Degebe – Galhetas (Estrada do Redondo, 7005-210, Évora)
A 26 de maio, o jantar “Celebrar o Alentejo” vai homenagear os rostos que, pela sua ação e dedicação, projetam o bom nome da região. Pela primeira vez, o Évora Wine vai atribuir os Prémios “Por todo o Alentejo” a três personalidades que se destacaram no setor do Vinho, no Turismo e na Cultura Alentejana. No mesmo evento, a Confraria dos Enófilos do Alentejo vai entregar os Prémios de Melhores Vinhos do Alentejo, e a cerimónia vai ser acompanhada pela atuação de Carla Saramago e André Domingos, ao piano.
Sessão de abertura Évora Wine | 27 de maio, sexta-feira, às 16h30 | Rota dos Vinhos do Alentejo (R. Cinco de Outubro no 88, 7000-854 Évora)
A sessão de abertura do Évora Wine está agendada para as 16h30 na Rota dos Vinhos do Alentejo, um espaço de excelência do enoturismo da região. A iniciativa vai contar com uma palestra sobre sustentabilidade, uma vez que o Alentejo foi a primeira região vitivinícola nacional a lançar, em 2015, um programa de sustentabilidade e a única a atribuir o único selo de produção sustentável do país, já em 2020. A conferência estará a cargo de Francisco Mateus, presidente da CVRA.
Segue-se a apresentação do livro “Tabernas do Alentejo – arte & ciência”, um projeto da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora e que conta com a assinatura de Ana Costa Freitas, Francisco Mateus, Rui Dias, Rute Sousa Matos, Francisco Themudo Barata, Sandra Dourado, Paulo Piçarra, Luís Abílio, Vanessa Schnitzer e Carlos Cupeto.

Dia 01 Évora Wine | 27 de maio, sexta-feira, às 18h00 | Praça do Giraldo (Évora)
A “abertura de portas” da Praça do Giraldo, a 27 de maio, está agendada para as 18h00. No primeiro dia da iniciativa, a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre presenteia os visitantes, com uma sessão de showcooking, que se realiza pelas 19h30. Mais tarde, haverá tempo para Cantares Alentejanos com os Almocreves e para a atuação de Jazz com Rodrigo Lima.
Estreia do filme “Terroir – o Alentejo, as suas castas e o homem que pensou os vinhos” | 28 de maio, sábado, às 11h00 e às 16h00 | Fundação Eugénio de Almeida (Apartado 2001, 7001-901, Évora)
O Évora Wine vai contar com a apresentação oficinal do inédito filme biográfico de uma figura incontornável da região: Colaço do Rosário, uma das principais personalidades da enologia portuguesa, considerado o pai dos vinhos do Alentejo. A sessão de estreia do “Terroir – o Alentejo, as suas castas e o homem que pensou os vinhos” está marcada para as 16h00, de 28 de maio, sábado, na Fundação Eugénio de Almeida
O filme conta com a produção de António Menêzes; realização de António Menêzes & Rietske van Raaij; e a produção executiva esteve a cargo de António Menêzes e Teresa Colaço do Rosário. O projeto foi patrocinado pela Fundação Eugénio de Almeida, pela CVRA e pela Direção Regional de Cultura do Alentejo e conta com o apoio à produção do Esporão; do Turismo do Alentejo, E.R.T.; da Confraria dos Enófilos do Alentejo; da Universidade de Évora; da Adega de Borba; da Comenda Grande; e da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito
Dia 02 Évora Wine | 28 de maio, às 18h00 | Praça do Giraldo (Évora)
O segundo dia de Évora Wine inicia-se com a apresentação do filme biográfico sobre Colaço do Rosário. Pelas 19h30, a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre volta a ser responsável por dar a conhecer aos visitantes os sabores do Alentejo, através de mais uma sessão de showcooking, na Praça do Giraldo. Por fim, à noite, o centro de Évora conta atuações de Dose Dupla; Pedro, Raquel, Francisco & Friends; e Grupo Sevilhanas.
O Évora Wine 2022 vai trazer muitas novidades à Praça do Giraldo, em Évora, de 27 a 28 de maio, e juntar vinhos, petiscos, enoturismo e cultura do Alentejo para celebrar a força da região. Para a maior edição de sempre, esperam-se perto de 7 500 visitantes portugueses e estrangeiros e um número recorde de produtores associados.
A sétima edição do maior evento de vinho do Alentejo tem como parceiros o Turismo do Alentejo, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, a Confraria dos Enófilos do Alentejo e a Câmara Municipal de Évora.
Fotos: EW.
Atualidade
Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”
A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.
Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.
O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.
Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.
“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.
Ígor Lopes
Atualidade
Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”
O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.
Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.
O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.
Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.
Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.
Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.
Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.
“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.
O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.
Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.
A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.
“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
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