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Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica junta alguns dos melhores especialistas para debater temas internacionais

ISP Dialogues arrancam a 29 de setembro na Universidade Católica no Porto

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“Avaliar o mundo de hoje, em contacto com o amanhã” é o mote do novo ciclo de conferências “ISP Dialogues” da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, no âmbito do International Studies Programme, um Mestrado em Direito Internacional e Europeu da Faculdade, lecionado totalmente em inglês. Sónia Sénica, Vladimiro Feliz, Francisco Proença Garcia, Marcos Perestrello, Ana Santos Pinto, Sofia Moreira de Sousa, João Pedro Matos Fernandes, Francisca Guedes de Oliveira, Paulo Pinto de Albuquerque e Isabel Capeloa Gil são os palestrantes. O primeiro ISP Dialogue realiza-se já a 29 de setembro, às 14h30, sob o tema “Perspetivas sobre a relação entre a Rússia e a Europa após a invasão da Ucrânia,” com Sónia Sénica, professora e investigadora de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa.

“Os ISP Dialogues são uma oportunidade única de exposição dos nossos estudantes a temas críticos no âmbito do direito e das relações internacionais, de modo a poderem avaliar o mundo de hoje, em contacto com o amanhã,” refere Azeredo Lopes, coordenador do International Studies Programme. “Os nossos convidados têm relevância nacional e internacional e as temáticas estão em linha, desde logo com algumas das questões mais difíceis da atualidade e, depois, com os objetivos fundamentais do International Studies Programmme”, salienta Azeredo Lopes. Maria Isabel Tavares, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito, reitera que “é uma iniciativa dirigida essencialmente aos estudantes da Universidade Católica no Porto, mas que está aberta a toda a comunidade”.

O primeiro ISP Dialogue decorre já dia 29 de setembro, às 14h30 no Auditório Comendador Arménio Miranda (Edifício de Biotecnologia, Universidade Católica Portuguesa, no Porto), sob o tema “Perspetivas sobre a relação entre a Rússia e a Europa após a invasão da Ucrânia,” com Sónia Sénica, professora e investigadora de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa.

As sessões decorrem até ao mês de dezembro, versando os seguintes temas: “O Futuro das Cidades e as Cidades Futuras: Mobilidade, Mudanças Climáticas e Bem-estar Comum”, com Vladimiro Feliz, diretor do CEiiA (13 de outubro); “Geopolítica, Poderes Autoritários e Ameaças à Democracia Liberal”, por Francisco Proença Garcia, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (19 de outubro); “Parlamentos e Política de Defesa Nacional: O caso português”, com Marcos Perestrello, Deputado e Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República (26 de outubro); “Os conflitos do Médio Oriente e a União Europeia: O caso Português”, por Ana Santos Pinto, Professora de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (9 de novembro); “A União Europeia como ator global”, com Sofia Moreira de Sousa, Embaixadora e Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal (16 de novembro); “Alterações Climáticas: Os desafios de hoje e do futuro”, por João Pedro Matos Fernandes, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (23 de novembro); “Capitalismo, Democracia Liberal e Pobreza: Porque é que o fosso entre pobres e ricos está a aumentar?”, com Francisca Guedes de Oliveira, membro do Conselho de Administração da AICEP e professora da Católica Porto Business School (30 de novembro); “O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos como promotor de responsabilidade e de políticas de direitos humanos”, com Paulo Pinto Albuquerque, professor Catedrático da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e antigo Juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (7 de dezembro). A Conferência de Encerramento será proferida por Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, sobre o tema “A incapacidade de esquecer. Nostalgia e a Reconciliação das Práticas Internacionais” (12 de dezembro).

Com este primeiro conjunto de oradores convidados, de diferentes origens pessoais e profissionais, realiza-se o objetivo de fomentar o pensamento crítico, e de apresentar contextos interdisciplinares e uma abordagem abrangente e humanista do Direito Internacional e Europeu e das relações internacionais aos estudantes do Mestrado em Direito Internacional e Europeu e, neste, aos do International Studies Programme. Todos poderão assistir e participar, sem necessidade de inscrição prévia.

Para mais informações e programa completo, consultar:

https://fd.porto.ucp.pt/pt-pt/international-studies-programme/isp-dialogues .

Imagem: UCP.

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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