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Como as crianças desenvolvem competências enquanto se divertem

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O British Council, a organização internacional do Reino Unido para as relações culturais e oportunidades educacionais, propõe promover as chamadas soft skills das crianças através da metodologia do brincar.

De acordo com um estudo do British Council, as famílias já não estão tão preocupadas com as competências digitais dos seus filhos, mas, em vez disso, estão a voltar a sua atenção para o mundo offline. Os encarregados de educação têm procurado uma certa desconexão digital para melhorar a aquisição e o desenvolvimento de outras competências mais relacionadas com o “mundo real”, tais como a sociabilidade, a empatia, a comunicação, a versatilidade e a criatividade.

Não há dúvida de que as habilidades adquiridas no verão vão ajudar os mais pequenos no seu regresso às aulas. Tudo o que aprenderam, através de brincadeiras e jogos, poderão também aplicar no seu dia a dia na escola e ao longo da sua vida.

As crianças aprendem enquanto brincam. Esta frase, que já ouvimos tantas vezes, assume uma especial relevância no contexto educativo. A brincadeira é uma ferramenta pedagógica muito valiosa, que permite às crianças desenvolver capacidades sociais e emocionais de uma forma lúdica e natural.

Existem diferentes tipos de jogos que podem ajudar as crianças a desenvolver as suas soft skills. Os jogos de tabuleiro ou charadas, por exemplo, são perfeitos para encorajar o trabalho de equipa e a colaboração. As brincadeiras que envolvem a interpretação de papéis, por outro lado, são ideais para desenvolver a criatividade e a imaginação. Os jogos com objetos simples e naturais, que envolvem a construção, o equilíbrio e a experimentação são muito proveitosos. Brincar com blocos de madeira ou blocos de construção, por exemplo, pode ajudar a melhorar a adaptabilidade e a resiliência.

Porque é importante estimular as soft skills na infância?

Desde muito cedo, as crianças estão em constante evolução. Todos os dias, elas adquirem novos conhecimentos e desenvolvem habilidades essenciais para a vida. À medida que uma criança cresce, o seu cérebro adquire maior capacidade de absorção e raciocínio, o que permite uma melhor compreensão do mundo à sua volta.

Ao mesmo tempo que amadurece, ela também descobre outras formas de compreender o mundo através das suas emoções e sentimentos. Por outras palavras, as crianças aprendem a gerir as suas emoções, a relacionar-se com os outros e a resolver conflitos. Estas são algumas das chamadas soft skills, que estão a tornar-se cada vez mais relevantes no mundo que nos rodeia.

Ao ter plena convicção sobre a importância do desenvolvimento de tais competências, os especialistas do British Council desenvolveram cursos de inglês que procuram ensinar mais do que uma nova língua. Com o objetivo de preparar as crianças para o futuro e para situações da vida real, as aulas são lecionadas de forma interativa, envolvendo diversos recursos atrativos, divertidos e eficientes.

Desta forma, os professores especializados optam por uma abordagem multifacetada, permitindo que as crianças aprendam inglês através de jogos, teatro, histórias, canções, movimentos, trabalhos manuais e muito mais.

Educação e Entretenimento: Edutainment como ferramenta para desenvolver as soft skills das crianças e adolescentes

Apesar da importância dos momentos de desconexão digital, não podemos rejeitar a presença e utilidade das tecnologias atuais como veículos para educar.

Assim, o Edutainment é uma ferramenta muito eficaz para aperfeiçoar as competências das crianças e adolescentes de uma forma divertida e natural. Eles aprendem melhor quando estão envolvidos em atividades lúdicas e esta metodologia permite-lhes fazer exatamente isso. Ressalta-se, ainda, a atenção em compreender os diferentes contextos e tipos de material ao complementar as situações de aprendizagem.

Um bom exemplo de utilização do Edutainment é um podcast educativo. Em formato de áudio, vídeo ou através da combinação de imagem com locução, um podcast pode ser ouvido quando e onde quiser. Desta forma, além de ser um material acessível, pode ser facilmente produzido. Ainda assim, o planeamento, gravação e edição daquilo que será transmitido necessitam de tempo e dedicação.

Foi assim que o British Council (Portugal), com o objetivo de motivar, divertir e aproximar os estudantes e professores, lançou o “The Sunshiny Day Podcast”.

Neste podcast, gravado todo em inglês, estudantes, professores e outros colaboradores do British Council Portugal mostram os seus talentos e a incrível diversidade entre eles. Os estudantes, na sua maioria do Secondary (13-17 anos), foram convidados a participar nos episódios, nos quais puderam apresentar os seus interesses, inspirações e opiniões sobre diversos assuntos.

Assim, é possível ouvir conversas sobre temas como hobbies, receitas secretas, contacto com a natureza e datas especiais, como as festas de fim de ano, o Dia Mundial da Criança, o Mês da História Negra, o Dia da Internacional da Mulher e o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Além da partilha de histórias interessantes, o podcast também trata de assuntos relevantes e importantes para a sociedade como um todo. Procura realizar reflexões que têm ligação com questões atuais e necessárias, como as políticas de alterações climáticas, a diversidade, a representatividade ou a inclusão, entre outras.

É frequentemente observado o desejo das crianças e adolescentes em participar de conversas com temas que impactam a sociedade e o futuro. É necessário ouvir o que eles têm a dizer, respeitando a individualidade de cada um. Por isso, o nosso dever é continuar a incentivar o diálogo, o pensamento crítico, a colaboração e a curiosidade em aprender. Logo, este podcast, criado e apresentado por professores experientes, procura promover essas importantes conversas, tal como acontece na sala de aula, transmitindo os princípios da missão do British Council.

Segundo Julie Tice, diretora académica do British Council em Portugal, “este tipo de aprendizagem lúdica, experimental e significativa é ideal para crianças e jovens adquirirem e desenvolverem soft skills essenciais para o mundo de hoje e de amanhã, tais como a sociabilidade, a colaboração, o pensamento crítico, a resolução de problemas, a imaginação e a adaptação ao ambiente”.

Assim, crianças e adolescentes podem usufruir e, até mesmo, fazer parte da produção de um conteúdo envolvente e educativo, que irá prepará-los para o futuro com as competências fundamentais. Tudo isto enquanto comunicam de forma confiante em inglês.

Foto: DR.

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“Encceja Exterior 2026”: Inscrições para exame de certificação de brasileiros residentes no estrangeiro decorrem entre 3 e 14 de agosto

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O Governo do Brasil publicou o edital do “Encceja Exterior 2026”, oficialmente conhecido como Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos, uma prova gratuita e de participação voluntária destinada a jovens e adultos brasileiros residentes no estrangeiro que não concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio na idade regular mas que pretendam obter certificação escolar correspondente ao ensino fundamental ou ao ensino médio. As inscrições decorrem entre 3 e 14 de agosto de 2026, estando a realização das provas marcada para 22 de novembro de 2026, anunciou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Para concorrer ao certificado do ensino fundamental, os candidatos deverão ter 15 anos completos na data da realização da prova; para o ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/1996). A inscrição exige ainda a existência de um número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) válido.

As provas realizam-se num único dia, distribuídas pelos períodos da manhã e da tarde, sendo compostas por quatro provas objetivas, com 30 questões de escolha múltipla cada, e por uma prova de redação.

No caso do ensino fundamental, são avaliadas as áreas de Ciências Naturais, Matemática, Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação, bem como História e Geografia.

Já para os candidatos ao ensino médio, o exame incide sobre Ciências da Natureza e as suas Tecnologias (Química, Física e Biologia), Matemática e as suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e as suas Tecnologias e Redação (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes e Educação Física) e Ciências Humanas e as suas Tecnologias (História, Geografia, Filosofia e Sociologia).

O INEP recomenda aos interessados a consulta integral do edital, disponível através do site institucional oficial das provas, onde constam todas as regras de participação, os procedimentos de inscrição e as condições para obtenção da certificação escolar.

Ígor Lopes

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CTTexpress com mais 64% de entregas fora de casa na península ibérica

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A CTTexpress, marca ibérica de logística de comércio eletrónico do Grupo CTT, registou um aumento de 64% nas entregas fora de casa (OOH) na Península Ibérica no primeiro semestre deste ano, face ao período homólogo de 2025.

No total, foram realizados mais de 4,8 milhões de envios para pontos de proximidade e cacifos nos primeiros seis meses do ano, refletindo a rápida expansão deste modelo de entrega.

Em Portugal, este hábito dos consumidores está em consolidação, com um aumento de 17%, suportado por esta rede altamente capilar e próxima do cliente. Já em Espanha, o crescimento acelerou fortemente, registando um aumento de 142% até junho face ao mesmo período de 2025.

Esta evolução acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a privilegiar soluções que lhes dão maior conveniência e controlo sobre a entrega.

As opções fora do domicílio – como pontos de recolha, cacifos ou entrega no local de trabalho – estão a ganhar peso e a afirmar-se como um elemento central da experiência de e-commerce, permitindo aos utilizadores escolher quando e onde recebem ou enviam as suas encomendas. Também os operadores de comércio eletrónico têm proposto cada vez mais estas soluções de entrega aos seus clientes. A combinação de conveniência para os consumidores e eficiência operacional tem contribuído para uma maior adoção deste modelo, acompanhando o crescimento do e-commerce e a transformação da logística na última milha.

“A rede de pontos de recolha e cacifos deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma infraestrutura crítica do e-commerce. Sem capilaridade e densidade de rede, não é possível responder à escala atual do mercado nem às expectativas de conveniência dos consumidores. A CTTexpress, continuamos a reforçar esta rede para garantir proximidade e flexibilidade”, diz Alfonso Pastor, Diretor de Produto da CTTexpress.

O crescimento do OOH surge num contexto de forte dinamismo do comércio eletrónico. Segundo o Barómetro de e-commerce de março da CTTexpress para o mercado português, 85,1% dos operadores reportaram crescimento das vendas online em 2025, e 83% esperam que essa tendência se mantenha em 2026, consolidando o peso do digital no retalho.

De acordo com o mesmo estudo, as entregas fora de casa são as que apresentam maior potencial de crescimento futuro, acompanhadas por uma mudança nos critérios de escolha dos consumidores, que valorizam sobretudo gratuidade, velocidade e previsibilidade.

Neste contexto, a entrega deixa de ser apenas uma questão de rapidez e passa a ser uma questão de controlo, com os consumidores a procurarem soluções mais flexíveis e adaptadas ao seu dia a dia.

Acompanhando as preferências do consumidor, a CTTexpress conta atualmente com uma rede de mais de 20 mil pontos de recolha na Península Ibérica, assegurando uma solução de proximidade para envio, levantamento e devolução de encomendas expresso.

Esta rede ganha também relevância no segmento de ‘Consumidor para Consumidor’ (C2C), associado à venda entre particulares, onde facilitação, proximidade e simplicidade são determinantes.

A empresa mantém a aposta no reforço de uma das redes mais densas da Península Ibérica, posicionando-se num mercado onde a conveniência, a proximidade e a experiência do utilizador são cada vez mais decisivas.

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Cientista Fabiano de Abreu defende utilização de álamos como barreiras naturais para reduzir o risco de incêndios em Portugal

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O cientista Fabiano de Abreu defendeu a utilização estratégica de álamos no ordenamento florestal português, com base num estudo publicado pela Universidade McGill, no Canadá, considerando que esta espécie poderá desempenhar um papel relevante na redução da propagação dos incêndios rurais em Portugal.

A posição do investigador surge na sequência dos resultados obtidos por uma equipa da instituição de ensino superior canadiana, coordenada pela investigadora Flavie Pelletier, que identificou um conjunto de características biológicas capazes de limitar a propagação do fogo em áreas dominadas por álamos.

Segundo Fabiano de Abreu, a elevada retenção de humidade nas folhas, a ausência de resinas altamente inflamáveis e a configuração da copa, com os ramos mais afastados do solo, dificultam a ignição e reduzem a capacidade de as chamas se propagarem entre a vegetação.

O cientista sublinha, contudo, que estas propriedades apenas produzem efeitos significativos quando a espécie é utilizada em áreas contínuas e não através da plantação isolada de árvores.

“O álamo funciona como um escudo térmico vegetal”, sustenta, defendendo que “quando estabelecido em grandes blocos contínuos, ele reduz de forma drástica a intensidade do fogo porque priva as chamas do combustível resinoso”.

Na sua perspetiva, Portugal poderá beneficiar da criação de corredores florestais compostos por espécies caducifólias junto de aldeias, infraestruturas críticas e zonas de maior risco, proporcionando mais tempo às equipas de combate para controlar os incêndios.

Os dados analisados mostram que, em áreas onde os álamos representam mais de metade da cobertura vegetal, a progressão diária dos incêndios diminui significativamente, passando de cerca de 1.770 acres para aproximadamente 550 acres, mantendo este efeito de contenção tanto na primavera como durante o verão.

Para Fabiano de Abreu, estas conclusões demonstram que o ordenamento florestal deverá incorporar cada vez mais soluções baseadas em evidência científica, reduzindo a dependência de extensas áreas de monocultura altamente combustível e reforçando a capacidade de adaptação das florestas portuguesas perante fenómenos de seca extrema e temperaturas elevadas.

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