Atualidade
Castro Marim prepara-se para um mês em festa com os Santos Populares
Junho é o mês dos Santos Populares e este ano, após dois anos de interregno devido à pandemia, voltam a celebrar-se como manda a tradição. De 10 de junho a 9 de julho, Castro Marim estará em festa, por todo o concelho os tradicionais bailes e arraiais vão disputar aquela que é a 21ª edição do Concurso de Mastros, uma das tradições de maior apreço dos castromarinenses.
Grinaldas de flores, balões e lanternas feitas em papel colorido misturam-se com o cheiro do alecrim e do manjerico, com o fado castiço, as marchas e a música popular. São marcos incontornáveis desta tradição, que resultam do trabalho e dedicação das várias associações locais do município, que mesmo durante a pandemia se empenharam e comprometeram com esta dinâmica contribuindo para a iniciativa “Tradição sobre Rodas – Santos em Casa”, levada a cabo pela autarquia numa tentativa de não abandonar o Concurso de Mastros.
O Concurso de Mastros culmina na Praça 1º de Maio, com o Arraial de S. João, na noite de 23 de junho. O júri dará a conhecer a sua decisão sobre o trabalho das coletividades, em que se avaliam sobretudo os aspetos tradicionais, a originalidade e a imaginação nas quadras alusivas aos Santos Populares.
O XX Concurso de Mastros é uma organização da Câmara Municipal de Castro Marim e conta com a colaboração das associações e clubes locais: Associação Cultural “Amendoeiras em Flor”, Associação Social da Freguesia de Odeleite, ARCDAA – Associação Recreativa, Cultural e Desportiva dos Amigos de Alta Mora, Campesino Recreativo Futebol Clube, Casa do Povo do Azinhal, Clube de Junqueira, Grupo Desportivo e Cultural do Rio Seco, Associação Recreativa e Cultural do Azinhal, Banda Musical Castromarinense, Irmandade do Imaculado Coração de Maria.
Recomenda-se o uso de máscara nos eventos, mesmo que ao ar livre, sempre que haja uma grande aglomeração de pessoas.
Calendarização:
10 de junho
- Baile em Altura (sede da Associação Cultural Amendoeiras em Flor) | 22h00
11 de junho
- Baile com Silvino Campos | Junqueira (polidesportivo) | 21h30
- Baile com Grupo + 2 | Rio Seco (sede do Clube Rio Seco) | 21h30
12 de junho
- Baile com Sérgio Conceição | Altura (junto à Igreja) | 21h30
- Sardinhada, Marcha e Baile com o Grupo + 2 | Alta Mora (antiga Escola Primária) | 19h30
- Baile com Sandrine | Castro Marim (Largo da Casa da Música) | 21h00
- Bale com Ernesto Batista | Monte Francisco (sede do Campesino) | 19h00
17 de junho
- Baile com Fábio Guerreiro, Nádia Catarro e Válter Romeira | Odeleite (sede do Clube Desportivo) | 21h00
- Baile com Ângelo Correia | Junqueira (polidesportivo) | 21h30
18 de junho
Baile com Ricardo Catarino | Azinhal (Largo da Junta de Freguesia) | 21h00
19 de junho
Baile com Duo Reflexo | Castro Marim (Largo da Casa da Música) | 21h00
23 de junho | ARRAIAL DE S. JOÃO com Grupo + 2 | Castro Marim (Praça 1º de Maio) | 20h00
24 de junho
Baile com Silvino Campos | Alta Mora (antiga Escola Primária) | 21h30
25 de junho
Baile com Grupo + 2 | Azinhal (Largo da Junta de Freguesia) | 21h00
Baile com Luís Godinho | Rio Seco (sede do Clube Rio Seco) | 21h30
26 de junho
Baile com José Passadinhas | Monte Francisco (sede do Campesino) | 19h00
28 de junho
Baile com Sérgio Conceição | Altura (junto à Igreja de Altura) | 21h30
01 de julho
Baile com Duo Reflexo | Junqueira (polidesportivo) | 21h30
09 de julho
Baile com Filomena Raposo | Rio Seco (sede do Clube Rio Seco) | 21h30.

Imagens: CMCM.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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