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Bragança: Ponto de situação e medidas preventivas sobre abastecimento de água

No Concelho

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No ano de 2022, com um inverno invulgarmente seco e um verão demasiado quente, Portugal atravessa uma das piores secas desde que há registos, de acordo com o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA). O Concelho de Bragança não é exceção e o Município faz o ponto de situação, à data, e aponta medidas preventivas para mitigação dos efeitos da seca.

Um dos resultados da seca registada no concelho é a falta de água de consumo para abastecimento de algumas populações rurais, a qual tem sido garantida pelo Município, com o transporte de água para as populações com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Bragança e Izeda, face ao protocolo estabelecido entre o Município e as duas Associações Humanitárias. Uma ação de grande cooperação entre os Serviços Municipais e os Bombeiros que permitiu, até ao momento, resolver os problemas relacionados com esta temática.

Assim, o Município de Bragança torna público o ponto de situação, ao dia de hoje, sobre o abastecimento de água no concelho, as medidas preventivas que os serviços municipais vão adotar e quais as atitudes que os munícipes devem tomar por forma a mitigar os efeitos da seca e da falta de água.

Ponto de Situação

O cenário atual no que se refere ao abastecimento de água em Bragança, mais concretamente na área rural do concelho, é delicado, temendo-se, nos próximos dias, um agravamento da situação com o aumento da população flutuante (turistas e emigrantes).

São diversas as zonas de abastecimento com problemas para manter os níveis de água nos reservatórios, para os quais o Município tem assegurado o transporte regular de água, por autotanque, com recurso aos serviços dos Bombeiros Voluntários de Bragança e de Izeda, num total superior, até ao momento, a 6.000 m3 de água potável transportada a partir da cidade, em mais de 350 deslocações, representando uma despesa já superior 20.000 euros, para servir cerca de 3900 habitantes.

No total, 26 das 114 aldeias/lugares do concelho encontram-se em situação de alerta, devido, sobretudo, a dois fatores: escassez de água nas origens e picos/excesso de consumo.

De realçar, também, que este é o mais atípico dos últimos anos em termos de condições meteorológicas, com a pior seca de que há memória e a previsão de mais ondas de calor, associadas à ausência de precipitação.

A agravar a presente situação, importa destacar que o solo se encontra extremamente seco e compacto (pesado), o que tem potenciado a ocorrência de sucessivas ruturas nas tubagens de abastecimento de água. Só durante o mês de julho foram detetadas e reparadas um total de 81 ocorrências, o que equivale a um acréscimo de mais de 100% quando comparado com idêntico período do ano anterior.

Esta situação, previsivelmente, poderá estender-se a outras zonas de abastecimento, pelo que a estratégia passa, no momento, por prevenir e alterar comportamentos de consumo.

Dar, ainda, nota de que a cidade de Bragança é, atualmente, abastecida de água a partir da barragem de Serra Serrada, em Montesinho, que tem uma capacidade máxima de armazenamento de 1.500.000m3. Este sistema abastece uma população de aproximadamente 24.000 habitantes. Esta albufeira encontra-se, à data, com cerca de dois terços da sua capacidade máxima (isto é, com aproximadamente de 900.000m3). Esta reserva tem sido garantida devido ao aproveitamento da água recolhida a partir das encostas circundantes, das pequenas linhas de água afluentes ao ramal e à bombagem de água a partir dos rios Sabor e Baceiro, apesar de, neste último, a bombagem se encontrar parada por falta de água. Atualmente, a cidade de Bragança representa uma média de consumos de 15.000 m3 diários, no mês de agosto.

Todas as restantes localidades do concelho possuem sistemas de captação independentes, constituídos sobretudo por furos artesianos, nascentes gravíticas, albufeiras, poços ou minas, que servem uma população de, aproximadamente, 11.500 habitantes. Assim, existem no Concelho de Bragança (a servir a área rural), em termos de captações para abastecimento público de água, 105 nascentes gravíticas e 68 furos/poços. Um sistema de abastecimento extraordinariamente complexo, quer em termos de manutenção, quer de gestão das próprias infraestruturas.

De realçar, também, que para ajudar a agricultura e pecuária do concelho a fazer face a situações deste género, o Município de Bragança investiu, nos últimos anos, na construção e recuperação de diversas charcas no meio rural, num total de 21, o que acrescentou uma capacidade estimada de mais de 6.200 m3 de água disponível e que outrora era inexistente, aliviando a pressão sobre a rede de abastecimento.

Medidas Preventivas

O Município de Bragança irá adotar, desde já, uma série de medidas para atenuar os efeitos da seca e dar o exemplo de boas práticas a adotar para uma eficaz poupança de recursos hídricos:

• Redução dos tempos de rega dos espaços verdes (aproximadamente 64ha em toda a cidade), de acordo com a tipologia de cada local. O Município prevê uma poupança de pelo menos 1.500 m3 diários só com esta medida;

• Redutores de água nas torneiras e nos autoclismos dos diferentes equipamentos municipais; • Analisar os desperdícios dos edifícios municipais, incluindo as escolas, e atuar em conformidade;

• Reduzir significativamente a lavagem da frota automóvel do município;

• Execução de novos furos artesianos capazes de garantir o fornecimento de água às localidades cujas captações existentes secaram;

Aos cidadãos, no meio rural e urbano, o Município de Bragança recomenda a adoção de atitudes preventivas e de boa gestão da água, através de uma campanha de sensibilização:

• Reduzir as lavagens dos carros e outros veículos;

• Não utilizar água da rede para rega de hortas, jardins e outros.

• Usar as máquinas de utilização doméstica com recurso a água (máquinas de lavar loiça, roupa, etc.), apenas quando tiverem a carga máxima e nos horários mais adequados;

• Recolha da primeira água do duche/banho para rega das plantas e jardins;

• Instalação de redutores para torneiras e autoclismos;

• Fechar a torneira enquanto lava as mãos ou os dentes;

• Descongelar alimentos com a máxima antecedência;

• Não deitar fora a água de cozer os alimentos e reaproveitá-la;

• Regar as plantas ou jardim apenas à noite e, preferencialmente, com recurso a fontes de água que não as de uso doméstico/rede.

Localidades com necessidades de abastecimento

Nome da Aldeia – Frequência do Abastecimento

Espinhosela – Muito Frequente

Paradinha nova – Frequente;

Réfega – Frequente

Calvelhe – Pontual

Coelhoso – Frequente

Petisqueira – Frequente

Refóios – Frequente

Carçãozinho – Pontual

Montesinho – Frequente

Caravela – Muito Frequente

Gostei/Castanheira – Frequente

Rebordãos – Pontual

Vila Nova – Pontual

Sortes – Pontual

Paçó de Mós – Pontual

Conlelas – Frequente

Lanção – Pontual

Pereiros – Pontual

Guadramil – Frequente

Zeive – Pontual

Paradinha Velha – Pontual

Grandais – Pontual

Oleiros – Pontual

Fontes Barrosas – Frequente

Bragada – Frequente.

Foto: DR.

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Portugal continua a ser o principal destino europeu da emigração brasileira

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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou o “Relatório Consular Anual 2025” (RCA 2025), documento que reúne os principais indicadores da atuação da rede diplomática e consular brasileira em todo o mundo. Os dados confirmam que Portugal continua a afirmar-se como o segundo maior destino da diáspora brasileira, acolhendo atualmente 628 mil brasileiros registados nos serviços consulares, apenas atrás dos Estados Unidos, consolidando também um papel central na prestação de serviços, assistência consular, mobilidade internacional e cooperação bilateral.

O relatório revela que a comunidade brasileira no exterior voltou a crescer em 2025, atingindo cerca de 5,29 milhões de pessoas, das quais 1,87 milhões residem na Europa, sendo Portugal o principal destino europeu da emigração brasileira. Os 628 mil brasileiros residentes em território português representam a maior comunidade estrangeira do país.

Grande parte dessa atividade concentra-se nos dois principais postos consulares. O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa acompanha uma comunidade estimada em 370 mil brasileiros, enquanto o Consulado-Geral do Brasil no Porto presta apoio a cerca de 208 mil cidadãos, colocando Portugal entre os países com maior volume de trabalho da rede consular brasileira em todo o mundo.

Os números da assistência consular demonstram, uma vez mais, esta realidade. Durante 2025 foram registados 6.150 atendimentos consulares em Portugal, distribuídos entre 3.165 atendimentos realizados no Consulado-Geral do Brasil no Porto e 2.985 no Consulado-Geral em Lisboa, tornando Portugal o terceiro país com maior número de casos de assistência consular, apenas atrás dos Estados Unidos e da Bolívia.

Também na mobilidade internacional, Portugal mantém uma posição de destaque. Segundo o RCA 2025, cerca de 1,3 milhões de brasileiros passaram por Portugal ao longo do ano, tornando o país o quarto principal destino mundial de brasileiros em trânsito, apenas ultrapassado pelo Paraguai, Argentina e Estados Unidos.

De igual modo, a procura pelos serviços administrativos continua muito elevada. Portugal liderou mundialmente a emissão de atestados de vida, com 4.307 documentos emitidos, superando Japão e Estados Unidos. Nos registos de casamento, o país voltou a ocupar a segunda posição mundial, com 1.351 casamentos registados, apenas atrás dos Estados Unidos.

Os dados relativos aos nascimentos confirmam o peso crescente da comunidade brasileira em Portugal. Em 2025 foram registados 4.087 nascimentos de cidadãos brasileiros em território português, o segundo valor mais elevado de toda a rede diplomática brasileira, apenas atrás dos EUA (20.197).

Na área dos atos notariais, foram emitidas cerca de quatro mil procurações, além de 3.819 declarações consulares, colocando novamente o país entre aqueles onde a procura pelos serviços administrativos brasileiros é mais significativa.

O relatório evidencia ainda a consolidação das estruturas de apoio social desenvolvidas pelos consulados brasileiros. Em 2025 foram realizados 396 atendimentos de apoio psicológico em Portugal, integrados nos chamados Espaços da Mulher Brasileira, criados para apoiar cidadãos em situação de vulnerabilidade, violência doméstica ou necessidade de acompanhamento especializado.

Outro dos aspetos destacados prende-se com o reforço da cooperação institucional entre Portugal e o Brasil. O documento recorda a realização, a 30 de setembro de 2025, da reunião da Subcomissão Brasil-Portugal de Assuntos Consulares e Circulação de Pessoas, em Lisboa, onde foram discutidas matérias como as autorizações de residência, o reconhecimento mútuo das cartas de condução, a aplicação do Acordo de Segurança Social, a digitalização dos serviços consulares, o combate à xenofobia e o reforço da proteção da comunidade brasileira residente em Portugal.

O crescimento da comunidade brasileira fora dos grandes centros urbanos acompanha também a estratégia de descentralização da presença diplomática brasileira. Em entrevista recente à Agência Incomparáveis, o cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, explicou que a criação do Consulado Honorário do Brasil em Belmonte representa um passo importante nesse processo.

“O nosso objetivo é interiorizar a presença do Brasil em Portugal. Belmonte, a partir de agora, é o nosso ponto de apoio nesse exercício de diversificar a agenda e de interiorizar geograficamente a ação e a presença do Brasil”, frisou Alessandro Candeas.

Segundo este diplomata, o Interior português representa uma oportunidade pouco explorada para o aprofundamento das relações económicas, académicas e culturais entre os dois países.

“O Interior de Portugal é uma grande oportunidade ainda a ser descoberta. Ou seja, o foco, tanto político como empresarial, comercial, de investimentos, tem sido, tradicionalmente, o litoral. Cidades como Lisboa, Porto, Coimbra, Torres Vedras e a região do Algarve também, mas há pouco conhecimento do grande potencial de desenvolvimento, de atração de investimentos no Interior de Portugal”, vincou.

Candeas destacou ainda a importância crescente da Covilhã e da Universidade da Beira Interior, onde reside uma comunidade significativa de estudantes e profissionais brasileiros, considerando que o novo consulado honorário poderá servir como ponto de apoio à comunidade e ao desenvolvimento de novas parcerias.

“Covilhã é uma sede muito importante de interesse. Há muitos brasileiros que estudam já e trabalham ou que têm interesse em investir na Covilhã”, salientou, acrescentando que “o consulado honorário do Brasil em Belmonte poderá vir a ter a oportunidade de contar com um espaço físico, inclusive, de apoio logístico, para atuar desde a Covilhã, o que vai ser de muito interesse e muito importância para nós”.

Também à Agência Incomparáveis, o cônsul honorário do Brasil em Belmonte, António Dias Rocha, defendeu que a presença consular no Interior responde à evolução da própria diáspora brasileira.

“Cada vez temos mais brasileiros no Interior do país e, nesta região, com a Universidade da Beira Interior e com todos os brasileiros que aqui trabalham, mais razão havia para esta representação”, declarou este responsável, que acrescentou que o objetivo passa, de igual modo, por “aproximar os serviços diplomáticos das comunidades residentes longe de Lisboa e do Porto”.

“Justificar-se-ia que as atividades do consulado passassem também para o Interior do país e que Belmonte pudesse contribuir para auxiliar os brasileiros que cá estão e divulgar o Brasil”, referiu.

Embora o “Relatório Consular Anual” destaque sobretudo os consulados-gerais de Lisboa e Porto, a rede brasileira em Portugal integra ainda o Consulado-Geral em Faro, responsável pelo acompanhamento da comunidade residente no Algarve, que conta, segunda fontes, com cerca de 50 mil brasileiros.

Ao longo do relatório, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil conclui que o crescimento sustentado da comunidade brasileira residente em Portugal continua a reforçar a necessidade de modernizar os serviços consulares, ampliar os mecanismos de assistência aos cidadãos e aprofundar a cooperação bilateral, consolidando Portugal como um dos parceiros estratégicos da política externa brasileira e um dos principais polos da diáspora brasileira no mundo.

Ígor Lopes

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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