Atualidade
Barcelos comemora os 240 anos da Banda Musical de Oliveira
Exposição na Sala Gótica e concerto de bandas no Jardim Velho
É inaugurada, no próximo sábado, na Sala Gótica dos Paços do Concelho, a exposição “240 anos da Banda Musical de Oliveira”, que vai ficar patente ao público até ao dia 6 de novembro. A iniciativa acontece no âmbito da celebração do Dia Mundial da Música (1 de outubro) e visa assinalar as comemorações dos 240 anos da Banda Musical de Oliveira.
Esta iniciativa, preparada pelos serviços municipais, pretende dar a conhecer o património e história da mais antiga banda barcelense. Para além da fundação, a narrativa expositiva inclui os instrumentos, as partituras, o fardamento, alusão a figuras de relevância para o desenvolvimento da banda, bem como as condecorações e os projetos atuais.
Os instrumentos expostos foram recolhidos pelos elementos da banda para aumentar o seu espólio histórico, demonstrando a importância que dão ao património imaterial e material. A título de curiosidade, e porque é a prova de um período histórico conturbado, destaca-se o Carrilhão de Sinos (com datação provável entre 1939 e 1950).
Atualmente, a Banda Musical de Oliveira é composta por 70 músicos e dirigida pelo maestro Alfredo Macedo.
A sede, para além de funcionar para os ensaios, é também o local da escola de música, onde cerca de 70 alunos têm aulas de formação musical, de vários instrumentos e de orquestra.
Domingo há Encontro de Bandas Filarmónicas
A Exposição “240 anos da Banda Musical de Oliveira” é apenas um dos pontos altos do programa deste evento. Antes da inauguração da Mostra, que acontece às 16h15, há um momento musical, sendo que, depois, pelas 17h00, segue-se a realização da Conferência “A importância das Bandas Filarmónicas na Construção da Identidade Cultural das Localidades”, com os oradores Elisa Lessa e Ricardo Antão, e moderação de Sandra Bastos.
No domingo, 2 de outubro, pelas 9h30, dá-se a receção oficial das Bandas Filarmónicas, nos Paços do Concelho, Encontro de Bandas Filarmónicas, seguida de desfile até ao Campo 5 de Outubro (Jardim Velho), onde depois, pelas 10h30, arranca o Concerto das Bandas Filarmónicas, com a participação da Banda Marcial de Arnoso, da Sociedade Filarmónica de Crestuma e da Banda Musical de Oliveira.
Banda Musical de Oliveira – 240 anos
«A Banda Musical de Oliveira foi fundada em 1782 por António Gomes Ferraz, por ocasião dos festejos organizados para celebrar a conclusão das obras da reconstrução da Igreja Paroquial de Oliveira. Nesse tempo, era pároco da freguesia o padre João Machado da Silva Ribeiro, que promoveu a apresentação da Banda de Música. Após a sua fundação, a Banda Musical de Oliveira esteve sempre em atividade, embora só a 15 de novembro de 1965 tenham sido elaborados os seus estatutos, que a definem como uma a associação cultural, musical, artística e recreativa, inscrita nas Federações de Música e nos organismos oficiais da cultura.
Em janeiro de 1982, comemorou-se o Bicentenário da Banda Musical de Oliveira, sob a regência de Cândido Alberto Capela Bastos, com um vasto programa que incluiu inúmeras atuações que encerraram com uma homenagem ao Fundador. É, desde esse, ano sócio honorário dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos. Em 1983, é-lhe atribuída, pela Liga dos Bombeiros Portugueses, a Medalha de Ouro – Serviços distintos. Em 1995, por altura das comemorações do Dia Mundial da Música, em Barcelos, a Banda Musical de Oliveira foi condecorada com a Medalha de Mérito Cultural pelo Governo Português.
Em maio de 2001, a Banda Musical de Oliveira efetuou uma digressão pela Ilha de S. Miguel nos Açores, onde atuou nas Festas do Senhor Santo Cristo. Em 2001 organizou em conjunto com o INATEL um curso de Regentes que decorreu na sua sede.
Em 2002, para comemorar os 220 anos de existência, organizou, na cidade de Barcelos, em conjunto com a Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Minho, a Câmara Municipal de Barcelos e a Junta de Freguesia de Oliveira, o II Festival Jovem de Música Filarmónica do Minho.
A 31 de Agosto de 2003, foi-lhe atribuída, pela Câmara Municipal de Barcelos, a Medalha de Mérito Cidade de Barcelos – Grau Ouro.
Em 2007, comemorou 225 anos ao serviço da Cultura e nesse ano lançou um CD. Em 2010, participou no Festival da Bandas Filarmónicas ao mais alto nível, realizado no Europarque, em Santa Maria da Feira. Em 2011, realizou um concerto na Casa da Música no Porto – Integrado nos concertos de Verão.
Em 2012, comemorou os 230 anos da sua fundação e foi homenageada pela Junta de Freguesia de Oliveira.
A Banda Musical de Oliveira tem em funcionamento uma Escola de Música, através da qual presta o ensino da música, a cerca de 70 jovens. Tem ainda um grupo de música de câmara, um grupo de metais, um grupo coral para solenizar missas, um grupo de cantares tradicionais e um grupo de teatro.
A Banda Musical de Oliveira é uma associação dinâmica e em permanente atividade, que trabalha para a formação e bem-estar da comunidade e que se orgulha de cumprir a sua missão cultural, musical, artística e recreativa.»
Programa:
1 de outubro | Dia Mundial da Música
16h00| Apontamento Musical // Paços do Concelho
16h15| Inauguração da exposição “240 anos da Banda Musical de Oliveira” // Sala Gótica Paços do Concelho
17h00|Conferência “A importância das Bandas Filarmónicas na Construção da Identidade Cultural das Localidades”. Oradores: Elisa Lessa e Ricardo Antão // Moderação de Sandra Bastos
2 de outubro // Encontro de Bandas Filarmónicas
9h30| Receção oficial das Bandas Filarmónicas // Paços do Concelho
10h00| Desfile das Bandas // Saída dos Paços do Concelho até ao Campo 5 de Outubro (Jardim Velho)
10h30| Concerto das Bandas Filarmónicas com Banda Marcial de Arnoso, Sociedade Filarmónica de Crestuma e Banda Musical de Oliveira // Campo 5 de Outubro (Jardim Velho).

Imagens: CMB.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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