Atualidade
ANAM apela à alteração do regime jurídico das autarquias locais para um maior envolvimento dos jovens
ANAM em audiência na 12ª Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto
Foi na recente audiência da 12ª Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, realizada na passada terça-feira, na Assembleia da República, que, mais uma vez, a Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) procurou, através de propostas concretas, estimular a participação cívica e cidadã de jovens, com vista a fortalecer a democracia e a combater a forte abstenção que se tem feito notar em todos os sistemas europeus.
Assim sendo, a ANAM, em representação de todos os Presidentes de Assembleia Municipal associados, defendeu que se deveria aproveitar o Ano Europeu da Juventude para, oportunamente, fazer inscrever na legislação a obrigatoriedade das assembleias municipais incluírem no seu plano de atividades até 2024 (ano em que se comemorará o cinquentenário do 25 de Abril) a realização de iniciativas em que, preservando quer os princípios da democracia representativa quer autonomia do poder local, se fizesse apelo à participação cidadã jovem. Para a associação, entre as muitas medidas já implementadas, seria importante incluir uma nova alínea, no ponto nº 2, do artigo 25º da Lei 75/2013, de 12 de setembro, nomeadamente, inscrevendo em nova alínea onde se possa ler “realizar iniciativas que estimulem a participação cidadã como, entre outras, a Assembleia Municipal Jovem”.
Para a ANAM, e para os grupos parlamentares presentes, não há dúvida que as assembleias municipais são órgãos deliberativos de proximidade com dimensão e com poder de envolvimento assinalável, sendo que são os únicos órgãos autárquicos criados com o 25 de Abril. Na audiência, que envolveu vários grupos parlamentares, foi, unanimemente, reconhecido que têm surgido, espontaneamente, ou através das mais variadas iniciativas partidárias, diversas manifestações desse envolvimento dos cidadãos e dos autarcas, criando espaços e mecanismos de participação cidadã. São exemplos dessas práticas, os orçamentos participativos e as assembleias municipais jovens, que têm conquistado o seu próprio espaço, trilhando o seu caminho.
Atendendo a que a ANAM tem vindo a desenvolver iniciativas numa estreita colaboração com o IPDJ, com a FNAJ e a acompanhar o Parlamento Jovem, reconhecendo sempre o esforço das Instituições, (Presidente da República, Assembleia da República e Governo) no reforço da democracia e do sistema democrático, considera fundamental aprofundar o debate e reforçar as medidas em torno da participação dos jovens, nomeadamente através da normalização das medidas a implementar.
Na comissão parlamentar, foi realçado que, grande parte dos deputados são ou já foram presidentes de assembleias municipais, tendo sido, ainda, reconhecida a importância de todas e quaisquer iniciativas relacionadas com a participação dos jovens na construção de um sistema democrático mais forte quer a nível do poder local, quer a nível do poder central.
Segundo o deputado Miguel Matos, do grupo parlamentar do PS, também ele deputado municipal desde 2017, é importante valorizar as assembleias municipaisdefendendo que é necessário “aprofundar o seu funcionamento e a sua capacidade de fiscalização”. Nesse sentido, não deixou de evidenciar o trabalho que tem vindo a ser feito pela ANAM, nomeadamente, através dos programas que têm vindo a ser criados por diversas autarquias com vista alcançar “uma democracia mais participativa. Lembrou que o PS foi percursor dos Conselhos Municipais de Juventude”.
Para Jorge Galveias, deputado do grupo parlamentar do CHEGA, a proposta merece ser analisada para além das dúvidas que as assembleias municipais suscitam ao partido, enquanto despesa pública. Segundo o deputado, “todas as formas, esforços e estratégias que tenham como objetivo aproximar os jovens portugueses da participação cívica e política devem ser sempre saudadas e apoiadas”.
Da parte do grupo parlamentar do PSD, também Alexandre Poço diz “ver com bons olhos todas as iniciativas que vão ao encontro de estabelecer uma maior participação das pessoas junto dos organismos de poder e junto dos órgãos deliberativos”, registando a sugestão de alteração legislativa proposta pela ANAM.
Sobre as iniciativas desenvolvidas a nível local, Albino Almeida revela que “são cada vez mais as assembleias municipais que procuram apoio para levar a cabo as assembleias municipais jovens, ainda que existam, atualmente, mais de 100 autarquias que não possuem conselho municipal da juventude, pelo que era importante que todos fizessem um esforço para colmatar esta lacuna”. Referiu as boas práticas de muitas Assembleias Municipais e que a ANAM as tem difundido pelos Municípios. Relativamente a alguns assuntos apresentados pelos senhores Deputados, comprometeu-se a enviar a posição da ANAM, após análise e aprovação da sua Direção, em complemento do documento recentemente apresentado.
Foto: DR.
Atualidade
Conselheiros das Comunidades Portuguesas da América Central e da América do Sul recebem obra que documenta a presença histórica de Portugal no Uruguai
A obra “Huellas de Portugal en Uruguay”, da autoria de Augusto Antonio Guerra, com investigação complementar de Carlos Texeira Varesi dedicada às “Raízes Portuguesas de la Ciudad de Salto”, foi entregue aos membros do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas da América Central e da América do Sul (CRACS), durante a reunião realizada nos dias 10 e 11 de abril, na Casa de Portugal de Montevideu, passando igualmente a integrar o acervo documental da instituição, presidida por Inês Guerra.
A entrega da publicação constituiu um dos momentos de maior simbolismo cultural da reunião do Conselho Regional, reforçando a importância da preservação da memória histórica das comunidades portuguesas na América Latina e do reconhecimento do contributo dos emigrantes portugueses para a construção da identidade uruguaia.
Da autoria do antigo conselheiro das Comunidades Portuguesas Augusto Antonio Guerra, a publicação reúne um vasto conjunto de informações sobre a presença portuguesa em diferentes regiões do Uruguai, procurando “identificar vestígios materiais, documentais e humanos da emigração lusa, desde os primeiros povoamentos até às comunidades que continuam hoje a preservar esse património”. A publicação percorre “diferentes momentos da presença portuguesa no Uruguai”, documentando a “participação dos emigrantes no desenvolvimento económico, comercial e social do país”, bem como a “criação de associações, clubes, espaços culturais e instituições” que “ajudaram a preservar a identidade portuguesa ao longo de várias gerações”.
Entre os temas abordados encontram-se diversos locais associados ao património luso, incluindo edifícios históricos, memoriais, placas evocativas e outros testemunhos da presença portuguesa no Uruguai, com foco em cidades como Montevideu e Salto.
Em paralelo, a investigação desenvolvida por Carlos Texeira Varesi dedica especial atenção à cidade de Salto, no noroeste do país, na fronteira com a Argentina, identificando famílias de origem portuguesa, edifícios, monumentos, instituições e episódios históricos que testemunham a influência da comunidade portuguesa naquela região uruguaia.
Segundo apurámos, o objetivo da obra passa por “reunir, de forma sintética, as pegadas de Portugal e dos portugueses no território uruguaio”, oferecendo um “instrumento de consulta” destinado tanto aos descendentes de portugueses como a investigadores, estudantes e todos os interessados na história da emigração portuguesa na América do Sul.
A obra evidencia ainda a importância das instituições portuguesas na preservação da língua, das tradições e da memória coletiva, destacando o papel desempenhado pela Casa de Portugal de Montevideu e por outras organizações da comunidade ao longo das últimas décadas.
A distribuição da obra junto dos representantes eleitos das comunidades portuguesas pretende também incentivar a divulgação deste património histórico junto das diferentes comunidades da diáspora, reforçando o conhecimento sobre um capítulo muitas vezes pouco conhecido da presença portuguesa na América do Sul.
Deste modo, ao reunir investigação histórica, documentação patrimonial e testemunhos da emigração portuguesa, “Huellas de Portugal en Uruguay” ou “Marcas de Portugal no Uruguai”, em tradição livre, e “Raízes Portuguesas de la Ciudad de Salto” ou “Raízes portuguesas da cidade de Salto”, também em tradução livre, assume-se como “uma das mais recentes contribuições para o estudo das comunidades lusas no continente americano, com foco no universo “Portugal Luso-Oriental Uruguai”, preservando a memória de gerações de portugueses e luso-descendentes que ajudaram a construir parte da história do Uruguai”.
Ígor Lopes
Atualidade
Portimão: “MAR ME QUER” reúne mais de 30 mil pessoas durante “um dos grandes festivais de verão” em Portugal
O Festival Mar Me Quer encerrou esta sexta-feira, dia 14 de agosto, a sua quinta edição, depois de três dias de música e celebração na Zona Ribeirinha de Portimão. Mais de 30 mil pessoas passaram pelo recinto, confirmando o crescimento e a consolidação de um festival que tem vindo a afirmar-se cada vez mais como um dos grandes pontos de encontro do verão.
A edição de 2026 ficou marcada por um cartaz transversal, que percorreu o sertanejo, funk, hip hop, trap, rap e música eletrónica, cruzando diferentes géneros, públicos e gerações. Ao longo dos três dias, o Mar Me Quer reuniu Maiara & Maraisa, Veigh, Kevinho e Orochi, alguns dos principais nomes da música brasileira urbana e popular, que se cruzaram com algumas das relevantes figuras da música portuguesa atual como Chico da Tina, LON3R JOHNY, Kiko is Hot e Cripta. A componente eletrónica marcou presença ao longo dos três dias através de DJ Sets de Noise Tribe.
“A quinta edição do Mar Me Quer Portimão veio confirmar que é um festival de sucesso e um ponto de encontro de muitas famílias e amigos. Este ano, com mais de 30 mil pessoas no público, reforçou que é um festival que está para ficar e que a aposta em mais artistas internacionais foi certa e vencedora. Queremos agradecer a toda a comunicação social, a todos os nossos parceiros e marcas e estamos certos de que as próximas edições do Mar Me Quer terão ainda mais sucesso e serão ainda mais reconhecidas pelo público”, afirma André Sardet, Diretor Artístico do festival.
Ao longo desta edição, o Mar Me Quer voltou assim a aproximar diferentes universos musicais e culturais. A programação arrancou a 12 de agosto com Maiara & Maraisa, Chico da Tina e Sertabeijo; no dia 13 subiram ao palco Veigh, Kevinho e Kiko is Hot; e o encerramento aconteceu a 14 de agosto com Orochi, LON3R JOHNY e Cripta, completando três dias de música junto ao rio, num dos cenários mais emblemáticos do Algarve.
Mais do que um festival de música, o Mar Me Quer continua a afirmar-se como um ponto de encontro entre diferentes culturas, gerações e estilos de vida. A localização junto ao rio Arade, os concertos ao pôr do sol e as noites prolongadas junto à frente ribeirinha fazem parte de uma experiência que cruza música, verão e território, tendo Portimão e o Algarve como elementos centrais da identidade do festival.
A edição número cinco reforça desta forma o percurso de crescimento do Mar Me Quer que, desde a sua primeira edição, tem vindo a conquistar um lugar próprio no calendário de verão nacional e a afirmar a cidade algarvia como um destino privilegiado para a música e o entretenimento.
Atualidade
Suíça recebe 9.ª edição do “Summit Estética” em outubro
A cidade de Genebra, na Suíça, recebe, no dia 11 de outubro, a nona edição do “Summit Estética by Lu Pires”, encontro dedicado à estética, ao empreendedorismo e à liderança. A programação decorrerá entre as 8h e às 22h, nas instalações do Hotel Royal, situado na Rue de Lausanne, na cidade helvética.
De acordo com os seus organizadores, o evento deverá reunir profissionais e empresários de diversos países, como Portugal, Suíça, Brasil e Itália, entre outros, num programa composto por palestras, demonstrações técnicas e momentos de contacto empresarial. Especialistas da área da estética apresentarão procedimentos, tendências e soluções direcionadas para o desenvolvimento profissional e a gestão de negócios.
“A edição de Genebra disponibiliza oportunidades para palestrantes, expositores, patrocinadores e empresas interessadas em divulgar produtos e serviços. Estão previstos espaços de exposição, painéis, materiais promocionais e ações de visibilidade ao longo do congresso”, explicou Lu Pires, empresária responsável pelo evento.
As inscrições e as propostas de participação devem ser formalizadas junto da organização, através do e-mail: summitestetica2023@gmail.com ou pelo seguinte perfil no Instagram: @summitestetica_
“O “Summit Estética by Lu Pires” é um encontro internacional criado para reunir profissionais, empresários, especialistas, palestrantes e marcas em torno de um mesmo propósito: crescer, se posicionar e gerar novas oportunidades de negócio por meio da conexão, do conhecimento e da visibilidade. Mais do que um evento técnico, o “Summit” foi concebido como uma plataforma de aprendizagem, networking, posicionamento e experiência, conectando o universo da estética a uma linguagem mais sofisticada, estratégica e corporativa. Com repercussão internacional e em constante expansão, o evento posiciona-se como um ponto de encontro para quem deseja ir além da atualização profissional e construir uma presença mais forte, mais estratégica e mais relevante dentro do mercado”, finalizou Lu Pires.
Ígor Lopes
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